

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciou nesta segunda-feira (26/05) um pacote robusto de investimentos voltado à indústria naval brasileira. Segundo ela, a estatal vai contratar 48 novas embarcações com alto conteúdo nacional em sua fabricação, o que deve injetar R$ 118 bilhões na economia e abrir cerca de 180 mil postos de trabalho. O anúncio foi feito durante participação no painel “Iniciativas do Setor Produtivo e Transição Verde”, realizado na sede do BNDES, no Centro do Rio.
De acordo com Chambriard, os editais para essas contratações serão lançados até 31 de dezembro de 2026. A proposta integra a estratégia da companhia de impulsionar a indústria nacional, sobretudo em setores estratégicos como o naval. “Estamos falando de investimento no Brasil, com geração de postos de trabalho e movimentação de uma cadeia produtiva que é crucial para o país”, disse.
Combustíveis e política de preços
A executiva também comentou sobre os preços dos combustíveis e afirmou que a Petrobras acompanha o mercado internacional a cada 15 dias. Segundo ela, tanto a gasolina quanto o diesel estão atualmente abaixo da paridade internacional, mas se houver novas quedas no valor do petróleo, a companhia não descarta reduzir os preços ao consumidor.
“A gente tem visto o petróleo cair e o real se valorizar. Se isso continuar, vamos sim revisar os preços. Isso vale para gasolina, diesel, gás de cozinha e querosene de aviação”, declarou.
Chambriard destacou ainda que o querosene de aviação (QAV) é o único combustível reajustado mensalmente por razões contratuais. Segundo ela, o comportamento do preço do Brent e do câmbio podem influenciar diretamente o próximo reajuste, mas o cálculo ainda será feito.
Braskem e o futuro da petroquímica
Outro ponto abordado pela presidente foi a situação societária da Braskem, sexta maior petroquímica do mundo e da qual a Petrobras é acionista. Chambriard disse ver com otimismo a proposta de aquisição de controle da empresa apresentada pelo empresário Nelson Tanure e acredita que isso pode ajudar a resolver impasses entre as duas companhias.
“A Braskem é estratégica para a Petrobras e para o país. O setor petroquímico tem papel central na transição energética. Mesmo com a redução do uso de combustíveis fósseis, o petróleo continuará sendo essencial para a produção de derivados”, afirmou.
Ela também defendeu a retomada da indústria petroquímica nacional e afirmou que o setor precisa ser reposicionado no cenário global: “Vamos restaurar a petroquímica no Brasil e colocá-la de volta no lugar que merece.”
Fonte: diariodorio.com




