

Caso foi encaminhado para a Corregedoria da instituição para investigação Um agente do Segurança Presente foi afastado da operação após ser flagrado agredindo um estudante em frente a uma escola em Magé, na Baixada Fluminense. Em vídeo que circula nas redes sociais, o policial militar aparece puxando o adolescente. O aluno estava sobre uma bicicleta, com uniforme e mochila.
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Durante a agressão, o jovem não reage, apenas balança a cabeça, retira o celular da cintura e começa a mexer no aparelho.
Policial militar agride estudante na Baixada Fluminense
Reprodução/ X
Segundo a Polícia Militar, o agente estava em serviço pela Operação Segurança Presente. A Secretaria de Governo do Estado informou que o policial foi identificado e afastado da operação e, ainda, que os fatos serão encaminhados à Corregedoria da PM.
Assista ao momento da agressão:
Agente do Segurança Presente agride adolescente em Magé
Guarda armada x Segurança Presente: pré-candidatos, Paes e Bacellar disputam protagonismo no combate à violência do Rio
Tema principal da eleição municipal do ano passado, a segurança pública deverá permanecer no centro do debate durante a disputa para o governo do Rio, em outubro de 2026. Apesar da distância e embora ainda não tenham assumido a intenção publicamente, dois pré-candidatos já disputam o protagonismo em ações de combate à violência no Rio.
Por um lado, o prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD) corre para tirar do papel o projeto de armar a Guarda Municipal. Do outro, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), tenta vincular sua imagem ao programa Segurança Presente, que será ampliado pelo governo do Rio.
Ao apresentar, na sexta-feira (06), como será a atuação da tropa armada, Paes disse que disputou duas vezes as eleições ao governo do Rio e que nunca “passou a mão na cabeça de bandido” e que não defende o “tiro na cabecinha”, mas que “o Estado deve até matar um delinquente, se este ameaçar o agente público”.
Em seguida, brincou: “Vão até achar que sou candidato a governador depois de tudo que eu falei aqui”. Já Bacellar se envolve cada vez mais nas agendas na área de segurança. Na quinta-feira (05), participou da entrega de novas viaturas da Polícia Militar. O deputado discursou à tropa, e o governador Cláudio Castro (PL) atribuiu ao aliado a costura para convocar os excedentes do concurso de oficias da corporação.
Principal aposta do governo de Paes, um projeto em tramitação na Câmara prevê a atuação de uma tropa armada a ser criada dentro da estrutura da Guarda Municipal. O custo deve ser de R$ 215 milhões no ano que vem.
O município afirma que os agentes serão permanentemente monitorados por GPS e câmeras corporais e vão obedecer a ordens de serviço digitais, em uma estrutura inspirada em modelos internacionais.
Mesmo sem o texto ter passado pelo crivo dos vereadores, a prefeitura estima que o treinamento da primeira turma de guardas armados comece em setembro, para que eles estejam nas ruas já em fevereiro de 2026. O município não detalhou que tipo de armamento será usado, mas confirmou que os processos de compra já foram iniciados.
Numa corrida contra o tempo, já foi lançado o primeiro edital para contratar internamente os 600 guardas municipais que farão parte da tropa de elite. Eles estarão em duas turmas. Cada um dos aprovados nesta seleção receberá uma gratificação pelo uso de arma de fogo no valor de R$ 10.283,48.
Texto depende de 2ª votação
Os vereadores aprovaram na terça-feira, em primeira discussão, o texto enviado por Paes em março que define as regras de atuação da divisão armada. Ainda é necessária mais uma votação, e o projeto inicial pode receber emendas. Entre as polêmicas que estão postas e que a oposição tentar derrubar, estão a contratação de agentes temporários (não estatutários) e a proibição de o agente levar a arma para casa. Há mudanças que a própria prefeitura deve incluir no texto base, como a obrigatoriedade do uso das câmeras corporais e a decisão de não rebatizar a Guarda Municipal como Força de Segurança Municipal.
— Estamos fazendo o que me comprometi desde o início. Vamos implantar um novo modelo de policiamento. A população pode ter certeza de que serão muitos treinamentos. O crime que mais afeta o carioca está na rua, e é nesse foco que vamos atuar com a Guarda — afirmou Paes.
A pressa em agilizar o processo passaria pelo interesse do prefeito em disputar as eleições de 2026 ao governo do Rio, o que Paes não admite publicamente. Nos bastidores, entretanto, ele e seu partido já se movimentam para atrair aliados de fora da capital, entre eles, de São Gonçalo e Itaboraí, como mostrou reportagem do GLOBO na última segunda-feira.
Paes também criticou a posição do Partido Liberal, que votou contra o projeto da Guarda Municipal armada na primeira discussão. A legenda de Cláudio Castro apoiará Bacellar nas próximas eleições.
No entanto, o prefeito diz manter uma relação institucional com o governo do Rio e que se encontrará com a cúpula da segurança estadual para explicar como funcionará a nova tropa e pedir sugestões. Ele também fez questão de pontuar que o agente armado terá dedicação exclusiva, ao contrário de programas como Segurança Presente, do governo estadual, e BRT Seguro, da prefeitura.
— Temos visto algumas políticas como essas, que são eficientes, mas são para o policial ganhar um dinheirinho extra. A Força de Segurança Municipal não é bico, por isso teremos uma remuneração alta — afirmou.
Expansão de programa
Bacellar, que deve ser o principal opositor de Paes numa eventual disputa ao governo estadual, também busca reforçar sua imagem na segurança pública.
O presidente da Alerj garantiu ainda mais poder dentro do Palácio Guanabara com a renúncia mês passado do então vice-governador Thiago Pampolha, que se tornou conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Mas, por ainda ser um rosto pouco conhecido, ele têm intensificado suas aparições públicas, sobretudo em agendas de segurança.
Sua principal aposta é estreitar a ligação com o Segurança Presente, que será ampliado este ano. No programa partidário do União Brasil que está sendo veiculado em rádio e TV, Bacellar afirma que a segurança é uma das marcas da legenda.
Antes mesmo de destacar seus feitos como presidente da Assembleia, ele exalta sua passagem como secretário estadual de Governo — pasta responsável pelo Segurança Presente — e que foi responsável pela ampliação do número de bases. Este ano, o programa deve custar R$ 87,2 milhões.
Ao GLOBO, ele destacou ter levado o Segurança Presente ao interior do Rio e destinado R$ 50 milhões da Alerj ao programa. Ele ainda provocou adversários, sem citar nomes:
— Como tenho dito, segurança não é brincadeira, nem palanque para quem quer brilhar sozinho. É ouvir a tropa, trabalhar em conjunto e entregar.
Atualmente, o programa de reforço da segurança tem mais de 50 bases espalhadas pelo estado. São cerca de 1.600 policiais militares que recebem hora extra para trabalhar nos dias de folga.
E a iniciativa deve ser ampliada nos próximos meses: Jacarepaguá, na Zona Oeste, e Marechal Hermes, na Zona Norte, devem receber núcleos. Na Tijuca, este mês será lançado o Mulher Presente, um braço do programa original voltado para combater a violência de gênero.
O governo fluminense também aposta em contratações para reforçar o programa. Em março, a Secretaria de Governo lançou concurso para selecionar 1.212 agentes civis voluntários que vão trabalhar ao lado de policiais militares.
Eles terão a função de “apoiar as abordagens de proximidade (interações com a população que não envolvam o uso de armas de fogo e o exercício do poder de polícia)”. O contrato é por um ano e pode ser prorrogado por igual período. O salário é de R$ 3 mil, mais R$ 350 para a alimentação.
Em nota, a secretaria informou que “há 11 anos os agentes civis atuam ao lado de PMs e que está sendo feito uma nova seleção pública com ampla divulgação, devido a contratos que estavam sendo encerrados”.
O que a prefeitura do Rio anunciou sobre a força armada da Guarda Municipal
A tropa de elite da Guarda Municipal será comandada pelo delegado Brenno Carnevale, atual secretário municipal de Ordem Pública. O grupo vai atuar de forma ostensiva e preventiva nas ruas, com foco em furtos, roubos e pequenos delitos.
As áreas e os horários de atuação do novo grupamento, que deve ir para as ruas em fevereiro de 2026, serão definidos com base nas chamadas “manchas criminais”, monitoradas pela própria Guarda Municipal.
As primeiras áreas escolhidas ficam no perímetro de três delegacias: a 5ª DP (Mem de Sá), a 1ª DP (Praça Mauá) e a 4ª DP (Presidente Vargas). Juntas, essas regiões concentraram 1.803 registros de roubos de rua de janeiro a abril deste ano — uma média de 15 ocorrências por dia.
Os agentes armados atuarão em duplas, a pé ou em motos. Todos estarão equipados com rádios, câmeras corporais e celulares com GPS e comunicação por voz em canal inviolável. Os dispositivos não podem ser desligados.
Os guardas atuarão na escala de 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso. Eles não poderão participar de operações contra o crime organizado nem atender a ocorrências das centrais 190 e 1746.
Na seleção interna, os guardas terão que passar por avaliação funcional, teste de aptidão física, exames médicos e toxicológicos, avaliação psicológica com foco em uso de arma e investigação social. Também devem ser contratados agentes temporários de fora da Guarda (salário de cerca de R$ 13 mil).
Fonte: extra.globo.com




