

Deputados criticaram o governo e apontam o maior déficit fiscal da história. No entanto, o maior déficit foi registrado em 2020, no auge da pandemia de Covid-19, durante gestão de Bolsonaro Após críticas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a postura dos deputados de oposição Nikolas Ferreira (PL-MG) e Carlos Jordy (PL-RJ), começou um bate-boca em audiência pública na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (dia 11).
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Em reunião conjunta das comissões de Finanças e Tributação e de Fiscalização Financeira e Controle, Nikolas e Jordy criticaram o governo e as medidas propostas pela Fazenda, mas se retiraram da audiência antes de ouvir as explicações do ministro.
Ao retomar a palavra, Haddad disse que os deputados fugiram ao debate, o que era uma “molecagem”.
— Venho aqui com espírito público, com dado oficial, para fazer o debate. Esse tipo de atitude de que quer falar na rede e corre quando o debate vai acontecer é um pouco de molecagem e não é bom para democracia. Já que eles não estão aqui, quem sabe vocês que estão mandem o recado para o Nikolas e Jordy, para que eles aprendam um pouco das contas públicas brasileiras.
No meio de sua fala, Haddad foi interrompido pelo deputado Capitão Alberto (PL-AM), que reclamou do termo molecagem, e gerou burburinho na sessão.
Haddad retrucou que os deputados deveriam ter “compromisso com a verdade”:
— Tem um ministro de Estado respondendo elegantemente as perguntas. O desrespeito é dele. Desrespeito é mentir. Desrespeito é fugir sem ouvir a verdade.
Logo depois, Jordy voltou à sessão e chamou Haddad de “moleque”:
— Moleque é você, ministro. Por ter aceitado um cargo dessa magnitude e só ter feito dois meses de economia. Moleque é você por ter feito o maior déficit fiscal da história, logo depois do superávit do governo Bolsonaro, que passou por uma pandemia. O governo Lula é pior que uma pandemia. Não venha aqui cantar de galo na Câmara, porque o senhor é ministro, mas eu sou deputado. Respeite o Parlamento. Moleque é você.
Na verdade, porém, o maior déficit foi registrado em 2020, no auge da pandemia de Covid-19, quando o rombo passou de R$ 720 bilhões.
Em sua declaração, Haddad também rebateu o superávit registrado por Bolsonaro em 2022. No ano eleitoral, foi aprovado um projeto que limitou o ICMS cobrado sobre itens essenciais, como combustíveis. Houve também desoneração de tributos federais.
— Superávit primário desse jeito qualquer um faz. Dando calote, vendendo patrimônio público, tomando dinheiro de governador. Esse é o padrão econômico do governo Bolsonaro? Vamos ter vergonha muito tempo de que o quadro dele está na galeria de ex-presidentes do Brasil.
Fonte: extra.globo.com




