quinta-feira, março 12, 2026
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Novo Remédio para Emagrecer Promete Abalar Mercado

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A Novo Nordisk, gigante farmacêutica por trás do popular Ozempic, enfrenta um novo desafio no mercado de emagrecimento com a chegada de alternativas mais acessíveis. Enquanto isso, a economia da Dinamarca observa atentamente os desdobramentos, já que a performance da empresa impacta diretamente o PIB do país.

A Olire, nova aposta da Eurofarma, promete agitar o mercado com um custo 20% a 30% inferior ao Saxenda, outro medicamento da Novo Nordisk. Apesar de já estar disponível desde 2016, o Saxenda ainda detém uma pequena fatia do mercado brasileiro de canetas para emagrecimento, estimado em R$ 5,5 bilhões. A expectativa é que a Olire reduza significativamente o custo anual do tratamento, tornando-o cerca de 30% mais barato que o Wegovy.

Segundo o Itaú BBA, a menor popularidade do Saxenda se deve a dois fatores principais: eficácia e conveniência. Estudos revelam que pacientes que utilizam semaglutida (presente no Ozempic e Wegovy) perdem cerca de 15,8% do peso corporal, enquanto a liraglutida (princípio ativo do Saxenda e Olire) proporciona uma perda de aproximadamente 6,4%. Além disso, a semaglutida oferece maior comodidade, com aplicações semanais, enquanto a liraglutida exige injeções diárias.

O Impacto dos Genéricos

A grande expectativa do mercado está na chegada dos genéricos do Ozempic, prevista para o segundo semestre de 2026. Diversas empresas, como EMS, Cimed, Hypera e Biomm, já se preparam para lançar suas versões. A Novo Nordisk tentou estender a patente do medicamento no Brasil, mas a Justiça rejeitou o pedido. A decisão final aguarda análise do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas o mercado já se prepara para a chegada dos genéricos no próximo ano.

O Itaú BBA aponta que a principal questão para os investidores é o impacto dos genéricos do Ozempic nas redes de farmácias. A tendência é que os preços diminuam, mas as margens podem ser maiores, impulsionando a expansão do mercado. Atualmente, os medicamentos genéricos possuem uma margem bruta de 50% a 55% na RD Saúde. No entanto, a semaglutida é uma molécula complexa, o que pode limitar tanto o ganho de margem quanto a queda de preços.

Para analisar os possíveis impactos nas estimativas de lucro, o banco realizou duas análises de sensibilidade para a RD. Na primeira, modelou diferentes reduções de preço e margens brutas, sem expansão de mercado. Mesmo em um cenário conservador, com queda de 35% nos preços e margem bruta de 25%, a categoria ainda seria positiva para o lucro. Na segunda análise, considerou uma redução fixa de 35% no preço e testou diferentes níveis de demanda adicional. Em um cenário com margem bruta de 30% e aumento de volume de 20%, as estimativas de lucro líquido para o fim de 2026 subiriam 11%.

Apesar das incertezas, o Itaú BBA acredita que o fim da patente do Ozempic pode representar um importante impulso para as redes de farmácias. Resta aguardar os próximos capítulos dessa história que promete movimentar o mercado farmacêutico e o bolso dos consumidores.

Fonte: www.rjnewsnoticias.com.br