
A foto de Lucas Pinheiro Braathen saltando no topo do pódio foi eleita a imagem favorita do público da Olimpíada de Inverno Milão-Cortina. O esquiador venceu a prova de slalom gigante, se tornando o primeiro medalhista do Brasil e da América Latina na competição.
Pulando no ar e com o sorriso largo no rosto, o momento dourado do atleta foi transformado em pintura renascentista pelo pintor italiano Maurizio Rapiti.
Nascido na Noruega, Lucas é filho de pai norueguês e mãe brasileira. Grande promessa do esqui do país nórdico, o atleta surpreendeu em 2023 ao anunciar sua aposentadoria, logo após ser campeão mundial de slalom.
Meses depois, ele trocou de bandeira, e passou a defender o Brasil em competições internacionais, claro, com o apoio da calorosa torcida. “O interesse aumentou tremendamente. É um pouco ‘pré-Lucas e pós-Lucas’, porque ele é uma pessoa muito carismática e um atleta de primeira linha”, afirma Anders Petterson, presidente da Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN)
Em sua segunda Olimpíada, a primeira com as cores verde e amarela, ele chegou como um dos favoritos nas provas de slalom gigante e slalom. Na primeira, ele bateu o líder do ranking Marco Odermatt, medalhista de prata, para levar o ouro. Na segunda, ele, infelizmente, não concluiu a prova.
Fora da neve, Lucas esbanja carisma e muito bom gosto na moda. Com desfiles por marcas de grife no currículo, e as unhas pintadas, o jovem conquista até mesmo os estrangeiros. “Curiosamente, o Lucas é a ‘segunda escolha’ de torcida de muitos estrangeiros; se o atleta do país deles vai mal, eles torcem pelo Brasil”, explicou Petterson.
Fonte: veja.abril.com.br




