
O ex-jogador de futebol Reginaldo Rivelino Jandoso, de 52 anos, conhecido como Piá, foi detido na noite de segunda-feira, 2, na cidade de Sumaré, no interior de São Paulo. Com passagens por equipes como Ponte Preta, Santos e Corinthians, a vida do ex-atleta tem sido marcada por problemas extracampo e complicações com a Justiça desde a sua aposentadoria dos gramados.
A captura aconteceu durante um patrulhamento do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep). Sendo o único ocupante de um VW Polo, Piá apresentou nervosismo ao avistar a viatura e ignorou os sinais sonoros e luminosos de parada. Ele tentou fugir e chegou a quebrar a cancela do Condomínio Real Park antes de ser alcançado. Nada de ilícito foi encontrado no veículo, e o próprio ex-jogador admitiu aos policiais que fugiu porque sabia que era procurado.
Esta é a quinta vez que o ex-atleta é detido. Anteriormente, Piá já havia sido preso quatro vezes por envolvimento em furtos a caixas eletrônicos, chegando a cumprir duas sentenças de reclusão.
O atual mandado de prisão em aberto está relacionado à fraude em apostas esportivas. O caso remonta a 2018, época em que Piá trabalhava no departamento de futebol do Independente de Limeira e foi denunciado pelo Ministério Público por oferecer entre 3.000 e 7.000 reais para que um goleiro adversário sofresse gols propositalmente, configurando crime no Estatuto do Torcedor. Por este delito, a Justiça determinou o cumprimento de uma pena de 2 anos, 8 meses e 20 dias em regime inicial fechado.
A defesa do ex-jogador manifestou-se por meio de nota afirmando que não há fatos criminais novos desde 2018 e que, atualmente, Piá atua como empresário na gestão de atletas e em projetos sociais com crianças carentes. Além disso, os advogados também salientaram os problemas de saúde enfrentados pelo ex-atleta, justificando que ele possui “comorbidades que exigem tratamento especial constante”. Após a prisão, ele foi encaminhado ao plantão policial de Sumaré e permaneceu à disposição da Justiça.
Fonte: veja.abril.com.br




