
O sorteio de quinta-feira, 19, definiu os grupos da Libertadores de 2026 e contra quem jogarão as seis equipes brasileiras classificadas — após as quedas de Bahia e Botafogo na fase prévia.
O Cruzeiro caiu no “grupo da morte” e o Palmeiras teve um caminho teoricamente mais tranquilo. Quanto a Flamengo, Corinthians, Fluminense e Mirassol, a disparidade financeira e de elenco dos brasileiros hoje é tão grande que todos entram como favoritos para, no mínimo, a segunda vaga.
A seguir, a divisão entre quem “se deu bem” e quem “se deu mal”:
Se deram bem (Caminho mais acessível)
Flamengo (Grupo A): O atual campeão da América (2025) deu sorte. Vai enfrentar o Estudiantes (ARG), que tem tradição mas não vive seu auge, além do Cusco (PER) e do Independiente Medellín (COL). A maior preocupação é a logística para o Peru, mas tecnicamente o Fla sobra no grupo.
Fluminense (Grupo C): O Tricolor carioca pegou um grupo muito convidativo tecnicamente: Bolívar (BOL), Deportivo La Guaira (VEN) e Independiente Rivadavia (ARG). O maior adversário aqui não é um time, mas sim a altitude de La Paz contra o Bolívar. Fora isso, a classificação é obrigatória.
Corinthians (Grupo E): Caiu em uma chave equilibrada, mas sem bichos-papões imbatíveis. Enfrenta o Peñarol (URU) — um clássico pesado, mas acessível hoje —, o Santa Fe (COL) e o estreante Platense (ARG). O Timão tem elenco para passar em primeiro sem sustos dramáticos.
Se deram mal (Os grupos “casca grossa”)
Mirassol (Grupo G): Estreando na Libertadores, o time do interior paulista terá um batismo de fogo. Caiu com a LDU (EQU) e o Always Ready (BOL), o que significa enfrentar a altitude em dobro (Quito e El Alto), além de pegar o Lanús (ARG), atual campeão da Sul-Americana. É, de longe, o grupo mais traiçoeiro fisicamente.
Cruzeiro (Grupo D): A Raposa foi sorteada para o grupo mais pesado. O Boca Juniors (ARG) dispensa apresentações, e as visitas ao Barcelona de Guayaquil (EQU) e à Universidad Católica (CHI) são sempre desgastantes e tecnicamente competitivas. É um grupo onde qualquer erro custa a vaga.
Fonte: veja.abril.com.br




