
O fisiculturismo perdeu uma de suas figuras mais importantes. Lee Haney, nascido em 11 de novembro de 1959, morreu deixando um histórico esportivo e pessoal que poucos atletas conseguiram construir.
Entre 1984 e 1991, Haney conquistou o Mr. Olympia por oito vezes consecutivas, superando a marca de Arnold Schwarzenegger. O recorde só foi igualado, anos depois, por Ronnie Coleman. Diferente de outros campeões da época, Haney não apostou apenas no volume muscular — sua marca era o equilíbrio entre massa e proporção, o que o destacou em um período de transição no esporte.
Seu método de treino também chamava atenção. O princípio que ficou associado ao seu nome, “estimular, não aniquilar”, defendia o uso correto da técnica em vez de cargas excessivas. Haney se aposentou do Olympia aos 32 anos sem ter sofrido lesões graves ao longo da carreira.
Após encerrar a carreira competitiva, Haney seguiu ativo em outras frentes. Em 1998, o presidente Bill Clinton o nomeou para presidir o Conselho Presidencial de Educação Física e Esportes dos Estados Unidos. Junto com a esposa, Shirley, fundou a Haney Harvest House, projeto voltado ao acompanhamento de jovens sem referência paterna. Também atuou como autor e apresentou o programa de televisão TotaLee Fit, de temática cristã.
A fé foi um elemento central em sua vida pública. Haney costumava atribuir suas conquistas à religião e usou sua visibilidade para iniciativas sociais e comunitárias.
Lee Haney deixa a esposa Shirley e os filhos Joshua e Olympia. Sua influência sobre o fisiculturismo — tanto pela metodologia de treino quanto pela trajetória fora dos palcos — permanece presente entre atletas e profissionais da área.
Fonte: veja.abril.com.br




