domingo, abril 19, 2026
HomeEconomiaDólar abre com cessar-fogo entre EUA e Irã no radar do mercado

Dólar abre com cessar-fogo entre EUA e Irã no radar do mercado

Date:

Publicidade

spot_img

Relacionados

spot_imgspot_img


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar inicia a sessão desta quarta-feira (8) de olho no cenário interno e externo. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
Os mercados ao redor do mundo acompanham os desdobramentos do conflito no Oriente Médio. Um acordo temporário entre Estados Unidos e Irã ajudou a reduzir parte das tensões e passou a influenciar o comportamento dos preços no mercado internacional.
Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça
No exterior, investidores repercutem a decisão de EUA e Irã estabelecerem um cessar-fogo de duas semanas, que inclui a reabertura do Estreito de Ormuz. A suspensão temporária dos ataques teve reflexo imediato no mercado de petróleo, que registrou queda na noite de terça-feira.
Pouco antes das 9h (horário de Brasília), o barril do Brent, referência global, recuava 15,31%, para US$ 92,54. Já o WTI, usado como referência nos Estados Unidos, caía 17,26%, para US$ 93,43.
O acordo foi anunciado pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atua como mediador do conflito. As negociações entre os países estão previstas para ocorrer em Islamabad, capital paquistanesa.
Além da questão geopolítica, investidores também aguardam a ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA. O documento detalha as discussões que levaram à decisão de manter os juros no país.
No Brasil, a agenda desta quarta-feira inclui a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na CPI do Crime Organizado, prevista para começar às 9h.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
Dólar

a
Acumulado da semana: -0,09%;
Acumulado do mês: -0,46%;
Acumulado do ano: -6,08%.
Ibovespa

Acumulado da semana: +0,11%;
Acumulado do mês: +0,42%;
Acumulado do ano: +16,84%.
Guerra no Oriente Médio
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que “uma civilização inteira morrerá nesta noite” em uma publicação na rede Truth Social nesta terça-feira.
A mensagem foi divulgada poucas horas antes do prazo estabelecido por ele para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, e ocorre após autoridades iranianas indicarem que Teerã não deve ceder às pressões.
Na publicação, Trump disse que não deseja que isso aconteça, mas afirmou que o desfecho pode ser inevitável. Ele também criticou o regime que governa o país há 47 anos.
Antes da mensagem do presidente americano, a televisão estatal do Irã exibiu um chamado para que a população participe de correntes humanas em torno das usinas de energia do país, citadas em ameaças feitas por Trump.
Com poucas horas restantes para o prazo definido pelos EUA — às 21h no horário de Brasília —, Alireza Rahimi, apresentado pela emissora como secretário do Conselho Supremo da Juventude e dos Adolescentes, convocou a mobilização.
O apelo foi direcionado a jovens, atletas, artistas, estudantes universitários e professores.
Também nesta terça-feira, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que milhões de iranianos estão “prontos para se sacrificar” pelo país.
Efeitos no Brasil
A disparada do petróleo em meio à guerra passou a pressionar o preço dos combustíveis no Brasil, incluido o querosene de aviação, um dos principais custos do setor aéreo.
Para conter o impacto nas passagens — que podem subir até 20% —, governo federal anunciou, nesta segunda-feira, um pacote de medidas para reduzir os impactos da alta.
As medidas são:
zerar PIS/Cofins para as empresas aéreas, o que gera uma economia de R$ 0,07 por litro do combustível;
prorrogar o pagamento da tarifa de navegação. As empresas pagarão apenas em dezembro as tarifas da Força Aérea Brasileira referentes aos meses de abril, maio e junho;
abrir duas linhas de crédito.
A primeira linha de crédito conta com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), com valor total de até R$ 2,5 bilhões por mutuário e foco em reestruturação financeira das empresas.
Os financiamentos serão operados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou instituição por ele habilitada.
A pressão sobre os preços vem após a Petrobras elevar em mais de 50% o valor do combustível, refletindo a alta do petróleo no cenário internacional em meio à guerra no Oriente Médio.
O setor aéreo alerta para impactos relevantes, enquanto o governo tenta reduzir os efeitos para consumidores.
O governo também anunciou medidas para frear os preços do diesel e do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), mais conhecido como gás de cozinha.
A subvenção ao diesel prevê um desconto de R$ 1,20 por litro de diesel (R$ 0,60 de subsídio federal e R$ 0,60 estadual).
Somado ao subsídio anterior concedido pela União, de R$ 0,32, a subvenção total chega a R$ 1,52.
Segundo o governo, a medida será aplicada pelo menos durante os meses de abril e maio desse ano e terá custo de R$ 4 bilhões, sendo R$ 2 bilhões para a União e R$ 2 bilhões para os estados e o Distrito Federal.
LEIA MAIS:
Mercados globais
Os principais índices de Wall Street encerraram o dia sem direção única. O S&P 500 avançou 0,09%, enquanto o Dow Jones recuou 0,18%. Já o Nasdaq teve ganhos de 0,10%.
Na Europa, as bolsas fecharam no campo negativo. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,96%, aos 590,92 pontos.
Entre os principais mercados da região, o CAC 40, da França, recuou 0,67%, aos 7.908,74 pontos. O DAX, da Alemanha, caiu 1,06%, aos 22.921,59 pontos, enquanto o FTSE 100, do Reino Unido, teve baixa de 0,84%, aos 10.348,79 pontos.
Na Ásia, o índice Shanghai Composite, da China, fechou em alta de 0,3%, aos 3.890,16 pontos. A bolsa de Hong Kong permaneceu fechada por feriado.
No Japão, o índice Nikkei 225 encerrou o dia praticamente estável, com leve alta inferior a 0,1%, aos 53.429,56 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi avançou 0,8%, para 5.494,78 pontos.
Notas de dólar.
Rick Wilking/Reuters

Fonte: g1.globo.com