
Não, ainda não é a eleição presidencial, marcada para 4 de outubro. Mas há um tema de igual relevo, com a devida permissão pelo exagero, que ocupa corações e mentes: a convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundos dos Estados Unidos, México e Canadá, entre 11 de junho e 19 de julho, e então a vida retornará ao normal.
O treinador Carlo Ancelotti tem quase todos os nomes já anotados – 90%, é o que informam assessores próximos do italiano –, mas há ainda dúvidas no ataque da canarinho. VEJA organizou um sobe-e-desce dos craques que, a um mês da chamada, em 18 de maio, vão bem e mal.
SOBEM
Endrick. O atacante do Lyon marcou um gol na vitória de seu time contra o poderoso PSG, por 2 a 1, em Paris. Jogou bem e saiu aplaudido, embora o treinador Luis Enrique, da equipe parisiense, tenha se recusado a cumprimentar o brasileiro ao fim da partida, incomodado com uma dancinha de celebração logo depois de pôr a bola na rede. Mas não há dúvida: Endrick, que durante muitas partidas esteve no banco, entrou muito bem. Na seleção, marcou contra a Croácia. O atacante de 18 anos está em evidente alta, e cresce na hora certa.
Igor Thiago. Formado pelo sub-20 do Cruzeiro, com passagem pela Bulgária e Bélgica, o atacante de 24 anos faz sombra ao cometa Haaland, o artilheiro da Premier League da Inglaterra com 23 gols marcados pelo Manchester City. Thiago tem 21, e por uma equipe bem mais discreta, o Brentford. Tem faro de gol. Difícil deixá-lo em casa.

DESCEM
Neymar. Esse, definitivamente, não se ajuda. O atacante do Santos, de 34 anos, tem conseguido jogar durante 90 minutos e, a bem da verdade, tem até recuado para marcar – deficiência que no futebol de hoje pode fazer toda a diferença. O problema usual: o comportamento, e de mau comportamento Ancelotti não gosta. Na derrota do Santos para o Fluminense por 3 a 2, de virada, Neymar fez partida razoável – mas com o resultado, a torcida do Peixe tratou de vaiá-lo na saída do gramado. Neymar fez tapar os ouvidos, em gesto agressivo. Depois tentaria se desculpar, a seu modo, um tanto irônico. Assim: “Chegou o dia que eu tenho que explicar uma coçada de orelha! Gente, sinceramente, vocês estão pegando pesado demais e ultrapassando os limites. É triste demais ter que conviver com isso! Não tem ser humano que aguente.” Pois é, não há ser humano que aguente.

Lucas Paquetá. Tem jogado bem. Contudo, uma contusão durante a partida contra o Bahia, na vitória do Flamengo por 2 a 0, deixa o volante em maus bocados – e, é evidente, ele não tem culpa alguma no cartório, ao contrário de Neymar. O camisa 10 teve um edema na coxa esquerda e ficará afastado por pelo menos dez dias. Faltando um mês para a convocação, é ruim. É situação semelhante a de Estevão, nome garantido, mas que teve uma lesão muscular na coxa direita. A expectativa é que retorne em duas semanas. No início do ano ele já tinha se afastado, com uma contusão semelhante, mas do lado direito.

Fonte: veja.abril.com.br




