quarta-feira, abril 22, 2026
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Dólar abre a R$ 4,96 com atenção à trégua entre EUA e Irã

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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (22) em queda, recuando 0,08% na abertura, cotado a R$ 4,9696. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
Os mercados voltam a operar após o feriado de Tiradentes, em um dia de agenda econômica mais fraca no Brasil. No exterior, investidores monitoram desdobramentos geopolíticos e seguem atentos a fatores que ainda mantêm o ambiente global de cautela.
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No exterior, os mercados reagem ao anúncio feito na véspera pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a prorrogação do cessar-fogo com o Irã. A medida valerá até que autoridades iranianas apresentem uma proposta e as negociações sejam concluídas.
Apesar da extensão do acordo, investidores seguem cautelosos diante da falta de avanços concretos para encerrar o conflito. O fechamento do Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de um quinto da oferta global de petróleo — também contribui para manter a atenção elevada.
Diante de sinais contraditórios sobre a guerra, o preço do tipo Brent, referência internacional, avançava 0,79% por volta das 08h45, cotado a US$ 99,26 o barril.
No Brasil, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara pode votar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata da escala de trabalho 6×1, tema que ganhou repercussão recente.
A discussão em torno da proposta é acompanhada de perto por investidores por seu potencial de influenciar expectativas sobre o ambiente de negócios e o mercado de trabalho.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
Dólar

a
Acumulado da semana: -0,17%;
Acumulado do mês: -3,94%;
Acumulado do ano: -9,37%.
Ibovespa

Acumulado da semana: +0,20%;
Acumulado do mês: +4,63%;
Acumulado do ano: +21,73%.
De olho nas negociações
O presidente Donald Trump afirmou nesta segunda-feira que não está sob pressão para fechar um acordo com o Irã, mas indicou que as negociações devem avançar em breve.
“Li na imprensa fake news que estou sob “pressão” para fazer um acordo. ISSO NÃO É VERDADE! Não estou sob pressão alguma, embora tudo vá acontecer relativamente rápido”, afirmou em uma publicação na rede social Truth Social.
Segundo ele, “o tempo não é meu adversário” e é preciso corrigir “a bagunça” deixada por governos anteriores na condução das relações com o Irã.
O republicano também afirmou que o acordo que pretende firmar será “muito melhor” do que o JCPOA, conhecido como acordo nuclear iraniano, fechado durante os governos de Barack Obama e Joe Biden.
Do lado do Irã, o Paquistão afirmou estar confiante de que conseguirá fazer com que o país participe de negociações com os EUA, disse à Reuters nesta segunda-feira (20) uma autoridade sênior do governo paquistanês.
“Recebemos um sinal positivo do Irã. A situação é dinâmica, mas estamos trabalhando para que eles estejam aqui quando iniciarmos as conversas amanhã ou no dia seguinte”, afirmou a fonte, sob condição de anonimato.
Impactos na inflação
Com a intensificação da guerra no Oriente Médio, analistas do mercado financeiro elevaram novamente a projeção para a inflação em 2026 e passaram a prever juros mais altos.
De acordo com a pesquisa do BC, o mercado passou a projetar que a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 4,80% neste ano, contra a projeção anterior de 4,71%.
As expectativas fazem parte do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.
Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.
Em 4,80% para este ano, a projeção do mercado financeiro supera o teto do sistema de metas — que é de 4,5%.
O boletim anterior foi o primeiro, desde maio do ano passado, que o mercado estimou o estouro da meta de inflação em 2026.
Se confirmada a projeção, o IPCA ficará abaixo do registrado no último ano — quando somou 4,26%.
Para 2027, a expectativa subiu de 3,91% para 3,99%;
Para 2028, a previsão permaneceu em 3,60%.
Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%.
Corte dos juros
Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros. Contudo, comparativamente à semana passada, a queda projetada foi menor.
Atualmente, a taxa está em 14,75% ao ano — após o primeiro corte em quase dois anos (autorizado na semana passada pelo BC).
Para o fim de 2026, a estimativa do mercado para a taxa Selic passou de 12,50% para 13% ao ano na última semana.
Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado passou para 11% ao ano.
Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano.
Mercados globais
Os mercados globais tiveram desempenho misto nesta segunda-feira. Nos EUA, os principais índices de Wall Street fecharam em queda.
O Dow Jones recuou 0,01%, aos 49.442,69 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 0,22%, aos 7.110,22 pontos, e o Nasdaq teve perda de 0,26%, aos 24.404,39 pontos.
Na Europa, as bolsas também fecharam no vermelho. O índice pan-europeu STOXX 600 terminou o dia com queda de 0,8%.
Entre os principais mercados da região, as perdas foram mais fortes na França e na Alemanha, onde os índices CAC e DAX recuaram cerca de 1,1%. Em Londres, o FTSE registrou baixa de 0,55%.
Na Ásia o cenário foi diferente, com a maioria dos mercados encerrando o pregão em alta. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,77%, enquanto em Xangai o SSEC avançou 0,76%.
O Nikkei, em Tóquio, ganhou 0,6%, e o Kospi, da Coreia do Sul, teve alta de 0,44%.
Notas de real e dólar
Amanda Perobelli/ Reuters

Fonte: g1.globo.com