
O produtor musical e engenheiro de áudio Moogie Canazio morreu nessa terça-feira (21/4), aos 70 anos, em Los Angeles, nos Estados Unidos, onde morava. A causa da morte não foi revelada. Ele se sentiu mal em casa e paramédicos tentaram reanimá-lo sem sucesso. A notícia foi confirmada nas redes sociais pela esposa dele, Márcia Canazio.
“Moogie dedicou a vida à música. Ele construiu uma carreira extraordinária como engenheiro de gravação e mixagem, trabalhando com alguns dos maiores artistas do mundo e ganhando múltiplas honrarias no Grammy e no Grammy Latino. A música era sua paixão, seu propósito e seu legado”, publicou a viúva.
Nascido no Rio de Janeiro, Antônio Moogie Canazio iniciou na música ainda jovem como baterista e DJ. No fim dos anos 1970, mudou-se para os Estados Unidos e passou a atuar na Kendun Recorders, em Los Angeles, onde evoluiu de assistente a engenheiro de som.
Ao longo da carreira, conquistou duas estatuetas do Grammy e sete do Grammy Latino. Foi premiado pelo trabalho como engenheiro de som no álbum João, Voz e Violão (2000), último disco de estúdio de João Gilberto.
O portfólio reúne colaborações com grandes nomes da música brasileira e internacional, como Caetano Veloso, Maria Bethânia, Tom Jobim, Sérgio Mendes, Ivan Lins e Sandy & Junior, além de estrelas como Ray Charles, Diana Ross e Dionne Warwick.
Ele também integrou o conselho da Academia Latina da Gravação, que organiza o Grammy Latino, a partir de 2008, e foi eleito vice-presidente em 2011, permanecendo no cargo até 2019.
Fonte: www.metropoles.com







