segunda-feira, abril 27, 2026
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raspar partes íntimas com lâmina pode ser arriscado

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Os pelos são algo natural do corpo e têm funções importantes nas partes íntimas, servindo como uma barreira de proteção contra microrganismos. Por outro lado, em grandes quantidades, eles incomodam, seja por estética ou por higiene. Para organizar a região rapidamente, muitos recorrem às lâminas de barbear – a princípio, um ato inocente, mas que pode trazer problemas. 

Segundo especialistas ouvidos pelo Metrópoles, sem os cuidados necessários, uma simples aparada nas partes baixas pode funcionar como uma porta de entrada para microrganismos perigosos, como bactérias, fungos e vírus.

É com a raspagem com lâmina que ocorrem casos de inflamação por foliculite, pelo encravado e manchas na região. Em casos mais raros, porém mais graves, a ação pode levar a infecções graves, como Gangrena de Fournier, uma condição bacteriana que pode levar à necrose dos tecidos.

“Durante a depilação, podem ocorrer microtraumas ou pequenas fissuras na pele, facilitando a entrada dessas bactérias e o desenvolvimento da infecção. Isso acontece com frequência, até porque muitas pessoas têm o hábito de guardar a lâmina no banheiro, que é um ambiente úmido, favorecendo o acúmulo de bactérias”, explica a dermatologista Paola Canabrava, do Hospital Santa Lúcia Norte, em Brasília.

Segundo o urologista Marcelo Schneider Goulart, para quem gosta de se depilar, o ideal é não deixar a pele completamente pelada. “Remover tudo aumenta o risco de infecção. Quem tira 100% dos pelos tem 2 a 3 vezes mais chance de lesão que quem faz remoção parcial. Deixar uma parte dos pelos protege a área”, diz o especialista da clínica EndoUro, em Florianópolis.

Para quem quer abandonar a lâmina e partir para opções mais seguras sem descuidar da higiene ou estética, as melhores opções para se depilar são:

  • Depilação à laser;
  • Aparador elétrico;
  • Cera – em pessoas com pele mais sensível pode causar alergia;
  • Creme depilatório – em pessoas com pele mais sensível, pode causar queimaduras.

“A melhor depilação dependerá da área e da necessidade individual. A princípio, o laser pode conferir maior vantagem por ter um efeito muito mais duradouro”, afirma a ginecologista Helga Marquesini, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Diabéticos, obesos e imunossuprimidos devem ter atenção redobrada

Indivíduos com as condições precisam ter mais cuidado na hora de se depilar, especialmente com o uso de lâminas. Por terem a cicatrização mais lenta e serem mais propensos ao risco de infecções, as microlesões causadas pelo barbeador podem se tornar problemas mais graves que o normal.

“Pessoas com diabetes, obesidade, uso de corticoide, imunossupressão ou histórico de foliculite de repetição devem ter atenção redobrada. Nesses casos, a lâmina fica proibida e o aparador ou o laser são os caminhos mais seguros. Qualquer alteração que não melhora em 72 horas merece avaliação com urologista ou dermatologista”, alerta Goulart.

Deixar a lâmina em ambientes úmidos pode aumentar a proliferação de bactérias no objeto

Como raspar de forma mais segura?

Segundo os especialistas, algumas ações simples são essenciais para evitar riscos e tornar a depilação mais segura. Entre as principais, estão:

  • Não armazene a lâmina em ambientes úmidos, como no box do banheiro, para evitar a proliferação de bactérias;
  • Troque a lâmina com frequência;
  • Na hora da depilação, é recomendável usar água morna para amolecer os pelos e sabonete e creme para facilitar o deslizamento da lâmina e reduzir a irritação;
  • Sempre raspe no sentido do crescimento do pelo;
  • Após raspar, aplicar creme hidratante calmante, sem perfume e sem álcool.
  • Por fim, evite se expor ao sol e usar roupas apertadas nas primeiras horas.

A qualquer sinal de vermelhidão, irritação intensa e presença de pontos de pus na região depilada, é importante procurar ajuda médica. “Esses sintomas podem indicar uma infecção. Nesse caso, deve ser realizado o tratamento adequado”, orienta Paola.

Fonte: www.metropoles.com