terça-feira, abril 28, 2026
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“Queremos a abolição do Prêmio Fifa da Paz”, diz presidente da Associação Norueguesa de Futebol

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“Queremos a abolição do Prêmio Fifa da Paz”, diz presidente da Associação Norueguesa de Futebol

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A presidente da Associação Norueguesa de Futebol, Lise Klaveness, disse na segunda-feira, 27, que o Prêmio Fifa da Paz deve ser abolido. A declaração aconteceu durante uma mesa redonda com a mídia internacional, de acordo com informações do The Athletic.

Lisa argumenta que a Fifa deve se manter politicamente neutra e “distante dos líderes mundiais”. Para ela, a Federação não deveria ter o papel de condecorar alguém com um “prêmio da paz”. “Nós acreditamos que já temos um instituto Nobel que faz esse trabalho de maneira independente”, disse a presidente. Lisa vai representar a Noruega no Congresso da Fifa na quinta-feira, 30, e também disse ser apoiar uma denúncia ética sobre o presidente da Fifa, Gianni Infantino.

Infantino foi um dos responsáveis por premiar o presidente americano, Donald Trump, com o Prêmio Fifa da Paz de 2025, em dezembro do ano passado. O prêmio foi anunciado em novembro pela Fifa, sem ter passado pelo Conselho da organização.

A relação próxima de Trump e Infantino, além dos indicados ao prêmio não terem sido revelados e a premiação não ter sido aprovada no Conselho, foram alguns dos motivos que levantaram suspeitas sobre o real objetivo do prêmio. De acordo com veículos especializados, muitos passaram a assumir que a premiação aconteceu como forma de consolar Trump por ter “perdido” o Prêmio Nobel da Paz.

O presidente da federação tem sido investigado internamente por sua relação com Trump. O Comitê de Ética da Fifa já foi indicado a investigar Infantino por “falhas frequentes” das regras relacionadas à neutralidade política.

O Prêmio Nobel da Paz de 2025, por outro lado, foi dado a María Corina Machado, oposição venezuelana contra Nicolás Maduro, ex-presidente que foi capturado pelo governo Trump no início deste ano. Pouco tempo após ganhar o prêmio, María deu sua medalha ao presidente americano.

Fonte: veja.abril.com.br