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Batimentos muito baixos ou altos elevam risco de AVC, diz estudo

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Dados apresentado na Conferência da Organização Europeia de AVC de 2026 em Maastricht, Holanda, sugerem que tanto uma frequência cardíaca muito baixa quanto muito alta pode estar associada a um risco maior de desenvolver acidente vascular cerebral (AVC).

A pesquisa apresentada nesta quarta-feira (6/5), foi repercutida pelo site Live Science e reforça a importância de manter o ritmo cardíaco dentro de faixas consideradas saudáveis.

Os achados indicam que o coração não apresenta risco apenas quando bate rápido demais — um ritmo excessivamente lento também pode sinalizar problemas importantes no organismo.

Para entender melhor a relação entre os batimentos cardíacos e o risco de AVC, os cientistas analisaram dados da saúde de 460.000 pessoas, ao longo de quatorze anos, cujos dados estão incluídos no UK Biobank. O objetivo era observar como diferentes padrões de frequência cardíaca influenciam a probabilidade de eventos cardiovasculares.

A frequência cardíaca em repouso — número de batimentos por minuto quando a pessoa está em descanso — foi um dos principais parâmetros avaliados. Em geral, valores considerados normais ficam entre 60 e 100 batimentos por minuto para adultos.

Ao comparar os extremos, os pesquisadores identificaram um padrão preocupante: tanto índices abaixo quanto acima dessa faixa estavam associados a um aumento no risco de AVC.

O acidente vascular cerebral, também conhecido como AVC ou derrame cerebral, é a interrupção do fluxo de sangue para alguma região do cérebro
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Quando o coração bate devagar demais

Uma frequência cardíaca muito baixa, condição conhecida como bradicardia, pode indicar que o coração não está bombeando sangue de forma eficiente. Em alguns casos, isso pode reduzir o fluxo sanguíneo para o cérebro, favorecendo a formação de coágulos ou outros problemas circulatórios.

Embora atletas e pessoas muito condicionadas possam ter batimentos naturalmente mais baixos sem risco, valores reduzidos fora desse contexto podem ser um sinal de alerta.

Frequência alta também é alerta

Por outro lado, batimentos acelerados — chamados de taquicardia — também foram associados a maior risco de AVC. Um coração que trabalha constantemente em ritmo elevado pode sofrer sobrecarga, além de estar mais suscetível a arritmias, como a fibrilação atrial. Essa condição é conhecida por aumentar significativamente a chance de formação de coágulos, que podem se deslocar até o cérebro e causar um AVC.

Equilíbrio cardíaco

Os resultados reforçam que o equilíbrio da frequência cardíaca é fundamental para a saúde. Nem sempre o problema está apenas nos extremos evidentes, mas em padrões persistentes fora da faixa ideal.

Os pesquisadores destacam que a frequência cardíaca pode ser influenciada por diversos fatores, como idade, nível de atividade física, estresse, uso de medicamentos e presença de doenças cardíacas.

Apesar de o estudo apontar uma associação — e não uma relação direta de causa e efeito —, os dados ajudam a identificar sinais que merecem atenção médica.


Principais pontos de alerta

  • Batimentos frequentemente abaixo de 60 ou acima de 100 em repouso;
  • Sensação de tontura ou desmaios;
  • Palpitações constantes;
  • Cansaço sem explicação aparente.

Monitorar a frequência cardíaca, seja por exames ou dispositivos como relógios inteligentes, pode ser uma forma útil de identificar alterações precocemente.

O AVC segue como uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo. Por isso, entender fatores de risco — mesmo os menos óbvios — é essencial para a prevenção.

Fonte: www.metropoles.com