A Prefeitura do Rio assinou, nesta quinta-feira (07) o convênio de adesão do município à iniciativa Floresta Viva, sendo a primeira cidade do país a entrar no programa. Assinado pelo prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) e pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o convênio prevê o investimento de R$ 10 milhões, sendo metade aportada pelo Banco e metade pelo município, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Clima.
Os recursos serão utilizados para apoio a projetos de restauração ecológica e produtiva do bioma Mata Atlântica no município do Rio, especificamente na Serra da Posse, em Campo Grande, na Zona Oeste.
“Não podia ter outra cidade para ser a primeira a aderir ao Floresta Viva. O Rio tem um programa de reflorestamento histórico há mais de 40 anos, que na verdade nasce com o reflorestamento da floresta da Tijuca há 200 anos. Com esse projeto, a gente restaura o bioma de Mata Atlântica, garantindo infraestrutura verde, e fazendo isso, como todos os projetos ambientais da prefeitura, com as lideranças das próprias comunidades que vivem limítrofes a essas florestas e que lideram esse processo, para que a gente possa avançar mais e mais com o reflorestamento” disse o prefeito Eduardo Cavaliere.
Com prazo de execução de 48 meses, o projeto prevê o plantio e a manutenção de 337.125 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica em uma área total de 93 hectares, fortalecendo a recuperação ambiental e a resiliência climática da região.
A área de intervenção fica dentro da Área de Relevante Interesse Ecológico Floresta da Posse (ARIEFP) e abrange trechos dos morros das Paineiras, da Posse e Luís Bom, em Campo Grande, o maior bairro do País.
O protocolo de intenções da prefeitura foi entregue em novembro de 2025, em Belém (PA), durante a Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima de 2025 (COP30).
Cavaliere vai apresentar novos projetos ao BNDES
Durante a reunião, o prefeito ainda afirmou que vai apresentar outros projetos dos quais pretende obter parceria com o BNDES. Entre eles o Praça Onze Maravilha e o Sistema Rio – Rede Integrada de Ônibus.
“A proposta é apresentar o Sistema Rio de Rede Integrada de Ônibus que é o trabalho que a gente tem feito para que as linhas de ônibus da cidade do Rio tenham o mesmo padrão de excelência, de qualidade, de serviço, de dignidade que os BRTs da cidade têm. Já fizemos as duas primeiras fases de licitação, e tem mais quatro lotes em consulta pública”, disse.
Sobre o Praça Onze Maravilha, Cavaliere afirmou que o projeto está em discussão na Câmara de Vereadores do Rio e que o BNDES seria um parceiro muito importante na construção da estruturação financeira e modelagem de projeto em si, para que o investimento possa ser feito essencialmente com recursos privados.
Floresta Viva
O Floresta Viva é uma iniciativa do BNDES destinada a apoiar projetos de restauração ecológica com espécies nativas em todos os biomas brasileiros, e que também atua no fortalecimento da estrutura técnica e de gestão da cadeia produtiva do setor de restauração e no apoio a sistemas agroflorestais de produção associados à restauração ecológica.
O Floresta Viva conta com 50% de recursos oriundos do Fundo Socioambiental do BNDES, e 50% oriundos de instituições apoiadoras. Devido ao sucesso da iniciativa, que já mobilizou investimentos de quase R$ 500 milhões, o BNDES lançou, no segundo semestre do ano passado, a segunda fase da iniciativa: Floresta Viva 2025.
O apoio do município do Rio faz parte da segunda fase da iniciativa. Para essa nova etapa, o BNDES anunciou que a Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS) foi selecionada para administrar os recursos.
Fonte: temporealrj.com




