segunda-feira, maio 11, 2026
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Saiba o que pode interferir os níveis baixos de testosterona

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Muitos homens relacionam a testosterona  apenas como o hormônio do sexo, mas ela tem um papel muito mais amplo no organismo, influenciando os músculos, ossos, capacidade metabólica, função reprodutiva e o sistema cerebral e cardiovascular masculino. 

Quando, por algum motivo, o hormônio não está presente no organismo nos níveis adequados, o indivíduo não sofre apenas com sintomas relacionados à saúde sexual, queda de libido e disfunção erétil, mas também enfrenta quadros de cansaço, mudanças no humor, complicações para se concentrar e até diminuição da densidade óssea.

“Estudos publicados recentemente mostram uma tendência global de queda nos níveis de testosterona ao longo das últimas décadas – independentemente do envelhecimento natural – e isso está diretamente ligado ao estilo de vida moderno”, afirma o endocrinologista e metabologista Felipe Henning Gaia Duarte, da Sociedade brasileira de Endocrinologia e Metabologia de São Paulo (SBEM-SP).


Principais sinais de testosterona baixa

  • Cansaço e fadiga persistente.
  • Queda da libido e disfunção erétil.
  • Alterações de humor.
  • Dificuldade de concentração e memória.
  • Redução da densidade óssea.
  • Anemia leve.
  • Em casos avançados, diminuição de pelos e do volume testicular.

Saiba o que pode baixar os níveis de testosterona

Privação de sono

Como a testosterona é produzida principalmente durante o sono profundo, dormir mal é considerado um dos principais fatores para diminuir os níveis do hormônio. “Pesquisas mostram que apenas uma noite de privação de sono já provoca aumento significativo de cortisol e queda significativa de testosterona em homens ativos”, diz o endocrinologista.

Excesso de peso e sedentarismo

Se exercitar ajuda a produzir testosterona naturalmente. Como consequência, ser sedentário diminui esse estímulo. Já a obesidade confere aos homens um tecido gorduroso maior. Nele, há uma enzima chamada aromatase, responsável por converter a hormônio em estrogênio, o “desperdiçando” na conversão.

Consumo elevado de álcool

Para quem gosta de se esbaldar no álcool, também é importante tomar cuidado. A ingestão de líquidos alcoólicos no organismo agem diretamente nas células de Leydig- responsáveis pela produção de testosterona nos testículos. “O cigarro e o uso de outras substâncias causam estresse oxidativo e afetam diretamente a qualidade da função testicular”, aponta o Duarte.

Estresse crônico

Já se sabe que estresse constante não faz bem ao organismo como todo, e com os níveis de testosterona não é diferente. Estar sob pressão continuamente faz o organismo liberar cortisol (hormônio do estresse) em excesso, e isso faz com que a produção da testosterona diminua. “Em outras palavras, o corpo em modo de “sobrevivência” prioriza o cortisol e sacrifica o hormônio sexual”, explica Duarte.

O estresse pode diminuir os níveis de testosterona

Alimentação inadequada

Quando feita de forma inadequada, a alimentação pode favorecer o ganho de peso, aumento de gordura visceral, resistência à insulina, inflamação crônica de baixo grau e piora global da saúde metabólica, fatores indiretos que influenciam negativamente a produção do hormônio.

Disruptores endócrinos

Os disruptores endócrinos são substâncias químicas presentes em plásticos, incluindo embalagens de alimentos, garrafinhas e até cosméticos. Ao entrar no organismo, elas têm capacidade de mudar o sistema endócrino, bloqueando ou interferindo na produção de hormônios naturais do corpo, como a testosterona.

Condições médicas associadas

Nem sempre os níveis baixos de testosterona estão relacionados a hábitos pouco saudáveis e podem estar ligados a doenças da hipófise, alterações da tireoide, condições genéticas e outras sistêmicas.

O urologista Gustavo Marquesine Paul, coordenador do departamento de andrologia, reprodução e sexualidade da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) esclarece que: “Quando há uma causa médica, como doenças hormonais, uso de determinados medicamentos ou doenças sistêmicas é necessário tratar o problema de base”.

A importância do diagnóstico correto

O que mais dificulta o diagnóstico da baixa de testosterona no corpo é a falta de especificidade dos sintomas. Muitas vezes eles podem ser confundidos com os de outras condições e atrasar a detecção do quadro.

Por outro lado, o autodiagnóstico de níveis baixos de testosterona também pode mascarar a ocorrência da causa do problema. A solução mais eficaz é procurar ajuda médica ao sentir qualquer um dos sinais citados.

“Na maioria dos casos, a testosterona pode ser melhorada com ajustes no estilo de vida, mas nem todos os casos são iguais. Em outros casos, o uso de medicamentos que estimulam a própria produção de testosterona pelo testículo pode ser interessante”, conclui Paul.

Fonte: www.metropoles.com