terça-feira, abril 21, 2026
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GPA obtém decisão para impedir que grupo francês Casino venda suas ações na empresa

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Loja do Pão de Açúcar (GPA) no Rio de Janeiro.
MAURO PIMENTEL/AFP
O Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou nesta segunda-feira (20) que obteve decisão liminar no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para impedir que o grupo francês Casino Guichard-Perrachon venda as ações que possui na companhia.
Em fato relevante, a varejista afirmou que a decisão reconhece “o risco de esvaziamento do patrimônio do acionista Casino por meio da alienação de suas ações”. O grupo detém 22,5% do capital do GPA.
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Na prática, a decisão da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo impede que o Casino se desfaça de sua participação na empresa em duas frentes:
no caso de ações já vendidas, determina a suspensão da liquidação financeira antes da conclusão das operações;
para ações ainda não vendidas, proíbe a realização de novas vendas.
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A tutela cautelar foi concedida no âmbito de um processo de arbitragem entre as partes, iniciado pelo GPA em 6 de maio de 2025.
Processo de arbitragem é uma forma de resolver conflitos fora da Justiça comum, em que as partes escolhem árbitros independentes para decidir o caso. O Judiciário pode ser acionado para medidas urgentes ou para garantir o cumprimento das decisões.
O Casino, ex-controlador do Grupo Pão de Açúcar, é acionista da varejista brasileira desde 1999.
Recuperação extrajudicial
Em 10 de março, o GPA informou que fechou um acordo com seus principais credores e apresentou um plano de recuperação extrajudicial.
A recuperação extrajudicial é um acordo no qual a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com alguns credores, fora da Justiça.
O objetivo é obter mais prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como o risco de falência.
Nesse tipo de recuperação, as operações continuam funcionando normalmente. O GPA renegociou R$ 4,5 bilhões em dívidas sem recorrer à recuperação judicial — processo que tramita na Justiça, envolve todos os credores e costuma ser mais longo e complexo.
A recuperação extrajudicial tem efeito imediato e prazo inicial de 90 dias. Dívidas com fornecedores, parceiros, clientes e obrigações trabalhistas não entram no acordo.
Além das redes Pão de Açúcar, Minuto Pão de Açúcar e Pão de Açúcar Fresh, o GPA também controla as bandeiras Extra e Mini Extra. O grupo ainda possui marcas próprias vendidas em suas lojas, como Qualitá, Taeq, Pra Valer e Club des Sommeliers.
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Fonte: g1.globo.com