terça-feira, abril 21, 2026
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Por que o boxeador Esquiva Falcão vendeu medalha olímpica?

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Por que o boxeador Esquiva Falcão vendeu medalha olímpica?

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O boxeador Esquiva Falcão afirmou que vendeu a sua medalha de prata conquistada na Olimpíada de Londres 2012. Aos 36 anos, o atleta anunciou o desejo de abrir a própria academia e afirmou: “A medalha muda de mão, mas a história jamais será vendida.”

Em vídeo publicado em suas redes sociais, Falcão disse: “Hoje me despeço de um dos maiores símbolos da minha vida: minha medalha olímpica. Minha maior conquista no boxe olímpico. Ela foi muito mais do que prata, representa a luta de um menino sonhador. Anos de treino, renúncia, disciplina e uma fé inabalável para levar o nome do Brasil ao pódio em Londres 2012.”

O pugilista foi o primeiro brasileiro a conquistar uma medalha de prata no boxe olímpico, o melhor resultado do país até então, superado pelo ouro de Robson Conceição quatro anos depois na Rio 2016. Na edição de Londres, seu irmão Yamaguchi Falcão também foi medalhista de bronze.

Esquiva competiu na categoria peso médio entre 69 e 75kg. Ele passou pelos adversários Soltan Migitinov, Zoltán Harcsa e Anthony Ogogo, sendo derrotado por apenas um ponto na final contra o japonês Ryota Murata.

“Estou muito triste com isso. Essa decisão doeu muito, porque essa medalha carrega parte da minha alma, da minha família e de todos que sonharam esse sonho comigo”, continuou Esquiva. “Ela não é apenas uma medalha, faz parte da minha vida, faz parte da minha luta, dos meus treinos.”

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O medalhista olímpico não poupou críticas à falta de valorização dos atletas brasileiros. “Essa decisão também me fez refletir sobre uma realidade dura do nosso país. Muitas vezes, o atleta olímpico não recebe o valor, o respeito e o reconhecimento que merece.”

“A gente dedica a vida inteira ao esporte, abre mão de momentos com a família, passa por dores física e emocional para representar o Brasil no mais alto nível. E mesmo assim, muitas vezes depois do pódio, falta apoio”, continuou.

Segundo o atleta, a venda não foi motivada por dívidas, mas para abrir sua própria academia e para investir na vida dos filhos.

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“Eu não vendi a medalha por dívida financeira. Dívida todo mundo tem, né? Um pai de família com três crianças têm dívida. Mas esse não foi o motivo da venda da medalha. Hoje eu tenho uma reserva, não é muito, mas eu tenho”, explicou.

“Um dos motivos que eu vendi a medalha foi porque eu quero abrir a minha própria academia. Hoje eu tenho uma, mas o lugar que eu quero estar é alugado. Além disso, quero dar uma vida melhor para os meus filhos. Esse é um dos grandes motivos e quero deixar bem claro também: ninguém vende a medalha porque quer, sempre existe um motivo.”

O valor da venda não foi divulgado, mas Falcão não anula sua conquista. “Vender essa medalha não apaga a minha história. Porque o verdadeiro valor nunca esteve no metal. Sim, em tudo que ela simboliza: superação, orgulho e inspiração”, afirmou. “Para conquistar ela, foi muita luta. A medalha muda de mão, mas a história jamais será vendida.”

Fonte: veja.abril.com.br