domingo, abril 19, 2026
HomeCidadeO amadorismo dos dirigentes do futebol brasileiro

O amadorismo dos dirigentes do futebol brasileiro

Date:

Publicidade

spot_img

Relacionados

Deolane Bezerra surge com rosto machucado após acidente doméstico

A advogada e influenciadora Deolane Bezerra assustou os...

Cláudio Castro ironiza visita de Paes, ao lado da família Reis, a Duque de Caxias

O ex-governador Cláudio Castro (PL) devolveu as alfinetadas...

Zé Felipe detona cantor que cancelou show de última hora. Veja vídeo

O cantor Zé Felipe criticou publicamente a ausência...
spot_imgspot_img
O amadorismo dos dirigentes do futebol brasileiro


A demissão do treinador Pedro Caixinha pelo Santos é mais uma prova disso A demissão do português Pedro Caixinha, oficializada pela diretoria do Santos na tarde de segunda-feira (14), mostrou mais um tanto do amadorismo dos dirigentes brasileiros. O treinador foi demitido após teóricos 75 dias de trabalho ou 16 partidas no comando de um time ainda em adaptação às novas ideais. E, é claro, sem seu principal astro — Neymar.
Mas duas coisas neste enredo me saltam aos olhos: a primeira é que a decisão de demitir o técnico já estava tomada mais de uma semana antes de o Santos perder para o Fluminense com um gol nos acréscimos, no Maracanã; a segunda, é que quatro dos outros sete técnicos que iniciaram trabalho em janeiro deste ano já convivem com a pressão e os boatos sobre suas dispensas.
Caixinha foi o segundo técnico a perder o cargo em três rodadas, mas o primeiro a cair entre os oito a assumirem o cargo em 2025. Fábio Carille, do Vasco, que fez ontem seu 18º jogo no comando, está entre os pressionados, e Gustavo Quinteros, que estreou um dia antes e tem números bem parecidos, é outro. Treinadores que mal se adaptaram e já jogam com a corda no pescoço.
Situação semelhante a do português Leonardo Jardim, que assumiu o Cruzeiro 20 dias mais tarde, com a expectativa de liderar uma das equipes que mais recebeu investimento para a temporada. Apesar de feito menos da metade dos jogos de Caixinha, Carille e Quinteros, também já figura na lista dos ameaçados de demissão antes do primeiro terço do Brasileiro.
E vejam bem que não citei até aqui os nomes de Fernando Seabra, que assumiu o Bragantino em novembro do ano passado, nem o de Luis Zubeldia, que no próximo dia 25 completa um ano de trabalho no São Paulo. Os dois também têm convivido com o fantasma do descarte e, em que pese as justificativas para os altos e baixos terão dificuldades para se manterem no cargo.
Essa cultura de jogar na conta dos treinadores a responsabilidade pelos resultados que não correspondem com as expectativas dos torcedores é um dos principais motivos do descarrilamento dos clubes. Vejamos, pois, quais serão os próximos.

Fonte: extra.globo.com

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here