algum – News Rio https://newsrio.com.br Notícias do RIo Wed, 05 Nov 2025 13:29:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://newsrio.com.br/wp-content/uploads/2026/03/272x90-150x90.png algum – News Rio https://newsrio.com.br 32 32 Mais de 34 mil pessoas até 14 anos viviam algum tipo de união conjugal em 2022, segundo Censo https://newsrio.com.br/2025/11/05/mais-de-34-mil-pessoas-ate-14-anos-viviam-algum-tipo-de-uniao-conjugal-em-2022-segundo-censo/ Wed, 05 Nov 2025 13:29:21 +0000 https://newsrio.com.br/2025/11/05/mais-de-34-mil-pessoas-ate-14-anos-viviam-algum-tipo-de-uniao-conjugal-em-2022-segundo-censo/


Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgados nesta quarta-feira (5) retratam que mais de 34 mil pessoas entre 10 e 14 anos vivem em união conjugal no Brasil. Os dados fazem parte do questionário da amostra do Censo 2022, sobre nupcialidade e estrutura familiar. Desse grupo, quase oito em cada dez (77%) são mulheres.
O IBGE ressalta que os números se baseiam nas informações fornecidas pelos próprios moradores e não representam uma comprovação legal das uniões. Segundo o instituto, as respostas podem refletir percepções pessoais e incluir interpretações equivocadas ou erros de preenchimento.
Conforme o Censo, das pessoas entre 10 e 14 anos que viviam em algum tipo de união, 7% estão casadas no civil e no religioso, 4,9% só no civil e 1,5% só no religioso. O restante da amostra, 87%, viviam em algum outro tipo de união consensual.
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A legislação brasileira proíbe o casamento civil entre menores de 16 anos, salvo em situações excepcionais autorizadas pela Justiça. Contudo, o IBGE destaca que não é sua função verificar a legalidade dessas relações, já que o Censo não solicita certidões ou documentos.
“A coleta é baseada unicamente na declaração do informante”, ressalta Marcio Mitsuo Minamiguchi, da Gerência de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica do instituto.
Luciene Aparecida Longo, técnica do IBGE, explica que o conceito de “união consensual” adotado pelo Censo não exige comprovação documental.
“A resposta depende de quem declara. Uma pessoa pode se considerar em união, enquanto a outra se vê como namorada, por exemplo”, afirma.
Ela reforça que o IBGE questiona sobre uniões a partir de dez anos por entender que isso também faz parte da realidade brasileira, embora não seja permitido.
” O IBGE quer o retrato do país e não somente o que é legal ou não, justamente para identificar onde há questões onde as políticas públicas podem atuar para mitigar ou eliminar o que não está na conformidade” – Luciene Aparecida Longo, do IBGE.
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Segundo Minamiguchi, o Censo, por cobrir todo o território nacional, acaba registrando “fatos raros” que não costumam aparecer em pesquisas amostrais menores.
O levantamento também mostrou a composição desse grupo de acordo com cor e raça declarada e estados. A maioria é formada por pessoas pardas (20.414 crianças e adolescentes), seguido por brancas (10.009), pretas (3.246), indígenas (483) e amarelas (51). Além disso, o estado com maior número de crianças e adolescentes que viviam em uma união conjugal é São Paulo. Veja abaixo a lista:
São Paulo: 13,8% (4.722 pessoas);
Bahia: 7,9% (2.716 pessoas);
Pará: 7,5% (2.579 pessoas);
Maranhão: 6,4% (2.201 pessoas);
Ceará: 6% (2.039 pessoas);
Pernambuco: 5,8% (1.968 pessoas);
Rio de Janeiro: 5,3% (1.803 pessoas);
Amazonas: 4,9% (1.672 pessoas);
Paraná: 4,4% (1.501 pessoas);
Minas Gerais: 4,2% (1.430 pessoas);
Rio Grande do Sul: 3,8% (1.283 pessoas);
Alagoas: 3,6% (1.231 pessoas);
Goiás: 3,6% (1.241 pessoas);
Paraíba: 3,1% (1.065 pessoas);
Mato Grosso: 2,8% (946 pessoas);
Santa Catarina: 2,7% (927 pessoas);
Rio Grande do Norte: 2,4% (825 pessoas);
Sergipe: 2,3% (774 pessoas);
Mato Grosso do Sul: 1,6% (531 pessoas);
Piauí: 1,4% (495 pessoas);
Espírito Santo: 1,4% (470 pessoas);
Rondônia: 1,2% (400 pessoas);
Acre: 1,1% (366 pessoas);
Tocantins: 1% (346 pessoas);
Amapá: 0,8% (269 pessoas);
Roraima: 0,6% (198 pessoas);
Distrito Federal: 0,6% (207 pessoas);
Outros dados sobre nupcialidade e família
Na divulgação desta quarta, o IBGE também apresentou outros dados sobre estrutura familiar e união conjugal. Veja os destaques abaixo:
O número de pessoas morando sozinhas triplicou: de 4,1 milhões (2000) para 13,6 milhões (2022) — quase 1 em cada 5 domicílios.
Em 2022, 51,3% da população com 10 anos ou mais vivia em união conjugal — aumento em relação a 2010 (50,1%) e 2000 (49,5%).
Santa Catarina (58,4%), Rondônia (55,4%) e Paraná (55,3%) registraram os maiores percentuais de pessoas em união; Amapá (47,1%), Distrito Federal (47,7%) e Amazonas (48,1%), os menores.
A proporção dos que nunca viveram em união caiu de 38,6% (2000) para 30,1% (2022). Já os que não vivem, mas já viveram em união subiram de 11,9% para 18,6%.
Lei brasileira permite casamento a partir dos 16 anos
Reprodução/Freepik

Fonte: g1.globo.com

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“Algum dia a saudade vai diminuir?”, diz pai de Juliana Marins em velório https://newsrio.com.br/2025/07/04/algum-dia-a-saudade-vai-diminuir-diz-pai-de-juliana-marins-em-velorio/ https://newsrio.com.br/2025/07/04/algum-dia-a-saudade-vai-diminuir-diz-pai-de-juliana-marins-em-velorio/#respond Fri, 04 Jul 2025 16:47:10 +0000 https://newsrio.com.br/2025/07/04/algum-dia-a-saudade-vai-diminuir-diz-pai-de-juliana-marins-em-velorio/ “Algum dia a saudade vai diminuir?”, diz pai de Juliana Marins em velório

Durante o velório da publicitária Juliana Marins, de 26 anos, realizado nesta sexta-feira (4) no Cemitério Parque da Colina, em Niterói, o pai da jovem, Manoel Marins, fez um forte desabafo sobre a falta de estrutura e a demora no resgate da filha, que morreu após cair em uma trilha no vulcão Rinjani, na Indonésia.

Manoel classificou o atendimento na Indonésia como despreparado e cobrou medidas de segurança básicas no trecho final da trilha onde ocorreu o acidente. “O caminho começa com 2 metros, vai afunilando. Uma coisa simples de fazer é colocar guarda-corpo nesse espaço. Ou pelo menos cordas dos dois lados para as pessoas se segurarem. Não tem isso lá”, afirmou.

Em tom de indignação, ele questionou a ausência de providências mesmo diante de acidentes anteriores. “Não custa muito dinheiro. Como é que nunca pensaram nisso diante de tantos acidentes? Precisava morrer Juliana? Precisava o pai da Juliana ir lá e falar isso? Não precisava de nada disso.”

Manoel comparou a trilha na Indonésia com experiências no Brasil e destacou que, mesmo em locais de menor estrutura, como a Chapada Diamantina, há mais cuidado com a segurança. “Lá na Chapada, nos locais difíceis, tem corda, e o guia nos ajuda. Isso deveria acontecer na Indonésia. Estou citando o Brasil, um país de terceiro mundo como a Indonésia”, disse.

Pai de Juliana compartilha lembranças e se emociona

Além das críticas, Manoel compartilhou lembranças emocionantes da filha: “Ela foi uma criança muito meiga. E o sorriso, aquele sorriso das fotos era espontâneo, ela era assim. Quando acordava, a primeira coisa que dizia era ‘Oi, papi, tudo bem?’ e ‘Oi, mami, tudo bem?’”.

“Hoje, vindo para cá com a minha esposa, eu falei: ‘Já estou com muita saudade da Juliana’. Perguntei: ‘Será que algum dia a saudade vai diminuir?’. Não sei, mas ela está presente, principalmente no coração da gente.”

Veja a entrevista:

 

Quais as providências tomadas pela família após o acidente?

Juliana Marins com a família. Foto: Reprodução / Instagram

A família desistiu da cremação do corpo, que retornou ao Brasil na quarta-feira (2), e autorizou uma nova autópsia no IML Afrânio Peixoto, no Centro do Rio. O exame durou cerca de 2h30 e teve participação de dois peritos da Polícia Civil, um legista federal e o professor Nelson Massini, contratado pelos parentes.

A irmã da vítima, Mariana Marins, acompanhou o procedimento e voltou a criticar a lentidão no resgate. “Acredito que ela sofreu muita negligência nesse resgate. Foram quatro dias até encontrarem a Juliana. A gente vai continuar atrás das providências.”

Apesar da dor, Mariana destacou o alívio de ter o corpo da irmã de volta: “Tínhamos medo de que Juliana ficasse desaparecida. Pelo menos, agora ela está de volta ao Brasil.”

O velório de Juliana Marins segue aberto ao público até o meio-dia. O sepultamento será realizado ainda neste sábado (5).

Fonte: www.tupi.fm

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