estratégias – News Rio https://newsrio.com.br Notícias do RIo Thu, 27 Nov 2025 11:49:26 +0000 pt-BR hourly 1 https://newsrio.com.br/wp-content/uploads/2026/03/272x90-150x90.png estratégias – News Rio https://newsrio.com.br 32 32 'Salário de CEO' e benefícios turbinados: as estratégias de empresas na disputa por talentos em IA no Brasil https://newsrio.com.br/2025/11/27/salario-de-ceo-e-beneficios-turbinados-as-estrategias-de-empresas-na-disputa-por-talentos-em-ia-no-brasil/ Thu, 27 Nov 2025 11:49:26 +0000 https://newsrio.com.br/2025/11/27/salario-de-ceo-e-beneficios-turbinados-as-estrategias-de-empresas-na-disputa-por-talentos-em-ia-no-brasil/


Agentes de IA viram aposta das empresas, e quem domina a tecnologia pode ganhar até R$ 20
São PauloLuís Henrique Martins não está procurando emprego, mas recebe mensagens de recrutadores praticamente todos os dias perguntando se ele tem interesse em trocar de empresa.
“São dezenas mensalmente, com excelentes oportunidades”, comenta.
Ele é engenheiro de inteligência artificial (IA), uma das novas profissões ligadas à IA generativa.
Essa é a área da inteligência artificial focada na geração de conteúdo, que tem se popularizado desde o fim de 2022, quando a OpenAI lançou o ChatGPT. Em menos de três anos, a IA generativa passou a fazer parte da rotina de muita gente — o ChatGPT já soma 800 milhões de usuários — e de muitas empresas, que passaram usar essas ferramentas para automatizar e otimizar tarefas e reduzir custos.
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No Brasil, companhias de diferentes setores têm buscado incorporar a IA aos seus processos e produtos, mas encontrar mão de obra com experiência para fazer isso não tem sido fácil.
Em busca de talentos, muitas empresas têm oferecido salários significativamente maiores do que a média do mercado aos profissionais mais experientes, têm flexibilizado a obrigatoriedade do trabalho presencial e turbinado benefícios — chegando a oferecer em alguns casos parte da sociedade, como aconteceu com Martins na startup brasileira em que trabalha.
“Esse foi um outro atrativo que me ofereceram, uma fatia de empresa, o que me garante todos os benefícios da sociedade. Mas essas opções são mais raras”, ele conta.
Recrutadores ouvidos pela BBC News Brasil disseram ainda que, no cenário atual, há oportunidades inclusive para quem tem menos tempo de carreira, já que, diante da falta de mão de obra, alguns empregadores estão dispostos a desenvolver talentos.
Procuram-se engenheiros de IA
Por ser muito nova e ter um campo de atuação amplo, a função de engenheiro ou engenheira de IA não tem uma definição estabelecida.
“É quase um time de profissionais em uma pessoa só”, diz Martins.
“Geralmente, tem uma base forte na ciência de dados, incluindo estatística e modelagem, bom conhecimento de programação e entende de infraestrutura de software e de serviços de computação em nuvem.”
São eles que integram as ferramentas dos modelos de IA disponíveis no mercado aos produtos e serviços das empresas, funcionando como uma espécie de elo entre a tecnologia e o negócio.
Exemplo: o engenheiro de IA pode criar um chatbot personalizado para atender clientes a partir do ChatGPT.
Ou usar a IA para ler planilhas de vendas e gerar relatórios de forma automatizada, para facilitar a análise do desempenho das atividades da empresa. Ou ainda programá-la para colher e processar dados das redes sociais e sites de avaliação para entender melhor a concorrência.
Os engenheiros de IA também podem estar mais focados em pesquisa e inovação, atuando na criação, treinamento e ajuste fino de modelos de inteligência artificial.
Nos Estados Unidos, onde estão as big techs por trás de plataformas como ChatGPT (OpenAI), Gemini (Google) e Claude (Anthropic), a briga por talentos com foco em pesquisa tem inflacionado os salários, levando alguns à casa dos milhões.
No Brasil, um país que é mais usuário do que desenvolvedor de tecnologias ligadas à IA generativa, as cifras não chegam a esse patamar — mas quem está no mercado relata demanda bastante aquecida.
Relatos como o de Martins, que é abordado constantemente por recrutadores, são comuns entre profissionais de tecnologia em plataformas como o Reddit: “Fiz cinco entrevistas nessas últimas três semanas e nem estou procurando nada. Para sênior é ridículo a quantidade de vagas”, dizia um comentário recente em uma comunidade.
E também reflete a experiência de quem está do outro lado do balcão, como o recrutador Jonathan Yung, que há 20 anos trabalha buscando profissionais de tecnologia para cargos executivos e estratégicos em empresas no Brasil e no exterior.
“Está muito difícil achar engenheiro de IA. Primeiro, você aborda. Poucos respondem. Os que respondem já estão em mais uma ou outras duas vagas”, diz ele, que é sócio-fundador da Vertico.
“Está todo mundo brigando pelos mesmos talentos.”
Um dos efeitos dessa dinâmica se reflete na remuneração, em média maior para engenheiros de IA com experiência quando comparada, por exemplo, à de desenvolvedores de software, que já são conhecidos no setor pelo salário médio alto.
Yung diz que alguns chegam a ser contratados com salários compatíveis com as de posições mais altas dentro da empresa, como a de diretor-executivo (CEO).
“Você pode dizer que isso é uma bolha, correto. Mas as empresas estão dispostas a pagar”, comenta.
Especialmente porque a competição por talentos não acontece só entre empresas brasileiras.
Yung também faz recrutamento para companhias americanas e diz que é comum que elas procurem profissionais no Brasil.
“Aqui o custo é menor, e o fuso horário é favorável [para trabalhar para empresas de países como os EUA]”, pontua.
Essa tendência também tem chamado a atenção da recrutadora Vanessa Cobas, que trabalha há anos com profissionais de tecnologia e é parceira de negócios em RH da Ratto Software.
“Já é difícil encontrar esses profissionais com experiência. Quando a gente consegue achar, essas pessoas estão trabalhando para fora”, ela ressalta.
Nesses casos, além do salário em dólar, geralmente maior que a média paga em reais no Brasil, o chamariz é trabalho remoto, hoje preferido por muita gente.
Na briga pelos talentos da IA, os incentivos não financeiros têm se tornado cada vez mais importantes, especialmente para empresas que não conseguem competir com a remuneração em dólar paga internacionalmente.
Yung conta que algumas das companhias com as quais trabalhou recentemente reduziram a exigência relacionada ao trabalho presencial, diminuindo os dias obrigatórios no escritório.
Outras apostaram na retórica do propósito — na área de saúde, por exemplo, a estratégia foi vender ao candidato a ideia de trabalhar em uma empresa nacional que ajudaria a salvar vidas.
No caso de Luís Henrique Martins, o trabalho remoto foi um dos principais atrativos — “Me permite uma qualidade de vida que não poderia nem considerar em qualquer outro regime” —, mas terem lhe oferecido uma fatia da empresa como sócio também contou na decisão.
Ele é engenheiro sênior de IA da Vox Radar, que usa inteligência artificial para monitorar redes sociais e tirar conclusões a partir do material coletado.
Martins diz que, das propostas de trabalho que recebe, uma em cada quatro é para “receber em dólar remotamente, e em ótimas empresas”.
“Para o profissional que tem o inglês em dia, é definitivamente possível ganhar em dólar”, ele pontua, fazendo a ressalva que essa é uma aposta com algum nível de risco, já que ser um estrangeiro trabalhando remotamente pode colocar o profissional em “posição frágil”.
E alerta que, apesar do assédio, os processos seletivos por trás das vagas para engenheiros de IA são “longos, com cinco ou mais fases, o que requer muito estudo e dedicação”.
A trajetória dele reforça a visão comum no setor de que não existe uma formação única que habilite um profissional a trabalhar com IA. Martins é apaixonado por programação desde a adolescência, mas não começou a carreira na computação — formou-se em História.
Aplicando visão computacional e processamento de linguagem natural (PLN) ao trabalho nas ciências humanas, ele acabou migrando para a área de ciência de dados e, a partir daí, passou a se aprofundar nos métodos de PLN e, depois, nos modelos generativos.
“A necessidade da empresa surgiu e eu assumi essa função.”
Boom da IA começa no fim de 2022, com lançamento do ChatGPT
Getty Images via BBC
Dois empregos e jornada das 7h às 20h
A demanda aquecida por profissionais qualificados não se restringe aos engenheiros de IA. Ela é ampla e engloba diferentes especializações entre os profissionais de tecnologia.
A recrutadora Vanessa Cobas levou seis meses até achar o candidato ideal para preencher uma vaga de desenvolvedor de software com foco em IA a pedido de uma empresa de comunicação.
O contratado foi Robson Júnior, que já estava empregado em regime CLT em uma multinacional brasileira e, depois de ser abordado pelo LinkedIn, de participar do processo seletivo e de receber uma oferta de contrato PJ, resolveu acumular os dois trabalhos.
Júnior tem 28 anos e é de Bangu, no Rio de Janeiro. Fez computação no Instituto Federal de Santa Catarina e trabalhou como suporte técnico de uma empresa de contabilidade tributária antes entrar, em 2023, para a área de inovação de uma multinacional que presta consultoria de software.
Foi lá que ele começou a trabalhar com inteligência artificial, produzindo ferramentas de IA para auxiliar desenvolvedores de outras empresas a criarem softwares.
Com o novo trabalho na empresa de comunicação — onde desenvolve soluções com inteligência artificial para gerar roteiros e áudios para podcasts —, ele hoje faz uma jornada de 7h às 20h, prestando serviço de forma remota para as duas empresas.
“É difícil, mas no fim é bom, porque eu consigo conciliar os dois. Essa é a realidade hoje no Brasil para os desenvolvedores, de carga de trabalho de mais de 12 horas, por conta das diferentes oportunidades que surgem o tempo inteiro”, ele conta à BBC News Brasil.
Profissão de ‘engenheiro de IA’ ainda não tem definição precisa, mas tem campo de atuação amplo
Getty Images via BBC
‘Salário mínimo’ de R$ 7 mil e CLT
O déficit de mão de obra também acaba abrindo também oportunidades para quem não tem tanta experiência na área.
As empresas muitas vezes consideram contratar profissionais com menor qualificação e dar espaço para que eles se desenvolvam, pondera Mariangela Cifelli, recrutadora que atuou no setor de tecnologia no Brasil e hoje está nos Estados Unidos.
Ela ressalta que essa é uma dinâmica clássica dos ciclos do mercado de tecnologia: o surgimento de inovações adotadas em larga escala aumenta a demanda por determinados profissionais, inflaciona salários e acaba indiretamente beneficiando também funcionários com perfil mais “júnior”.
“A gente precisa fazer escolhas. Ou vai pagar um salário bem alto para uma pessoa mais robusta ou vai dar oportunidade para quem tem interesse e a prática pessoal e desenvolver essa pessoa”, concorda Vanessa Cobas.
O exercício de desenvolver talentos internamente é política de muitas empresas de tecnologia brasileiras e tem sido reforçada no ambiente da corrida pela IA.
No iFood, por exemplo, que tem 3 mil dos 8 mil funcionários alocados na área de tecnologia, muitos dos engenheiros e engenheiras de software têm migrado para a área de inteligência artificial incentivados pela empresa, que oferece treinamento, cursos e um orçamento específico destinado ao chamado “plano de desenvolvimento individual”.
Hoje, 80% dessa verba está direcionada para capacitações em IA, diz Raphael Bozza, vice-presidente de pessoas, ressaltando que, desde 2018, o iFood tem buscado construir um time “forte e qualificado” nessa área.
A Cloudwalk, que atua no setor de pagamentos com a marca InfinitePay, é outra que cultiva o hábito de desenvolver talentos dentro de seus próprios quadros de funcionários.
“Muito do que a gente construiu aqui dentro foi com o conhecimento que a gente já tem”, afirma Gabriel Bernal, que supervisiona um time de 140 pessoas da área de engenharia de suporte ao cliente, responsável por muitas das inovações relacionadas à IA implementadas na empresa recentemente.
Uma delas é um chatbot de suporte desenvolvido por ele “e dois meninos que nunca tinham mexido com programação” a partir do ChatGPT 3.5, com a ajuda de vídeos compartilhados por usuários em uma comunidade de profissionais de tecnologia do Discord e muita experimentação.
O exemplo ilustra bem a cultura do “aprender fazendo” praticada na empresa, razão que Bernal aponta para explicar a rotatividade baixa entre funcionários, apesar da competição por talentos no setor.
Ele menciona ainda como atrativos as oportunidades constantes de crescimento dentro da empresa e o salário de entrada, elevado a R$ 7 mil no início deste ano, chegando a R$ 10 mil com benefícios, com a contratação em regime CLT.
Questionado pela reportagem sobre a discussão em torno da possível rejeição dos jovens à CLT, que surgiu a partir de vídeos nas redes sociais em que adolescentes debocham do regime, Bernal diz que não observa esse desprezo na prática: “As pessoas que trabalham aqui gostam”.
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Fonte: g1.globo.com

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Novas estratégias ampliam combate à dengue, leishmaniose e Chagas https://newsrio.com.br/2025/09/17/novas-estrategias-ampliam-combate-a-dengue-leishmaniose-e-chagas/ Wed, 17 Sep 2025 18:56:50 +0000 https://newsrio.com.br/2025/09/17/novas-estrategias-ampliam-combate-a-dengue-leishmaniose-e-chagas/

A intensificação das mudanças climáticas tem alterado o comportamento dos mosquitos transmissores de doenças tropicais, ampliando sua distribuição geográfica e tornando mais difícil o controle de enfermidades como dengue, leishmaniose e doença de Chagas.

Para o biólogo Rodrigo Gurgel Gonçalves, professor da Universidade de Brasília (UnB), o cenário exige respostas diferentes das adotadas até hoje.

“As mudanças de temperatura e precipitação afetam diretamente os ecossistemas e a biologia dos vetores. Isso já está impactando o risco de transmissão de várias doenças”, disse ele durante o 24º Congresso Brasileiro de Infectologia, realizado em Florianópolis, entre os dias 16 a 19 de setembro.

O especialista apontou que o aumento da temperatura global favorece a densidade de mosquitos, o que pode elevar em até 35% a incidência de dengue em algumas regiões.

Falhas do controle tradicional

Segundo Rodrigo, os métodos mais antigos, como visitas domiciliares, fumacê (aplicação de inseticidas em forma de fumaça) e eliminação de criadouros, não foram capazes de impedir o avanço da dengue.

“A epidemia de 2024 foi a maior da história, com mais de 6 milhões de casos e mais de 4 mil mortes. Além disso, a doença chegou a áreas onde não circulava, como Santa Catarina”, afirma.

Diante desse quadro, diferentes tecnologias vêm sendo testadas no país. Uma delas é o método Wolbachia, em que mosquitos recebem uma bactéria capaz de reduzir pela metade a capacidade de transmitir dengue, zika e chikungunya.

Outra estratégia é a borrifação residual intradomiciliar, aplicada em locais estratégicos, como escolas e unidades de saúde. Nesse método, inseticidas de ação prolongada são pulverizados nas paredes e superfícies internas, de modo que os mosquitos que pousarem nessas áreas sejam eliminados, podendo reduzir em até 96% a densidade dos insetos.

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A dengue é uma doença infecciosa transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. Com maior incidência no verão, tem como principais sintomas: dores no corpo e febre alta. Considerada um grave problema de saúde pública no Brasil, a doença pode levar o paciente à morte

Joao Paulo Burini/Getty Images

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O Aedes aegypti apresenta hábitos diurnos, pode ser encontrado em áreas urbanas e necessita de água parada para permitir que as larvas se desenvolvam e se tornem adultas, após a eclosão dos ovos, dentro de 10 dias

Joao Paulo Burini/ Getty Images

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A infecção dos humanos acontece apenas com a picada do mosquito fêmea. O Aedes aegypti transmite o vírus pela saliva ao se alimentar do sangue, necessário para que os ovos sejam produzidos

Joao Paulo Burini/ Getty Images

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No geral, a dengue apresenta quatro sorotipos. Isso significa que uma única pessoa pode ser infectada por cada um desses
micro-organismos e gerar imunidade permanente para cada um deles — ou seja, é possível ser infectado até quatro vezes

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Os primeiros sinais, geralmente, não são específicos. Eles surgem cerca de três dias após a picada do mosquito e podem incluir: febre alta, que geralmente dura de 2 a 7 dias, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupções cutâneas, náuseas e vômitos

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No período de diminuição ou desaparecimento da febre, a maioria dos casos evolui para a recuperação e cura da doença. No entanto, alguns pacientes podem apresentar sintomas mais graves, que incluem hemorragia e podem levar à morte

Peter Bannan/ Getty Images

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Nos quadros graves, os sintomas são: vômitos persistentes, dor abdominal intensa e contínua, ou dor quando o abdômen é tocado, perda de sensibilidade e movimentos, urina com sangue, sangramento de mucosas, tontura e queda de pressão, aumento do fígado e dos glóbulos vermelhos ou hemácias no sangue

Piotr Marcinski / EyeEm/ Getty Images

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Nestes casos, os sintomas resultam em choque, que acontece quando um volume crítico de plasma sanguíneo é perdido. Os sinais desse estado são pele pegajosa, pulso rápido e fraco, agitação e diminuição da pressão

Image Source/ Getty Images

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Alguns pacientes podem ainda apresentar manifestações neurológicas, como convulsões e irritabilidade. O choque tem duração curta, e pode levar ao óbito entre 12 e 24 horas, ou à recuperação rápida, após terapia antichoque apropriada

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Apesar da gravidade, a dengue pode ser tratada com analgésicos e antitérmicos, sob orientação médica, tais como paracetamol ou dipirona, para aliviar os sintomas

Guido Mieth/ Getty Images

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Para completar o tratamento, é recomendado repouso e ingestão de líquidos. Já no caso de dengue hemorrágica, a terapia deve ser feita no hospital, com o uso de medicamentos e, se necessário, transfusão de plaquetas

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Inovações em outras doenças

No caso da doença de Chagas, pesquisadores vêm apostando na vigilância comunitária. Moradores fotografam insetos suspeitos e enviam as imagens para plataformas de inteligência artificial, que já alcançam 93% de acerto na identificação de barbeiros. “Qualquer pessoa com um celular pode ajudar a monitorar a presença dos vetores e receber orientações”, destacou o professor.

Para a leishmaniose, além do uso de mosquiteiros impregnados e coleiras repelentes em cães, estão em teste armadilhas com feromônios que atraem os flebotomíneos, conhecidos como mosquitos-palha, para superfícies tratadas com inseticidas.

As novas alternativas, segundo Rodrigo, mostram que há caminhos para enfrentar o desafio crescente das doenças tropicais negligenciadas.

“As mudanças climáticas aumentam a exposição aos vetores e os métodos tradicionais falharam. Precisamos lutar para que as inovações em vigilância e controle sejam incorporadas e fortaleçam os sistemas de saúde”, defende.

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Fonte: www.metropoles.com

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As estratégias que prometem ajudar a ter 'força de vontade infinita' https://newsrio.com.br/2025/08/02/as-estrategias-que-prometem-ajudar-a-ter-forca-de-vontade-infinita/ Sat, 02 Aug 2025 04:07:43 +0000 https://newsrio.com.br/2025/08/02/as-estrategias-que-prometem-ajudar-a-ter-forca-de-vontade-infinita/

Muitas pessoas acreditam que a força de vontade é fixa e finita. Mas podemos fazê-la crescer com a ajuda de diversas estratégias poderosas
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Todos nós enfrentamos dias difíceis que parecem surgir para testar o nosso autocontrole.
Digamos que você seja um barista, por exemplo, e alguns de seus clientes são particularmente grosseiros e exigentes, mas você consegue manter a elegância ao atendê-los.
Ou você pode estar terminando um projeto importante e precisa ficar concentrado em silêncio, sem desviar sua atenção e sem distrações.
Se você estiver de dieta, talvez você tenha passado as últimas horas resistindo ao pote de biscoitos.
Em cada um desses casos, você fez uso da sua força de vontade – a capacidade de evitar tentações de curto prazo e ignorar pensamentos, impulsos ou sentimentos indesejados, como definem os psicólogos.
Aparentemente, algumas pessoas têm reservas de força de vontade muito maiores do que outras. Elas têm mais facilidade de controlar suas emoções, evitar a procrastinação e permanecer fiéis aos seus objetivos, sempre parecendo controlar com mão de ferro o seu comportamento.
De fato, talvez você conheça alguns sortudos que, depois de um dia de trabalho duro, ainda encontram motivação para fazer algo produtivo, como exercícios físicos.
Nossas reservas de autocontrole e concentração mental são aparentemente moldadas pela mentalidade.
E estudos recentes sugerem estratégias poderosas para que qualquer pessoa consiga aumentar sua força de vontade, com imensos benefícios para a produtividade, saúde e felicidade.
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Esvaziar o ego
Até pouco tempo atrás, a teoria psicológica predominante afirmava que a força de vontade seria como uma espécie de bateria.
Você pode começar o dia com carga total, mas, sempre que precisa controlar seus pensamentos, comportamentos ou sentimentos, você gasta um pouco da energia daquela bateria.
Sem a possibilidade de descansar e recarregar, esses recursos ficam perigosamente baixos, dificultando muito manter sua paciência, concentração e resistência às tentações.
Testes de laboratório aparentemente forneceram provas deste processo. Depois de pedir aos participantes que resistissem à tentação de comer biscoitos mantidos sobre uma mesa, por exemplo, eles exibiam menos persistência para resolver um problema matemático, pois suas reservas de força de vontade haviam se esgotado.
Partindo do termo freudiano que designa a parte da mente que é responsável por controlar nossos impulsos, este processo é conhecido como “esgotamento do ego”.
As pessoas com forte autocontrole podem ter maiores reservas iniciais de força de vontade, mas até elas acabam se esgotando quando colocadas sob pressão.
Mas, em 2010, a psicóloga Veronika Job publicou um estudo questionando as bases desta teoria. Ela apresentou evidências fascinantes de que o esgotamento do ego depende das crenças subjacentes das pessoas.
Job é professora de psicologia da motivação da Universidade de Viena, na Áustria. Ela começou o estudo elaborando um questionário para que os participantes avaliassem uma série de afirmações, seguindo uma escala de 1 (concordo totalmente) a 6 (discordo totalmente). As questões incluíram:
• Quando as situações que desafiam você com tentações se acumulam, fica cada vez mais difícil resistir a essas tentações.
• A atividade mental intensa esgota os seus recursos e você precisa reabastecer-se em seguida.
• Quando você acaba de resistir a uma forte tentação, você se sente fortalecido e pode suportar novas tentações.
• Sua resistência mental alimenta a si própria. Mesmo depois de um esforço mental extenuante, você consegue continuar fazendo mais.
Se você se identifica mais com as duas primeiras afirmações, considera-se que você tem uma visão “limitada” da força de vontade. Mas, se você concorda mais com as duas últimas afirmações, sua visão da força de vontade é considerada “ilimitada”.
Em seguida, Job forneceu aos participantes do estudo alguns testes padrão de laboratório para examinar sua concentração mental, considerando que a concentração depende das nossas reservas de força de vontade.
Job concluiu que o desempenho das pessoas com mentalidade limitada costuma ser exatamente igual ao que seria previsto pela teoria do esgotamento do ego.
Depois de realizarem uma tarefa que exigia intensa concentração (como a correção trabalhosa de um texto maçante), elas acharam muito mais difícil prestar atenção em uma atividade subsequente do que se tivessem descansado antes.
Já as pessoas com visão ilimitada não demonstravam sinais de esgotamento do ego. Elas não exibiam declínio da sua concentração mental depois de realizarem uma atividade mentalmente exaustiva.
Aparentemente, a mentalidade dos participantes do estudo sobre a força de vontade era uma profecia autorrealizável. Se eles acreditassem que sua força de vontade se esgotava facilmente, sua capacidade de resistir a tentações e distrações se dissolvia com rapidez. Mas, se eles acreditassem que “a resistência mental se autoalimenta”, era exatamente o que acontecia.
Job rapidamente reproduziu estes resultados em outros contextos. Trabalhando em conjunto com Krishna Savani, da Universidade Tecnológica Nanyang, em Singapura, ela demonstrou que as crenças sobre a força de vontade aparentemente variam de um país para outro.
Eles concluíram que a mentalidade ilimitada é mais comum entre estudantes indianos do que nos Estados Unidos, o que foi refletido em exames da resistência mental.
Nos últimos anos, alguns cientistas questionaram a confiabilidade dos testes de laboratório de esgotamento do ego. Mas Job também demonstrou que a mentalidade das pessoas sobre a força de vontade apresenta relação com muitos cenários da vida real.
Ela pediu a estudantes universitários que preenchessem questionários sobre suas atividades, duas vezes por dia, ao longo de dois períodos semanais não consecutivos. E, como se poderia esperar, alguns dias eram muito mais difíceis do que outros, gerando sentimentos de exaustão.
A maioria dos participantes recuperava-se até certo ponto durante a noite, mas os que tinham mentalidade ilimitada realmente verificavam aumento da sua produtividade no dia seguinte, como se tivessem sido energizados pelo aumento da pressão.
Novamente, parece que sua crença de que “a resistência mental alimenta a si própria” havia se tornado sua realidade.
Outros estudos demonstraram que a mentalidade sobre a força de vontade pode prever os níveis de procrastinação dos estudantes antes dos exames e suas notas finais.
Os participantes com visão ilimitada desperdiçavam menos tempo. E, ao enfrentar a alta pressão das suas aulas, os estudantes com visão ilimitada também apresentaram melhor capacidade de manter o autocontrole em outras áreas da vida. Eles demonstravam menos propensão a comer bobagens ou gastar por impulso, por exemplo.
Já os que acreditavam que sua força de vontade se esgotava facilmente com seu trabalho eram mais propensos a cometer esses vícios, talvez porque sentissem que suas reservas de autocontrole já haviam sido esgotadas pelo trabalho acadêmico.
A influência da mentalidade sobre a força de vontade também pode estender-se a muitos domínios, como os exercícios físicos.
Navin Kaushal, professor de ciências da saúde da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, e seus colegas demonstraram que a mentalidade pode influenciar os hábitos de exercícios das pessoas.
Aquelas que têm crenças ilimitadas sobre a força de vontade, por exemplo, têm mais facilidade de reunir a motivação para exercitar-se.
E um estudo da professora de psicologia Zoë Francis, da Universidade de Fraser Valley, no Canadá, chegou a resultados surpreendentemente similares.
Depois de acompanhar mais de 300 participantes ao longo de três semanas, ela concluiu que pessoas com mentalidade ilimitada apresentam maior disposição para exercitar-se e menos propensão a comer bobagens do que as pessoas com mentalidade limitada.
É algo revelador que essas diferenças sejam particularmente pronunciadas à noite, quando as exigências das tarefas diárias começaram a cobrar a conta daqueles que acreditam que seu autocontrole pode esgotar-se facilmente.
Como aumentar a força de vontade
Se você já tiver mentalidade ilimitada sobre a força de vontade, estas conclusões podem deixar você satisfeito. Mas o que podemos fazer se vivemos acreditando que nossas reservas de autocontrole se esgotam facilmente?
Os estudos de Job indicam que simplesmente aprender sobre estes estudos científicos de ponta, lendo textos curtos e acessíveis, pode ajudar a mudar a crença das pessoas, pelo menos no curto prazo.
Aparentemente, conhecimento é poder. Se isso for verdade, a simples leitura desta reportagem pode já ter começado a fortalecer sua resistência mental.
Você pode acelerar este processo contando a outras pessoas o que você aprendeu. Pesquisas indicam que compartilhar informações ajuda a consolidar a nossa própria mudança de mentalidade. Este fenômeno é conhecido como o efeito “falar é acreditar” e também ajuda a disseminar o comportamento positivo entre as pessoas.
As lições sobre a natureza ilimitada da força de vontade podem ser aprendidas desde a infância.
Pesquisadores da Universidade Stanford e da Universidade da Pensilvânia, ambas nos Estados Unidos, elaboraram recentemente um livro infantil para ensinar às crianças em idade pré-escolar a ideia de que exercitar a força de vontade pode ser energizante, e não exaustivo, e que o autocontrole pode aumentar quanto mais o praticarmos.
As crianças que ouviram a história demonstraram maior autocontrole em um teste de “gratificação postergada” que foi aplicado em seguida, em comparação com seus colegas que haviam ouvido uma história diferente.
O teste ofereceu a elas a possibilidade de dispensar um pequeno presente no momento para receber um brinde maior posteriormente.
Uma estratégia útil para mudar sua mentalidade pode ser relembrar uma ocasião em que você trabalhou em uma tarefa mentalmente desgastante pelo puro prazer da atividade.
Pode ter sido uma tarefa no trabalho, por exemplo, que outras pessoas aparentemente achavam difícil, mas que você achou gratificante. Ou, talvez, um hobby, como aprender uma nova música no piano, que exige intensa concentração, mas parece simples para você.
Um estudo recente concluiu que praticar este tipo de recordação altera naturalmente as crenças das pessoas em direção à mentalidade ilimitada, já que elas conseguem ver provas da sua própria resistência mental.
Para obter mais evidências, você pode começar com pequenos testes de autocontrole que tragam uma mudança desejada na sua vida – como evitar comer bobagens por duas semanas, afastar-se das redes sociais durante o trabalho ou demonstrar mais paciência com um ente querido irritante, por exemplo.
Depois de provar a si próprio que a sua força de vontade pode aumentar, pode ficar mais fácil resistir a outros tipos de tentação ou distrações.
Você não pode esperar que aconteça um milagre imediatamente. Mas, com perseverança, você deve observar sua mudança de mentalidade e, com ela, o aumento da capacidade de controlar seus pensamentos, sensações e comportamento. Assim, suas ações irão impulsionar você rumo aos seus objetivos.
* David Robson é escritor de ciências e autor do livro O efeito da expectativa: como o seu pensamento pode transformar sua vida (em tradução livre do inglês), publicado no Reino Unido pela editora Canongate e, nos EUA, pela Henry Holt. Sua conta no Twitter é @d_a_robson.
Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Worklife.

Fonte: g1.globo.com

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Entenda as estratégias do Brasil na guerra comercial com os EUA https://newsrio.com.br/2025/07/22/entenda-as-estrategias-do-brasil-na-guerra-comercial-com-os-eua/ https://newsrio.com.br/2025/07/22/entenda-as-estrategias-do-brasil-na-guerra-comercial-com-os-eua/#respond Tue, 22 Jul 2025 07:47:15 +0000 https://newsrio.com.br/2025/07/22/entenda-as-estrategias-do-brasil-na-guerra-comercial-com-os-eua/ Entenda as estratégias do Brasil na guerra comercial com os EUA

O governo brasileiro intensificou os esforços para reverter a imposição de tarifas de 50% pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra os produtos brasileiros vendidos ao país. As novas taxas estão previstas para entrar em vigor a partir de 1º de agosto, e o Planalto corre contra o tempo para resolver o impasse antes da data-limite.

Nos últimos dias, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin (PSB), comandou uma bateria de reuniões com representantes do setor da indústria, do agronegócio e de entidades do movimento trabalhista.

Além de Alckmin, as conversas contaram com a presença de ministros, como Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil), Simone Tebet (Planejamento), Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) e Carlos Fávaro (Agricultura).

O palco das articulações foi o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Na pasta, o governo recebeu representantes da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), Confederação Nacional da Indústria (CNI), Coca-Cola, Amazon, entre outros empresários e entidades impactadas pela medida.

9 imagensGeraldo Alckmin conversa com o setor industrial norte-americano para envolvê-los nas negociaçõesO vice-presidente Geraldo Alckmin participou de uma reunião com a Amcham, Câmara de Comércio Americana Motta, Alckmin e Alcolumbre simbolizam a união entre Legislativo e ExecutivoLula e TrumpFechar modal.1 de 9

Geraldo Alckimin fala sobre como reverter tarifas impostas pelos EUA

Samuel Reis/Metrópoles2 de 9

Geraldo Alckmin conversa com o setor industrial norte-americano para envolvê-los nas negociações

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O vice-presidente Geraldo Alckmin participou de uma reunião com a Amcham, Câmara de Comércio Americana

Samuel ReisqMetrópoles4 de 9

Motta, Alckmin e Alcolumbre simbolizam a união entre Legislativo e Executivo

Divulgação/Pedro Gontijo5 de 9

Lula e Trump

Arte/Metrópoles6 de 9

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto7 de 9

Presidente Lula

Presidência da República8 de 9

Presidente Lula

Ricardo Stuckert / PR9 de 9

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Kevin Dietsch/Getty Images

Plano do governo para reverter tarifaço

A estratégia do governo é ampliar o debate e obter o apoio dos setores nas negociações com os norte-americanos. Ao unificar o discurso de defesa da soberania nacional, o governo pretende reverter a sanção comercial antes que as tarifas entrem em vigor.

Ao fim da rodada de conversas, ficou definido que o foco será tentar reverter as sanções até 31 de julho, sem solicitar a prorrogação do prazo. Para isso, Alckmin conta com a ajuda dos setores na interlocução com os parceiros nos EUA.

No entanto, o governo não descarta a possibilidade de solicitar extensão do prazo para negociar. Enquanto isso, vários produtos perecíveis estão em alto mar, o que preocupa os empresários que podem sofrer impactos financeiros significativos.

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Das 25 economias sobretaxadas por Trump, o Brasil lidera a lista com a maior tarifa unilateral: de 50%. Com o tarifaço, diversos setores produtivos podem ser afetados, com destaque para o agro e indústria de produção.

Segundo dados do MDIC, cerca de 12% das exportações brasileiras têm como destino o mercado norte-americano.

Entre os principais bens vendidos aos EUA estão: óleos brutos de petróleo, ferro, aço, celulose, café, suco de laranja, carne bovina, aeronaves e máquinas para o setor de energia.

Carta para os EUA

Como parte dos esforços diplomáticos para resolver o assunto até 31 de julho, o Planalto enviou uma carta à Casa Branca cobrando respostas e, assim, avançar nas negociações no âmbito da imposição do tarifaço.

Na mensagem oficial, o governo brasileiro manifestou “indignação” com o anúncio das tarifas unilaterais impostas pelo presidente Donald Trump, que vem aplicando sanções contra diversos parceiros comerciais.

“A imposição das tarifas terá impacto muito negativo em setores importantes de ambas as economias, colocando em risco uma parceria econômica historicamente forte e profunda entre nossos países”, destacou trecho da carta.

O governo Lula (PT) ainda informou que apresentou possíveis áreas de negociação, em uma “minuta confidencial de proposta”, para explorar “soluções mutuamente acordadas” entre Brasil e EUA.

“Com o objetivo de preservar e aprofundar o relacionamento histórico entre os dois países e mitigar os impactos negativos da elevação de tarifas em nosso comércio bilateral”, ressaltou em trecho do texto.

Mesmo com as declarações mais acaloradas e duras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e alguns integrantes do governo federal, oficialmente, o Brasil optou por manter o caminho da diplomacia e do diálogo.

Caso os países não cheguem a um consenso até a data-limite, o Brasil poderá aplicar contramedidas — tarifárias ou não tarifárias — em resposta à ofensiva de Trump, com base na Lei de Reciprocidade Econômica.

Reciprocidade

A legislação permite a adoção de sanções em casos que:

  1. Interfiram nas escolhas legítimas e soberanas do Brasil por meio da aplicação ou da ameaça de aplicação unilateral de medidas comerciais, financeiras ou de investimentos.
  2. Violem ou sejam inconsistentes com as disposições de acordos comerciais ou, de outra forma, neguem, anulem ou prejudiquem benefícios ao Brasil sob qualquer acordo comercial.
  3. Configurem medidas unilaterais com base em requisitos ambientais que sejam mais onerosos do que os parâmetros, as normas e os padrões de proteção ambiental adotados pelo Brasil.

Investigação dos EUA contra o Brasil

Em mais um capítulo da guerra comercial com o Brasil, os Estados Unidos abriram uma investigação sobre práticas comerciais supostamente “desleais” do país e, entre os itens, está a modalidade de pagamento via Pix.

O governo norte-americano alega que as medidas utilizadas no comércio brasileiro são “injustificáveis, irracionais ou discriminatórias de governo estrangeiros”.

Questionado sobre a investigação, Alckmin destacou que o Brasil vai esclarecer os questionamentos, assim como já foi feito anteriormente, e destacou a atuação brasileira em pontos citados na investigação norte-americana.

Fonte: www.metropoles.com

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Como melhorar sua memória: estratégias para crianças e adultos https://newsrio.com.br/2024/09/24/como-melhorar-sua-memoria-estrategias-para-criancas-e-adultos/ https://newsrio.com.br/2024/09/24/como-melhorar-sua-memoria-estrategias-para-criancas-e-adultos/#respond Tue, 24 Sep 2024 23:47:07 +0000 https://newsrio.com.br/2024/09/24/como-melhorar-sua-memoria-estrategias-para-criancas-e-adultos/ Como melhorar sua memória: estratégias para crianças e adultos

*O artigo foi escrito pela coordenadora de doutorado em Educação e Processos Cognitivos da Universidade de Nebrija, na Espanha, Claudia Poch, e pelo investigador sênior do Centro de Investigação em Cognição Nebrija Jorge González Alonso, da mesma instituição, e publicado na plataforma The Conversation Brasil.

Costumamos pensar na memória das pessoas como sendo boa ou ruim. No entanto, talvez você conheça alguém com uma péssima memória para nomes e rostos, mas que é muito bom em aprender idiomas. Outra pode ter uma capacidade extraordinária de se lembrar de eventos passados em detalhes, mas tem dificuldade para memorizar números de telefone.

Essas aparentes contradições são o resultado da complexidade de nossas memórias. Na verdade, elas são compostas de vários sistemas que são apoiados por uma série de estruturas e mecanismos neurobiológicos que variam dependendo do que estamos aprendendo e de como este aprendizado está sendo feito.

Aprender um novo idioma, por exemplo, não usa os mesmos mecanismos ou processos cerebrais que as informações científicas. Isso dificulta a generalização sobre o que torna uma determinada estratégia de memória mais ou menos eficaz em um ambiente educacional.

Neste artigo, vamos nos concentrar apenas na memória declarativa: partes explícitas de informações que podemos acessar conscientemente, como fatos, datas, nomes, eventos passados, conceitos e assim por diante.

Estudos sobre especialistas em memória competitiva (pessoas que conseguem se lembrar de grandes quantidades de informações) mostraram que, embora a genética seja responsável por grande parte das diferenças entre sermos melhores ou piores em recordar, é possível desenvolver uma capacidade excepcional de lembrar dados usando estratégias que foram praticadas por longos períodos de tempo. As mais usadas, conhecidas como mnemônicas (técnicas que auxiliam a memória), baseiam-se na criação de imagens mentais ou métodos verbais que geralmente exigem muito treinamento.

Os recursos de visualização, como o método de loci, consistem em associar os itens a serem lembrados a lugares específicos. Por exemplo, você pode memorizar uma lista de compras seguindo mentalmente seu trajeto para o trabalho e associando os itens da lista a diferentes lugares ao longo do caminho. Quando quiser se lembrar deles, basta refazer mentalmente o percurso.

Esse método é comumente usado por especialistas, e os dados de neuroimagem mostram que, durante as tarefas de memorização, eles têm maior ativação nas áreas cerebrais responsáveis pelo processamento de ambientes espaciais.

A eficácia das estratégias mnemônicas baseia-se em três princípios fundamentais:

1 – Relacionar as informações que você quer aprender com coisas que você já sabe.

2 – Lembrar-se do caminho para acessar as informações, juntamente com as próprias informações, para recuperá-las rapidamente.

3 – Praticar para chegar à perfeição: treinar os dois primeiros processos é essencial para ter uma memória afiada e ágil.

Pesquisas sugerem que, se alguém pode ser treinado em estratégias de memória para se lembrar de 67.890 dígitos do número pi (uma proporção numérica infinita), isso também poderia ser usado para impulsionar o aprendizado nas escolas. Entretanto, embora as técnicas mnemônicas espaciais ou verbais tenham se mostrado eficazes, seu uso real na vida cotidiana é limitado.

Na escola, isso significa que elas podem ser usadas para aprender listas, como planetas ou elementos químicos, mas não para matérias ou informações mais complicadas.

Codificação de memórias e redes de conhecimento

Devido a essas limitações nos contextos escolares, vale a pena procurar outras maneiras de melhorar a memória. Podemos fazer isso concentrando-nos nos elementos envolvidos nos próprios processos de lembranças e aplicando os mesmos princípios das estratégias mnemônicas.

A criação de uma memória começa quando a informação é primeiramente percebida, catalogada e codificada no cérebro. Sabemos que o fator mais importante no aprendizado de novas informações não é a intenção ou o desejo de aprender, mas sim o que fazemos com as informações.

O processamento profundo dos dados, relacionando-os com o conhecimento existente, é a chave para facilitar a memorização – é muito mais eficiente relacionar as informações com coisas que já sabemos do que simplesmente repetir mentalmente algo até que se fixe.

Portanto, é essencial criar redes ricas de conhecimento nas quais você possa integrar e organizar novos conhecimentos. Lembrar quando o primeiro presidente americano foi eleito será muito mais fácil se o relacionarmos com o que já sabemos sobre, por exemplo, a revolução francesa. Os pesquisadores chamam isso de codificação semântica.

O processo de recuperação de uma memória é tão importante quanto o de codificação. Com muita frequência, sabemos algo, mas não conseguimos acessá-lo, como quando temos o nome de uma pessoa na ponta da língua, mas não conseguimos lembrá-lo.

Para que o treinamento da memória seja eficaz, devemos, portanto, armazenar as chaves com as quais vamos acessá-la juntamente com a própria informação. A prática repetida é essencial para que a memorização ocorra de forma mais eficiente e rápida.

Conhecendo sua própria memória

Nas escolas, o método mais eficaz não é simplesmente ensinar técnicas de memorização, mas ajudar os alunos a aprender como funciona a própria memória. Como regra geral, quanto mais conhecimento eles já tiverem e quanto mais tempo praticarem estratégias de memorização eficazes, mais fácil será para eles adquirirem novos conhecimentos.

Também é essencial ensinar aos alunos quais estratégias de estudo são mais eficazes para diferentes tipos de conteúdo e avaliação, e concentrar-se em aplicá-las com flexibilidade.The Conversation

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Fonte: www.metropoles.com

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