estuda – News Rio https://newsrio.com.br Notícias do RIo Mon, 06 Apr 2026 11:16:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://newsrio.com.br/wp-content/uploads/2026/03/272x90-150x90.png estuda – News Rio https://newsrio.com.br 32 32 Governo estuda zerar imposto do querosene de aviação para baratear passagens aéreas https://newsrio.com.br/2026/04/06/governo-estuda-zerar-imposto-do-querosene-de-aviacao-para-baratear-passagens-aereas/ Mon, 06 Apr 2026 11:16:18 +0000 https://newsrio.com.br/2026/04/06/governo-estuda-zerar-imposto-do-querosene-de-aviacao-para-baratear-passagens-aereas/


O novo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que o governo estuda zerar os impostos federais sobre (PIS/Cofins) sobre o querosene de aviação, como parte de um pacote de medidas para conter o avanço no preço das passagens aéreas.
Como informou o g1, os preços das passagens podem subir até 20% com a alta do querosene de aviação (QAV), segundo especialistas.
Na última semana, o Ministério de Portos e Aeroportos apresentou ao Ministério da Fazenda um pacote de medidas para tentar evitar essa alta de preços. As propostas incluem ações emergenciais voltadas ao setor de aviação.
O preço das passagens aéreas sobe e pode aumentar mais com a guerra no Oriente Médio
Entre as medidas estão:
A criação de linhas de crédito para as empresas aéreas com recursos aportados pelo Tesouro. A proposta seria a partir de uma linha operada pelo Banco do Brasil, em que as companhias poderão acessar até R$ 400 milhões, com prazo de pagamento até o final do ano.
Outra proposta prevê zerar a cobrança de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação, um dos principais custos das companhias.
O pacote também inclui a postergação do pagamento das tarifas de navegação aérea à Força Aérea Brasileira. Essa medida, segundo as informações, está sendo tratada diretamente entre a FAB e o Ministério da Fazenda.
A previsão é que representantes dos ministérios se reúnam nesta terça-feira (7) para definir as medidas que devem ser adotadas.
Mesmo antes do anúncio da Petrobras, as passagens aéreas já vinham subindo
Getty Images
Guerra no Oriente Médio
A Petrobras anunciou na quarta-feira (1º) um aumento de mais de 50% no preço médio do combustível vendido às distribuidoras a partir deste mês, o que impacta diretamente os custos de operação das companhias aéreas.
A medida reflete o avanço do petróleo no mercado internacional, impulsionado pela guerra no Oriente Médio, que envolve Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Para suavizar os efeitos do aumento e, possivelmente, conter os preços ao consumidor, a Petrobras anunciou um mecanismo de parcelamento dos pagamentos das distribuidoras. Além disso, o governo avalia outras medidas para reduzir os impactos.
A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) afirmou nesta quarta-feira que o reajuste no preço do querosene de aviação pode gerar “consequências severas” para o setor — sem mencionar eventual aumento nos preços das passagens.

Fonte: g1.globo.com

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A pesquisadora que estuda o mercado de trabalho das mães solo no Brasil: 'Ganham 40% menos que pais casados' https://newsrio.com.br/2026/03/08/a-pesquisadora-que-estuda-o-mercado-de-trabalho-das-maes-solo-no-brasil-ganham-40-menos-que-pais-casados/ Sun, 08 Mar 2026 11:21:11 +0000 https://newsrio.com.br/2026/03/08/a-pesquisadora-que-estuda-o-mercado-de-trabalho-das-maes-solo-no-brasil-ganham-40-menos-que-pais-casados/


Mariene Ramos cresceu ajudando a mãe a cuidar dos filhos de mães solo. Agora, ela busca entender como trabalham essas quase 11 milhões de brasileiras
Janaíne Meira via BBC
A pesquisadora Mariene Ramos cresceu cercada de mães solo — mulheres que criam seus filhos sem o apoio de um parceiro ou parceira.
Nascida em Ponte Alta do Bom Jesus, cidade com pouco mais de 4 mil habitantes no interior do Tocantins, Mariene se mudou com a família para o Distrito Federal aos 7 anos, por motivo de doença de um irmão mais novo.
Após o falecimento deste irmão e com o pai aposentado precocemente por um acidente de trabalho, sua mãe passou a complementar a renda da família cuidando dos filhos de vizinhas em Novo Gama, cidade goiana da periferia de Brasília.
“Passei cerca de três anos morando com amigos da família para poder estudar, enquanto meus pais trabalhavam no setor de chácaras de Brasília”, lembra Mariane, que antes disso estudou em escola rural, onde alunos de diversas idades convivem em uma mesma série.
“Quando mudamos para o Novo Gama, eu já tinha 13 para 14 anos, e ajudava minha mãe com essa dinâmica, de deixar e buscar criança na escola, de fazer comida”, conta a pesquisadora, hoje com 36 anos.
“Eu eu via a luta daquelas mulheres. A maioria eram domésticas, nem todas eram mães solo — mas muitas eram. Enquanto outras eram casadas, mas não podiam contar com os maridos, por questões como o vício em bebida, então, na prática, se tornavam meio mães solo também.”
Com pai e mãe que não concluíram o ensino fundamental, Mariane se formou no ensino médio, tornou-se funcionária pública e completou duas faculdades, de gestão pública e jornalismo.
Nesse meio tempo, porém, tornou-se ela mesma uma mãe solo — tema que decidiu estudar em seu mestrado em políticas públicas no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
“Sem rede de apoio, após me mudar do Novo Gama para Brasília para o mestrado, precisei levar minha filha para muitas das aulas”, lembra Mariene. “Todas as aulas à noite, eu levava, então, no aniversário dela de 14 anos, ela estava em uma aula de Econometria junto comigo.”
“Foi aí que me deu mais vontade ainda de estudar sobre esse tema”, conta a pesquisadora, destacando a importância do assunto em um momento em que o Brasil passou a ter maioria de domicílios chefiados por mulheres.
Desde 2022, elas passaram à frente dos homens na chefia dos lares brasileiros, tornando-se responsáveis por 52% dos domicílios.
Nos lares monoparentais — aqueles onde apenas um adulto vive com os filhos, sem a presença de um cônjuge — a chefia feminina chega a 92%, segundo estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Menos renda e formalização, mais serviço doméstico
Coorientada pelos pesquisadores Carlos Corseuil e Marcos Hecksher, a pesquisa de mestrado de Mariene traça um retrato de como trabalham as mães que criam seus filhos sozinhas no Brasil, a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE, de 2022.
No estudo, a pesquisadora considera como mães solo as mulheres chefes de domicílio, com filhos e sem cônjuge. Em 2022, o Brasil somava mais de 10,9 milhões de mães solo responsáveis por domicílio, o equivalente à população total de países como Portugal ou Bélgica.
“Os estudos sobre mães solo no Brasil hoje são muito escassos”, observa Mariene.
“Sempre ouvimos falar de penalidade pela maternidade, mas tratando as mulheres como um grupo homogêneo — mas elas não são iguais.”
Penalidades pela maternidade são desvantagens profissionais e econômicas que mulheres enfrentam no mercado de trabalho após se tornarem mães, incluindo menor probabilidade de contratação ou promoção e percepção de menor competência, que se expressam, por exemplo, em rendimentos mais baixos.
Em 2022, mães solo tinham o menor rendimento médio (R$ 2.322) entre os arranjos familiares, quase 40% abaixo dos pais com cônjuge (R$ 3.869) e 11,5% inferior à renda média das mães com cônjuge — pessoas com cônjuge contam ainda com o rendimento do parceiro para compor a renda familiar.
“As mães solo não sofrem penalidade apenas no rendimento, elas sofrem também na questão da precariedade do trabalho”, observa Mariene.
Em 2022, o grupo apresentava uma taxa de ocupação de 50,2%, inferior aos pais com cônjuges (81%) e às mães com cônjuge (53,2%).
Elas também tinham a menor taxa de contribuição previdenciária (28,3%), significativamente inferior aos pais com cônjuge (54,8%) e mesmo às mães com cônjuge (34,7%).
“Essa baixa cobertura previdenciária representa uma vulnerabilidade de longo prazo para as mães solo, comprometendo a segurança social na velhice ou em situações de incapacidade”, destaca a autora do estudo.
Analisando a população ocupada por setores da atividade econômica, Mariene observa que há uma concentração de mães solo em setores historicamente desvalorizados e marcados por baixos salários, como serviços domésticos (21,9%).
O percentual de mães solo trabalhando como empregadas domésticas é significativamente superior ao das mães com cônjuge (11,8%) e quase 27 vezes maior que o dos pais com cônjuge (0,8%).
“Isso reforça a hipótese de que as mães solo estão confinadas em setores com menores remunerações”, destaca a pesquisadora, em sua dissertação.
Baixa escolaridade e ‘geração sanduíche’
A escolaridade é um fator importante para compreender essa precária inserção das mães solo no mercado de trabalho.
Pouco mais de 55% têm, no máximo, o ensino médio incompleto, percentual superior ao de pais com cônjuge (46,6%), mães com cônjuge (39,9%) e mulheres sem filhos (47,9%), ficando atrás apenas dos pais solo (61,4%).
E apenas 13,7% das mães solo concluíram o ensino superior, abaixo das mulheres sem filhos (22,1%) e também das mães com cônjuge (19,9%).
Mariene destaca, porém, que a escolaridade não explica tudo, e que é preciso levar em conta também a discriminação sofrida pelas mães solo no mercado de trabalho.
“Muitas vezes, o empregador supõe que aquela pessoa vai ter menos disponibilidade, menos flexibilidade e vai render menos”, observa a pesquisadora.
“Então, ela acaba não conseguindo ocupar cargos mais altos ou ocupa aqueles com salário um pouco mais baixo.”
Analisando o perfil racial, 62% das mães solo são negras, sendo 14% pretas e 47% pardas, enquanto 37% são brancas e 2% de outras raças ou cor. O percentual de pessoas negras no grupo é superior ao do conjunto de pais solo (60%), mães com cônjuge (59%), pais com cônjuge (56%) e mulheres sem filhos (50%).
Mariene destaca ainda a questão da “geração sanduíche” — mulheres pressionadas simultaneamente pelo cuidado de filhos e de pais idosos.
No caso das mães solo, 33,5% residem em domicílios com pessoas acima de 60 anos. Essa proporção é mais que o dobro das mães com cônjuge (15,7%) e supera significativamente a dos pais com cônjuge (19,4%).
“Esses idosos podem representar uma rede de apoio, mas também podem precisar da ajuda dessa mãe, então, muitas delas vivem uma jornada dupla de cuidado, ou uma jornada tripla”, diz a pesquisadora.
Por fim, ela observa que 57% das mães solo recebem algum tipo de benefício social do Estado, proporção substancialmente superior à dos pais com cônjuge (19%) e também superior à das mães com cônjuge (34%), dos pais solo (49,9%) e das mulheres sem filhos (48,6%).
A pesquisadora destaca que isso é consequência direta da falha do mercado de trabalho em absorver adequadamente a mão de obra dessas mulheres.
“Como essas mães não estão conseguindo receber [através do trabalho] um rendimento que consiga arcar com suas despesas, o Estado acaba tendo que entrar com benefícios”, afirma.
Creches e qualificação profissional
Para mudar esse quadro, Mariene defende que é preciso aumentar a oferta de creches em tempo integral no país.
Um estudo recente da ONG Todos pela Educação mostrou que, em 2024, apenas 41,2% das crianças de até 3 anos eram atendidas por creches no país — ainda distante da meta de 50% estabelecida pelo Plano Nacional de Educação (PNE).
Entre os mais pobres, 30,6% das crianças eram atendidas, enquanto entre as mais ricas, a taxa chegava a 60%.
O levantamento também mostrou que quase 2,3 milhões de crianças de até 3 anos estavam fora da creche em 2024, por dificuldades de acesso, como falta de vagas ou de unidades próximas.
A pesquisadora do Ipea diz ainda que é preciso reconhecer o tempo de cuidado dessas mães, debate que vem ganhando espaço no Brasil, a partir da aprovação da Política Nacional de Cuidado.
Estudo do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da Universidade de São Paulo (Made-USP), com base em dados da Pnad Contínua de 2019, mostra que, somadas as horas remuneradas e não remuneradas, as mulheres brasileiras trabalham em média 58,1 horas semanais, ante 50,3 horas dos homens.
A carga de trabalho não remunerado das mulheres chega a 21,3 horas semanais, mais do que o dobro das 8,8 horas masculinas, “configurando uma jornada total equivalente a uma escala 7×0: todos os dias da semana, sem folga”, destacam os pesquisadores do Made, em estudo lançado neste domingo (8/3), por ocasião do Dia Internacional da Mulher.
Por fim, Mariene defende ainda que é preciso investir na qualificação profissional das mães solo, para que um maior número delas possa obter renda suficiente por meio do trabalho. Mas, para isso, ela reforça novamente a importância da oferta de creches, para que essas mães possam estudar e trabalhar.
“Hoje, eu entendo minha mãe como uma política pública ambulante”, brinca a pesquisadora, sobre o trabalho de sua mãe como cuidadora dos filhos de vizinhas. “Naquela época, eu não entendia assim, mas, hoje, entendo que é isso.”
“Precisamos olhar para essas mulheres — essa maioria de mulheres nas chefias de lar, essas 11 milhões de mães solo. Não se trata mais de um grupo marginal, mas de uma transformação estrutural do país”, considera a pesquisadora.
“Quando o mercado e as políticas públicas se ajustam a essa realidade, toda a economia ganha”, diz Mariene.
“Precisamos inseri-las no mercado de trabalho, não de forma assistencialista, mas para que elas consigam viver do seu próprio trabalho.”
Fazendo isso, afirma a pesquisadora, será possível ter uma próxima geração, que são os filhos dessas mulheres, talvez com menos dificuldades.
“Eu furei essa bolha: me tornei servidora pública, fiz mestrado, e pretendo continuar esse estudo no doutorado. Mas, para que mais pessoas possam furar a bolha, é preciso trazer essas mulheres, essas mães, para um mercado de trabalho menos precário.”
Gráficos feitos pela Equipe de jornalismo visual da BBC News Brasil
O peso sobre a ‘geração sanduíche’, que cuida ao mesmo tempo de pais idosos, filhos e netos
8 gráficos que mostram como a vida das brasileiras mudou na última década, segundo o IBGE
O que é o Dia Internacional das Mulheres e como começou a ser comemorado?

Fonte: g1.globo.com

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Anac estuda fim de restrição de voos no Santos Dumont e Paes critica eventual medida: ‘um absurdo’ https://newsrio.com.br/2025/12/21/anac-estuda-fim-de-restricao-de-voos-no-santos-dumont-e-paes-critica-eventual-medida-um-absurdo/ Sun, 21 Dec 2025 18:45:23 +0000 https://newsrio.com.br/2025/12/21/anac-estuda-fim-de-restricao-de-voos-no-santos-dumont-e-paes-critica-eventual-medida-um-absurdo/

O futuro dos aeroportos do Rio – Galeão e Santos Dumont – está no centro de um “embate” entre o prefeito Eduardo Paes (PSD) e companhias aéreas. O político usou as redes sociais neste domingo (21) para denunciar uma suposta movimentação interna da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para desfazer a restrição de voos no Santos Dumont – medida que fortalece a circulação de passageiros pelo Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão.

A indignação do prefeito tem como base um despacho de quarta-feira (17) e uma reunião interna da Agência que avaliam uma eventual retomada da plena operação no Dumont. Desde 2023, uma política do Governo Federal diminuiu os voos por lá para aumentar os voos no Galeão, que enfrentava crise no número de voos.

Segundo Paes, “forças ocultas’’ da Anac estariam se movimentando para alterar essa política e teriam marcado uma reunião de última hora para discutir o assunto. “Chama atenção a movimentação às escuras da Anac para flexibilizar a restrição de voos no Santos Dumont, que já é conhecidamente contrária aos interesses do Rio e do Brasil”, escreveu o político nas redes.

Mudança usa acordo do TCU sobre Santos Dumont como base

Ainda segundo o prefeito, a reunião e a possível mudança discutida pela Anac utiliza como base justamente os parâmetros usados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para autorizar a relicitação do Galeão e permitir a restrição de voos no Dumont.

“[A reunião foi marcada] se baseando em parâmetros do acordo realizado no TCU – cuja decisão foi justamente para criar mecanismos de preservar a política pública que salvou e fortaleceu o Galeão! Um absurdo!”, afirmou Paes.

O Tribunal aprovou, em 2022, mudanças no acordo de concessão do espaço, que tem relicitação marcada para 2026. Em paralelo, o Ministério de Portos e Aeroportos autorizou um redirecionamento de voos para o Galeão em 2024. A política fez o aeroporto avançar 49,2% no número de passageiros entre 2024 e 2025, chegando a 17 milhões de pessoas neste ano, segundo Paes.

Latam estaria entre interessadas na retomada do Santos Dumont

Em outra postagem no X, Paes acusou a companhia aérea Latam Airlines de estar por trás do movimento para flexibilizar a restrição no Santos Dumont.á aponto com um dedo na cara uma das forças ocultas que opera nas trevas contra o Rio: a Latam e seus donos chilenos definitivamente não querem o respeito dos carioca”, disse o prefeito, sem entrar em detalhes.

Por fim, o prefeito também pediu que o presidente Lula (PT) e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, observem a situação e disse confiar que que ambos não vão permitir a mudança na operação dos aeroportos por “interesses que são no mínimo estranhos”.

Fonte: temporealrj.com

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Banco Central estuda evitar 'rotativo' no PIX parcelado; regras devem sair em novembro https://newsrio.com.br/2025/11/08/banco-central-estuda-evitar-rotativo-no-pix-parcelado-regras-devem-sair-em-novembro/ Sat, 08 Nov 2025 15:05:13 +0000 https://newsrio.com.br/2025/11/08/banco-central-estuda-evitar-rotativo-no-pix-parcelado-regras-devem-sair-em-novembro/


Banco Central adia prazo para a regulamentação do PIX parcelado
O Banco Central está estudando impedir a “rotativação” no parcelamento de empréstimos por meio do PIX, ferramenta de transferência de recursos da autoridade monetária, informou nesta semana o chefe-adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro da instituição, Breno Lobo.
O parcelamento por meio do PIX já é ofertado por várias instituições financeiras, uma linha de crédito formal, mas o BC pretende padronizar as regras — o que facilitará seu uso pelo consumidor e tende a favorecer a competição entre os bancos. Após atrasos, Lobo informou que a regulamentação deve sair em novembro.
“Uma das coisas que estão sendo discutidas é proibir a ‘rotativação’ no PIX parcelado. Ou seja, contratei lá dez operações de PIX parcelado. Chegou no fim, não consegui pagar tudo e inadimpli. O banco não pode mais me ofertar PIX parcelado até que eu pague o que eu estou devendo para justamente evitar esse ‘empilhamento’ do crédito”, afirmou Breno Lobo, do BC.
Durante evento da Associação Brasileira de Direito e Economia (ABDE) sobre segurança digital, ele explicou que o BC não quer trazer a experiência do cartão de crédito para o PIX.
“O cartão de crédito tem muitas coisas positivas, mas uma das coisas que tem efeitos negativos sobre endividamento da população é questão da ‘rotativação’ do cartão de crédito. A gente não quer trazer para dentro do PIX isso. É uma das linhas que está sendo discutida no BC”, acrescentou Breno Lobo.
No cartão de crédito rotativo, a cobrança de juros é acionada no momento em que os consumidores não pagam o valor total da fatura. Essa é a linha de crédito mais cara do mercado financeiro, com taxa média de 15% ao mês em setembro deste ano, muito acima do cheque especial (7,6% ao mês) e do consignado (3% ao mês para o setor privado).
Apesar de buscar evitar o que ele chamou de “rotativo” no PIX parcelado, Breno Lobo, do BC, explicou que os bancos poderão cobrar mais juros (além daqueles contratados no momento da abertura do crédito) no PIX parcelado no caso de inadimplência.
“A gente vai regulamentar, trazer regras de transparência. O que acontece se eu inadimplir, se não pagar o montante total, qual a multa, o juros que vai incidir”, disse o representante do Banco Central.

Augusto Castro
Alternativa para milhões de pessoas
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, tem afirmado que o PIX Parcelado vai aumentar o uso dessa ferramenta no varejo, ou seja, nas vendas de produtos e serviços, e que poderá ser utilizada por 60 milhões de pessoas que atualmente não têm acesso ao cartão de crédito.
A norma a ser divulgada deve exigir que as instituições financeiras deixem bem claro quais as condições do contrato de tomada de crédito.
Isso significa que o aplicativo vai ter que mostrar informações, como:
a taxa de juros cobrada
o valor de cada parcela
o custo total da operação
a multa em caso de atraso
Como vai funcionar
O PIX parcelado possibilitará a tomada de crédito pelo comprador, em uma instituição financeira, preferencialmente com a qual já tenha relacionamento, para permitir o parcelamento de uma transação PIX.
Quem estiver recebendo (lojista) terá acesso a todo o valor instantaneamente, mas quem estiver pagando (comprador) poderá parcelá-lo.
O PIX Parcelado poderá ser usado para qualquer tipo de transação, inclusive para transferências.
A instituição onde o comprador detém a conta dará o crédito e definirá o processo em caso de atraso no pagamento das parcelas ou de inadimplência (juros), considerando seus procedimentos de gerenciamento de riscos, conforme o perfil do cliente, como já acontece com outras linhas de crédito.
Melhor para os lojistas
De acordo com o BC, a novidade também é uma opção mais vantajosa para os lojistas, que receberão os valores a vista — sem precisar pagar juros aos bancos para antecipar o recebimento das parcelas mensais.
“No PIX Parcelado, o lojista recebe o valor total do pagamento no momento da venda do bem ou serviço. Logo, por definição, não haverá antecipação nem cobrança de taxa de antecipação para o lojista. Ou seja, o modelo do PIX Parcelado é menos custoso do que o modelo do cartão de crédito para o lojista”, informou o Banco Central.
No cartão de crédito, o valor da compra é pago aos lojistas pela instituição financeira no mês da aquisição do produto ou serviço, ou de forma parcelada (se a compra for feita dessa forma).
Os lojistas podem optar por antecipar as parcelas mensais, com a cobrança de juros pelos bancos, mas essa é apenas uma alternativa, não uma obrigação.
No PIX parcelado, o lojista receberá os valores a vista, sem pagar juros aos bancos, mesmo que os compradores optem por parcelar mensalmente sua compra.
Defesa do consumidor
O Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) tem criticado o PIX parcelado. Segundo o Instituto, o PIX nasceu como um sistema de pagamentos instantâneos, gratuito e acessível, que ampliou de forma inédita a inclusão financeira no país.
“Vincular sua marca a operações de crédito parcelado — com juros, encargos e contratos nada transparentes significa descaracterizar o funcionamento desse meio de pagamento e expor milhões de pessoas ao risco de endividamento, justamente em um cenário em que o superendividamento já atinge níveis críticos entre as famílias brasileiras”, acrescentou o Idec, por meio de nota.
Apesar das críticas, o órgão reconheceu que, enquanto o regulamento não é publicado, os “consumidores continuam expostos a ofertas de crédito atreladas ao PIX já disponíveis no mercado”.
“Essa realidade reforça a urgência de fortalecer a regulação e também de manter esforços de orientação, para que a população não seja induzida a assumir dívidas em condições injustas ou abusivas. A pausa anunciada pelo Banco Central precisa, portanto, ser utilizada para discutir medidas regulatórias robustas que assegurem a proteção do consumidor”, acrescent

Fonte: g1.globo.com

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Haddad diz que Fazenda estuda setores que estariam 'abusando' de recuperações judiciais https://newsrio.com.br/2025/09/27/haddad-diz-que-fazenda-estuda-setores-que-estariam-abusando-de-recuperacoes-judiciais/ Sat, 27 Sep 2025 14:36:08 +0000 https://newsrio.com.br/2025/09/27/haddad-diz-que-fazenda-estuda-setores-que-estariam-abusando-de-recuperacoes-judiciais/


O ministro Fernando Haddad (PT) afirmou neste sábado (27) que o Ministério da Fazenda está analisando a quantidade de pedidos de recuperação judicial de determinados setores da economia. O ministro afirmou que há uma avaliação sobre possível “abuso” no uso do instrumento.
“Tem um ”abusozinho’ no uso da recuperação judicial em alguns setores, que a gente tá analisando com mais calma, que nunca teve esse tipo de coisa”, disse Haddad ao ser questionado sobre o aumento de pedidos de recuperação judicial.
Recuperação judicial é um mecanismo que permite a empresas em dificuldades financeiras reorganizarem suas dívidas e operações para evitar a falência. Durante esse processo, a empresa ganha um prazo para suspender cobranças e renegociar compromissos, mantendo suas atividades enquanto busca se tornar viável novamente.
Haddad afirmou que o aumento também pode ser reflexo da alta taxa de juros, que aumenta o custo de capital. Em 17 de setembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter taxa básica de juros da economia, a Selic, estável em 15% ao ano.
“Tem a questão da taxa de juros que atrapalha muito, né? Você rolar tua dívida junto aos bancos e tal [fica mais caro]”, afirmou o ministro.
Fernando Haddad durante coletiva
Jorge Silva/Reuters
O ministro evitou apontar quais seriam os setores sob análise e reforçou que ainda não há uma conclusão definitiva.
“Nós estamos estudando que em alguns casos isso está chamando a atenção. Mas nós estamos estudando”, afirmou.
“Tem um ou dois setores da economia que tá inspirando um cuidado maior, mas eu não vou fazer uma afirmação de que tá, porque eu ainda tô analisando essa situação”, complementou Haddad.
Apesar da sinalização de possível uso abusivo da recuperação judicial, Haddad não comentou se o governo tomará medidas concretas para lidar com o possível problema.
A recuperação judicial é um instrumento previsto em lei e visa permitir que empresas em dificuldades financeiras possam se reorganizar e evitar a falência.

Fonte: g1.globo.com

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Projeto da Coppe estuda implantação da Linha 3 do Metrô https://newsrio.com.br/2025/06/02/projeto-da-coppe-estuda-implantacao-da-linha-3-do-metro/ https://newsrio.com.br/2025/06/02/projeto-da-coppe-estuda-implantacao-da-linha-3-do-metro/#respond Mon, 02 Jun 2025 17:47:11 +0000 https://newsrio.com.br/2025/06/02/projeto-da-coppe-estuda-implantacao-da-linha-3-do-metro/ Projeto da Coppe estuda implantação da Linha 3 do Metrô

A Coppe/UFRJ lança nesta segunda-feira (3) o Projeto PRISMA-RJ, uma iniciativa voltada à viabilidade técnica e estratégica da Linha 3 do Metrô, que pretende ligar os municípios de São Gonçalo, Niterói e Itaboraí à cidade do Rio de Janeiro. A proposta visa impulsionar a mobilidade sustentável, a integração regional e o desenvolvimento urbano na Região Metropolitana do estado.

O estudo será conduzido por pesquisadores do Programa de Engenharia de Transportes (PET) da Coppe, com apoio dos laboratórios RESET e OPTGIS, e será coordenado pelo professor Rômulo Orrico. A intenção é gerar uma base sólida de dados para embasar decisões públicas sobre a estruturação e implantação do novo eixo metroviário.

O que será analisado no projeto da Linha 3 do Metrô?

Entre os principais tópicos abordados pelo PRISMA-RJ estão:

  • Diagnósticos urbanos e operacionais;
  • Simulações de demanda e operação;
  • Pesquisas de campo e mapeamentos socioeconômicos;
  • Oficinas regionais com a sociedade civil;
  • Audiências públicas;
  • Propostas para modelo de delegação e elaboração de minuta de edital de licitação.

O projeto pretende contribuir com propostas concretas para aumentar a acessibilidade, reduzir desigualdades territoriais, descarbonizar o transporte público e estimular a geração de emprego e renda nas cidades impactadas pela futura linha.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Quando e como o projeto será apresentado?

O lançamento do PRISMA-RJ acontece no dia 3 de junho, com apresentação dos objetivos, metodologia, cronograma e resultados esperados. O evento contará com representantes do governo estadual, prefeituras, universidades, operadores do setor de transporte e demais envolvidos no planejamento metropolitano.

A Linha 3 do Metrô é considerada uma das principais soluções estruturantes para a mobilidade urbana do Grande Rio e, se viabilizada, pode beneficiar milhões de pessoas que enfrentam longas jornadas diárias entre os municípios da região.

Fonte: www.tupi.fm

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ANS estuda aumentar idade para mamografia. Entidades acusam retrocesso https://newsrio.com.br/2025/01/22/ans-estuda-aumentar-idade-para-mamografia-entidades-acusam-retrocesso/ https://newsrio.com.br/2025/01/22/ans-estuda-aumentar-idade-para-mamografia-entidades-acusam-retrocesso/#respond Thu, 23 Jan 2025 01:47:10 +0000 https://newsrio.com.br/2025/01/22/ans-estuda-aumentar-idade-para-mamografia-entidades-acusam-retrocesso/ ANS estuda aumentar idade para mamografia. Entidades acusam retrocesso

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) está estudando mudanças de regras para os planos de saúde no Brasil. Uma delas porém, está dando o que falar: o aumento de idade recomendada para a realização de mamografia, que passaria dos 40 para os 50 anos, além de deixar de ser anual para uma vez a cada dois anos.

Com a mudança nas recomendações de rastreio, na prática, as operadoras de saúde receberiam certificados de boas práticas ao dar o mesmo nível de atenção que atualmente é dado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O tema polêmico é um dos itens das mais de 300 páginas da Consulta Pública nº 144. Como o prazo para contribuições se encerra na sexta-feira (24/1), várias sociedades médicas e de pacientes têm se reunido em mutirões para votar contra a revisão do normativo.

Mudanças na mamografia

Segundo a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), 40% dos diagnósticos de câncer de mama no Brasil ocorrem antes dos 50 anos, e 22% das mortes estão na faixa etária que deixaria de receber a cobertura.

“Relatórios da American Cancer Society revelaram em 2024 que, entre as mulheres com menos de 50 anos nos Estados Unidos, o câncer de mama tem tido uma incidência crescente de 1,4% ao ano, muito superior à da população geral, de 1% ao ano”, afirma o oncologista Daniel Gimenes, da Oncoclínicas.

Para ele, o aumento de casos em mulheres jovens reforça a importância da realização de exames periódicos. “Mesmo antes da idade recomendada para mamografia de rotina, é imperativo que as mulheres contem com acompanhamento médico e não deixem de buscar aconselhamento especializado em caso de alerta. Toda e qualquer alteração percebida deve ser investigada por um profissional de saúde”, ressalta.

Sociedade de mastologia também vai contra

Além da Femama, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e outras instituições criticaram a proposta da ANS acusando que a redução do público-alvo das mamografias seria um retrocesso na prevenção.

“Discordamos frontalmente deste indicador, que pode se igualar à idade mínima e à periodicidade do exame que o SUS preconiza e sabemos que, em três décadas, esta forma de rastreamento leva a que apenas 5% dos diagnósticos sejam feitos em estado inicial”, afirma Henrique Lima Couto, coordenador do Departamento de Imagem Mamária da SBM e vice-presidente da SBM-MG.

“Da forma como a agência propõe, as brasileiras que têm plano de saúde vão perder o direito de mamografia digital em qualquer idade. Também não poderão fazer o exame anualmente e ainda não terão o direito de realizá-lo a partir dos 40 anos”, lamenta o especialista.

A SBM destaca que, onde o protocolo que está em vigor é seguido, observa-se redução significativa na mortalidade por câncer de mama, com taxa de sobrevida 25% maior em dez anos para mulheres com diagnóstico.

“A partir dos 40 anos, toda mulher deve realizar mamografia anualmente. A recomendação é fazer o exame anualmente até os 75 anos. Em caso de alterações clínicas, em qualquer idade, a mulher deverá procurar o médico e fazer os exames solicitados”, defendem os porta-vozes da instituição em nota divulgada em outubro.

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Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), há vários tipos de câncer de mama. Alguns têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem lentamente. A maioria dos casos, quando tratados cedo, apresentam bom prognóstico

Não há uma causa específica para a doença. Contudo, fatores ambientais, genéticos, hormonais e comportamentais podem aumentar o risco de desenvolvimento da enfermidade. Além disso, o risco aumenta com a idade, sendo comum em pessoas com mais de 50 anos
Apesar de haver chances reais de cura se diagnosticado precocemente, o câncer de mama é desafiador. Muitas vezes, leva a força, os cabelos, os seios, a autoestima e, em alguns casos, a vida. Segundo o Inca, a enfermidade é responsável pelo maior número de óbitos por câncer na população feminina brasileira
Os principais sinais da doença são o aparecimento de caroços ou nódulos endurecidos e geralmente indolores. Além desses, alteração na característica da pele ou do bico dos seios, saída espontânea de líquido de um dos mamilos, nódulos no pescoço ou na região das axilas e pele da mama vermelha ou parecida com casca de laranja são outros sintomas
O famoso autoexame é extremamente importante na identificação precoce da doença. No entanto, para fazê-lo corretamente é importante realizar a avaliação em três momentos diferentes: em frente ao espelho, em pé e deitada
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Câncer de mama é uma doença caracterizada pela multiplicação desordenada de células da mama causando tumor. Apesar de acometer, principalmente, mulheres, a enfermidade também pode ser diagnosticada em homens

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Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), há vários tipos de câncer de mama. Alguns têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem lentamente. A maioria dos casos, quando tratados cedo, apresentam bom prognóstico

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Não há uma causa específica para a doença. Contudo, fatores ambientais, genéticos, hormonais e comportamentais podem aumentar o risco de desenvolvimento da enfermidade. Além disso, o risco aumenta com a idade, sendo comum em pessoas com mais de 50 anos

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Apesar de haver chances reais de cura se diagnosticado precocemente, o câncer de mama é desafiador. Muitas vezes, leva a força, os cabelos, os seios, a autoestima e, em alguns casos, a vida. Segundo o Inca, a enfermidade é responsável pelo maior número de óbitos por câncer na população feminina brasileira

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Os principais sinais da doença são o aparecimento de caroços ou nódulos endurecidos e geralmente indolores. Além desses, alteração na característica da pele ou do bico dos seios, saída espontânea de líquido de um dos mamilos, nódulos no pescoço ou na região das axilas e pele da mama vermelha ou parecida com casca de laranja são outros sintomas

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O famoso autoexame é extremamente importante na identificação precoce da doença. No entanto, para fazê-lo corretamente é importante realizar a avaliação em três momentos diferentes: em frente ao espelho, em pé e deitada

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Faça o autoexame. Em frente ao espelho, tire toda a roupa e observe os seios com os braços caídos. Em seguida, levante os braços e verifique as mamas. Por fim, coloque as mãos apoiadas na bacia, fazendo pressão para observar se existe alguma alteração na superfície dos seios

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A palpação de pé deve ser feita durante o banho com o corpo molhado e as mãos ensaboadas. Para isso, levante o braço esquerdo, colocando a mão atrás da cabeça. Em seguida, apalpe cuidadosamente a mama esquerda com a mão direita. Repita os passos no seio direito

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A palpação deve ser feita com os dedos da mão juntos e esticados, em movimentos circulares em toda a mama e de cima para baixo. Depois da palpação, deve-se também pressionar os mamilos suavemente para observar se existe a saída de qualquer líquido

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Por fim, deitada, coloque a mão esquerda na nuca. Em seguida, com a mão direita, apalpe o seio esquerdo verificando toda a região. Esses passos devem ser repetidos no seio direito para terminar a avaliação das duas mamas

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Mulheres após os 20 anos que tenham casos de câncer na família ou com mais de 40 anos sem casos de câncer na família devem realizar o autoexame da mama para prevenir e diagnosticar precocemente a doença

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O autoexame também pode ser feito por homens, que apesar da atipicidade, podem sofrer com esse tipo de câncer, apresentando sintomas semelhantes

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De acordo com especialistas, diante da suspeita da doença, é importante procurar um médico para dar início a exames oficiais, como a mamografia e análises laboratoriais, capazes de apontar a presença da enfermidade

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É importante saber que a presença de pequenos nódulos na mama não indica, necessariamente, que um câncer está se desenvolvendo. No entanto, se esse nódulo for aumentando ao longo do tempo ou se causar outros sintomas, pode indicar malignidade e, por isso, deve ser investigado por um médico

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O tratamento do câncer de mama dependerá da extensão da doença e das características do tumor. Contudo, pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica

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Os resultados, porém, são melhores quando a doença é diagnosticada no início. No caso de ter se espalhado para outros órgãos (metástases), o tratamento buscará prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida do paciente

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O que embasa a tese da ANS?

Assim como o SUS, a ANS quer seguir as recomendações de rastreamento do Instituto Nacional do Câncer (Inca), que defende a mamografia entre 50 e 69 anos a cada dois anos.

Segundo o Inca, a mamografia de rastreamento pode ajudar a reduzir a mortalidade por câncer de mama, mas também expõe a mulher a alguns riscos. São eles:

  • Falso positivo: suspeita de câncer de mama, sem que se confirme a doença. O alarme falso gera ansiedade e estresse, além da necessidade de outros exames;
  • Falso negativo: câncer existente, mas resultado normal (resultado falso negativo). O erro gera falsa segurança à mulher;
  • Overtreatment: ser diagnosticada e submetida a tratamento, com cirurgia (retirada parcial ou total da mama), quimioterapia e/ou radioterapia, de um câncer que não ameaçaria a vida. Isso ocorre em virtude do crescimento lento de certos tipos de câncer de mama;
  • Exposição aos raios-X: a mamografia é uma radiografia das mamas feita por um equipamento de raio-X chamado mamógrafo. Raramente causa câncer, mas há um discreto aumento do risco quanto mais frequente é a exposição. “Esse dado não deve desestimular as mulheres a se submeterem à mamografia, já que a exposição durante o exame é bem pequena, tornando o método bastante seguro para a detecção precoce”, diz o próprio Inca.

Segundo a ANS, ainda não há nenhuma mudança nos protocolos seguidos, e vale a regra das mamografias a partir dos 40 anos. A entidade destaca ainda que as consultas públicas são exatamente a oportunidade de o público contribuir nas tomadas de decisões.

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Fonte: www.metropoles.com

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