fadiga – News Rio https://newsrio.com.br Notícias do RIo Thu, 12 Mar 2026 20:16:54 +0000 pt-BR hourly 1 https://newsrio.com.br/wp-content/uploads/2026/03/272x90-150x90.png fadiga – News Rio https://newsrio.com.br 32 32 água com gás pode reduzir fadiga mental em atletas de e-sports https://newsrio.com.br/2026/03/12/agua-com-gas-pode-reduzir-fadiga-mental-em-atletas-de-e-sports/ Thu, 12 Mar 2026 20:16:54 +0000 https://newsrio.com.br/2026/03/12/agua-com-gas-pode-reduzir-fadiga-mental-em-atletas-de-e-sports/

Atletas de e-sports passam horas em frente às telas, concentrados em estratégias, reflexos rápidos e decisões constantes. Esse tipo de atividade exige grande esforço cognitivo e pode levar à chamada fadiga mental — um cansaço que afeta atenção, controle de impulsos e capacidade de raciocínio.

Um estudo feito pela Universidade de Tsukuba, no Japão, e publicado em 24 de janeiro na revista científica Computers in Human Behavior Report, investigou se algo simples como a água com gás poderia ajudar a reduzir esse desgaste durante partidas prolongadas.

Como o estudo foi realizado

A pesquisa avaliou 15 jovens adultos que jogavam videogames regularmente. Os participantes passaram por duas sessões de jogo com duração de três horas, em um experimento chamado de ensaio randomizado cruzado, na qual cada jogador participou de duas condições diferentes: em um sessão, consumiu água com gás, e na outra, água sem gás.

Durante as partidas de um jogo de futebol virtual, os pesquisadores acompanharam diferentes indicadores físicos e cognitivos dos participantes. Entre os fatores avaliados estavam:

  • A sensação subjetiva de fadiga;
  • O desempenho em testes de função executiva (capacidade de controle mental e tomada de decisões);
  • Diâmetro da pupila, indicador relacionado ao esforço cognitivo;
  • Frequência cardíaca;
  • Níveis de glicose no sangue;
  • Níveis de cortisol na saliva (hormônio associado ao estresse).

As medições foram feitas em diferentes momentos ao longo das três horas de jogo para entender como o cansaço mental evoluía durante a atividade.

Menos sinais de fadiga mental

Os resultados indicaram que quando os jogadores consumiram água com gás, alguns sinais de fadiga mental foram menores em comparação com a água comum.

Os participantes relataram menor sensação de cansaço e maior sensação de prazer durante o jogo. Além disso, testes cognitivos mostraram melhor desempenho em tarefas de função executiva, que avaliam atenção e controle mental.

Outro indicador observado foi o diâmetro da pupila. Segundo os pesquisadores, a constrição da pupila costuma aparecer quando o cérebro começa a apresentar sinais de fadiga cognitiva. Durante as sessões com água com gás, esse sinal foi menos evidente.

Apesar das diferenças observadas na fadiga mental, o desempenho competitivo dentro do jogo permaneceu semelhante entre as duas condições. Os pesquisadores não encontraram diferenças relevantes em indicadores como ações ofensivas ou defensivas.

No entanto, observaram que os participantes cometeram menos faltas nas partidas virtuais quando consumiram água com gás. Esse resultado pode indicar uma melhora no controle cognitivo e na capacidade de autorregulação durante o jogo.

No experimento, os cientistas não identificaram diferenças entre as duas bebidas em relação a frequência cardíaca, níveis de glicose e níveis de cortisol. Isso sugere que os efeitos observados não estão ligados a estímulos energéticos típicos de bebidas com cafeína ou açúcar.

Pesquisa sugere que a água com gás pode ajudar jogadores a manter o foco em partidas longas

Os pesquisadores explicam que a carbonatação da água com gás provoca uma sensação característica na garganta, que pode ativar receptores sensoriais ligados ao sistema nervoso. Essa estimulação pode influenciar regiões do cérebro relacionadas à atenção e ao controle executivo.

Para os autores, essa ativação sensorial poderia ajudar a manter as funções cognitivas durante tarefas que exigem concentração prolongada. Embora o estudo tenha sido realizado com um grupo pequeno, os resultados sugerem que a água com gás pode ser uma alternativa simples para ajudar a lidar com a fadiga mental em atividades digitais prolongadas, como os e-sports.

Ao contrário de bebidas energéticas, a água com gás não contém cafeína nem açúcar, o que pode representar uma opção mais neutra para quem busca manter o foco durante longos períodos de jogo.

Os autores destacam que novas pesquisas ainda são necessárias para entender melhor como a carbonatação pode influenciar o funcionamento do cérebro durante atividades cognitivas intensas.

Fonte: www.metropoles.com

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Suplemento de NAD⁺ alivia fadiga da Covid longa, sugere estudo de Harvard https://newsrio.com.br/2025/12/12/suplemento-de-nad%e2%81%ba-alivia-fadiga-da-covid-longa-sugere-estudo-de-harvard/ Fri, 12 Dec 2025 16:02:58 +0000 https://newsrio.com.br/2025/12/12/suplemento-de-nad%e2%81%ba-alivia-fadiga-da-covid-longa-sugere-estudo-de-harvard/

A Covid longa continua a ser um desafio deixado pela pandemia. Mesmo após a fase aguda da infecção, pacientes relatam sintomas persistentes que podem durar meses ou anos, como cansaço extremo, dificuldade de concentração — conhecida como névoa mental —, alterações do sono e queda importante na qualidade de vida. Até hoje, não existe um tratamento específico aprovado para essa condição.

Dentro desse cenário, pesquisadores da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, passaram a investigar o papel do NAD⁺ (nicotinamida adenina dinucleotídeo), uma molécula fundamental para o funcionamento das células.

O NAD⁺ participa diretamente da produção de energia, do reparo do DNA e da regulação de processos inflamatórios. Evidências científicas sugerem que infecções virais, incluindo a causada pelo Sars-CoV-2, podem reduzir os níveis dessa molécula no organismo, o que levantou a hipótese de que essa queda poderia estar relacionada à fadiga intensa e aos sintomas cognitivos observados na Covid longa.

A partir dessa ideia, cientistas testaram se suplementos capazes de aumentar os níveis de NAD⁺, como a nicotinamida ribosídeo (NR) — uma forma da vitamina B3 —, poderiam ajudar a aliviar parte desses sintomas.

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Como o estudo foi conduzido

O novo estudo foi publicado em novembro na revista científica eClinicalMedicine. Trata-se de um ensaio clínico randomizado, duplo-cego e controlado por placebo — considerado um dos desenhos mais robustos em pesquisas médicas.

Os 58 participantes eram adultos diagnosticados com Covid longa, que apresentavam sintomas persistentes, especialmente fadiga e queixas cognitivas, mesmo meses após a infecção inicial.

Durante 10 semanas de estudo, parte dos voluntários recebeu diariamente nicotinamida ribosídeo, enquanto o outro grupo recebeu placebo. Nem os participantes nem os pesquisadores sabiam quem estava em cada grupo durante a fase de acompanhamento, o que reduz o risco de viés nos resultados.

Ao longo das semanas, foram avaliados níveis de NAD⁺ no sangue, segurança do suplemento e mudanças nos sintomas relatados pelos próprios pacientes, como cansaço, clareza mental, sono e bem-estar geral.

O que os pesquisadores observaram

Os resultados mostraram que a suplementação com nicotinamida ribosídeo foi capaz de aumentar os níveis de NAD⁺ no organismo, confirmando que o composto cumpre seu papel biológico esperado. Além disso, os pesquisadores observaram sinais de melhora em sintomas frequentemente relatados por pacientes com Covid longa, como fadiga persistente e sensação de “mente lenta” ou dificuldade de concentração.

Essas melhorias foram percebidas principalmente por meio de escalas clínicas e relatos dos próprios participantes, que indicaram redução do cansaço e impacto positivo na qualidade de vida ao longo do acompanhamento.

No entanto, quando avaliados testes cognitivos objetivos, as diferenças entre o grupo que recebeu o suplemento e o grupo placebo foram mais discretas, o que reforça o caráter preliminar dos achados. Do ponto de vista da segurança, o suplemento foi bem tolerado, sem aumento significativo de eventos adversos em comparação ao placebo, um dado importante para qualquer proposta de tratamento futuro.

Os próprios autores do estudo destacam que os achados devem ser interpretados com cautela. O número de participantes foi limitado e o tempo de acompanhamento relativamente curto, o que impede conclusões definitivas sobre eficácia.

13 imagensDenominam-se Covid longa os casos em que os sintomas da infecção duram por mais de 4 semanas. Além disso, alguns outros pacientes até se recuperam rápido, mas apresentam problemas a longo prazo Um dos artigos mais recentes e abrangentes sobre o tema é de um grupo de universidades dos Estados Unidos, do México e da Suécia. Os pesquisadores selecionaram as publicações mais relevantes sobre a Covid prolongada pelo mundo e identificaram 55 sintomas principais 
Entre os 47.910 pacientes que integraram os estudos, os cinco principais sintomas detectados foram: fadiga, dor de cabeça, dificuldade de atenção, perda de cabelo e dificuldade para respirar 
 
A Covid prolongada também é comum após as versões leve e moderada da infecção, sem que o paciente tenha precisado de hospitalização. Cerca de 80% das pessoas que pegaram a doença ainda tinham algum sintoma pelo menos duas semanas após a cura do vírusAlém disso, um dos estudos analisados aponta que a fadiga após o coronavírus é mais comum entre as mulheres, assim como a perda de cabelo
Fechar modal.MetrópolesSem ter um nome definitivo, o conjunto de sintomas que continua após a cura da infecção pelo coronavírus é chamado de Síndrome Pós-Covid, Covid longa, Covid persistente ou Covid prolongada
 
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Sem ter um nome definitivo, o conjunto de sintomas que continua após a cura da infecção pelo coronavírus é chamado de Síndrome Pós-Covid, Covid longa, Covid persistente ou Covid prolongada

FreepikDenominam-se Covid longa os casos em que os sintomas da infecção duram por mais de 4 semanas. Além disso, alguns outros pacientes até se recuperam rápido, mas apresentam problemas a longo prazo 2 de 13

Denominam-se Covid longa os casos em que os sintomas da infecção duram por mais de 4 semanas. Além disso, alguns outros pacientes até se recuperam rápido, mas apresentam problemas a longo prazo

PixabayUm dos artigos mais recentes e abrangentes sobre o tema é de um grupo de universidades dos Estados Unidos, do México e da Suécia. Os pesquisadores selecionaram as publicações mais relevantes sobre a Covid prolongada pelo mundo e identificaram 55 sintomas principais 
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Um dos artigos mais recentes e abrangentes sobre o tema é de um grupo de universidades dos Estados Unidos, do México e da Suécia. Os pesquisadores selecionaram as publicações mais relevantes sobre a Covid prolongada pelo mundo e identificaram 55 sintomas principais

iStockEntre os 47.910 pacientes que integraram os estudos, os cinco principais sintomas detectados foram: fadiga, dor de cabeça, dificuldade de atenção, perda de cabelo e dificuldade para respirar 
 
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Entre os 47.910 pacientes que integraram os estudos, os cinco principais sintomas detectados foram: fadiga, dor de cabeça, dificuldade de atenção, perda de cabelo e dificuldade para respirar

Getty ImagesA Covid prolongada também é comum após as versões leve e moderada da infecção, sem que o paciente tenha precisado de hospitalização. Cerca de 80% das pessoas que pegaram a doença ainda tinham algum sintoma pelo menos duas semanas após a cura do vírus5 de 13

A Covid prolongada também é comum após as versões leve e moderada da infecção, sem que o paciente tenha precisado de hospitalização. Cerca de 80% das pessoas que pegaram a doença ainda tinham algum sintoma pelo menos duas semanas após a cura do vírus

FreepikAlém disso, um dos estudos analisados aponta que a fadiga após o coronavírus é mais comum entre as mulheres, assim como a perda de cabelo
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Além disso, um dos estudos analisados aponta que a fadiga após o coronavírus é mais comum entre as mulheres, assim como a perda de cabelo

MetrópolesEspecialistas acreditam que a Covid longa pode ser uma "segunda onda" dos danos causados pelo vírus no corpo. A infecção inicial faz com que o sistema imunológico de algumas pessoas fique sobrecarregado, atacando não apenas o vírus, mas os próprios tecidos do organismo 7 de 13

Especialistas acreditam que a Covid longa pode ser uma “segunda onda” dos danos causados pelo vírus no corpo. A infecção inicial faz com que o sistema imunológico de algumas pessoas fique sobrecarregado, atacando não apenas o vírus, mas os próprios tecidos do organismo

Getty ImagesPor enquanto, ainda não há um tratamento adequado para esse quadro clínico que aparece após a recuperação da Covid-19. O foco principal está no controle dos sintomas e no aumento gradual das atividades do dia a dia8 de 13

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Getty ImagesApesar de uma total recuperação da doença, estudos recentes da Universidade de Washington em Saint Louis, nos Estados Unidos, alertam que qualquer pessoa recuperada da Covid-19 pode sofrer complicações no ano seguinte à infecção, uma covid longa9 de 13

Apesar de uma total recuperação da doença, estudos recentes da Universidade de Washington em Saint Louis, nos Estados Unidos, alertam que qualquer pessoa recuperada da Covid-19 pode sofrer complicações no ano seguinte à infecção, uma covid longa

Getty ImagesForam analisados os dados de 150 mil pessoas que tiveram Covid-19 para chegar às complicações mais comuns 10 de 13

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Getty Images O risco de ter um ataque cardíaco, por exemplo, é 63% maior para quem já teve a infecção. A chance de doença arterial coronariana sobe para 72%, e para infarto, 52%11 de 13

O risco de ter um ataque cardíaco, por exemplo, é 63% maior para quem já teve a infecção. A chance de doença arterial coronariana sobe para 72%, e para infarto, 52%

Getty ImagesTambém chama a atenção dos cientistas o aumento da quantidade de pacientes com depressão e ansiedade12 de 13

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Getty ImagesO estudo também registrou casos de Doença Arterial Coroniana, falência cardíaca, coágulos sanguíneos, batimentos irregulares e embolia pulmonar13 de 13

O estudo também registrou casos de Doença Arterial Coroniana, falência cardíaca, coágulos sanguíneos, batimentos irregulares e embolia pulmonar

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 Próximos passos

Os resultados não comprovam que suplementos de NAD⁺ tratam ou curam a Covid longa, mas indicam que essa pode ser uma linha promissora de investigação científica. Os especialistas reforçam que suplementos disponíveis comercialmente não devem ser vistos como solução comprovada para a condição e que qualquer uso deve ser discutido com profissionais de saúde.

Ainda assim, o estudo contribui para um entendimento mais profundo dos mecanismos biológicos envolvidos na Covid longa e aponta que alterações no metabolismo energético das células podem ter papel central nos sintomas persistentes.

A expectativa dos pesquisadores é que esses resultados sirvam de base para ensaios clínicos maiores, com mais participantes e acompanhamento prolongado, capazes de confirmar se o aumento dos níveis de NAD⁺ pode, de fato, ser traduzido em benefícios clínicos consistentes para pessoas com Covid longa.

Fonte: www.metropoles.com

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3 tipos de alimentos que afastam a fadiga e dão mais energia https://newsrio.com.br/2025/12/01/3-tipos-de-alimentos-que-afastam-a-fadiga-e-dao-mais-energia/ Mon, 01 Dec 2025 16:26:35 +0000 https://newsrio.com.br/2025/12/01/3-tipos-de-alimentos-que-afastam-a-fadiga-e-dao-mais-energia/

Você sabia que fazer boas escolhas alimentares influencia diretamente a sensação de disposição? A dieta tem papel essencial no funcionamento do organismo e em afastar a fadiga, mas o que devemos comer para manter a energia?

Uma das reações mais instintivas que temos ao cansaço, especialmente no início da tarde, é “comer um docinho” para sentir o pico de energia. Estes picos, entretanto, não trazem grandes benefícios já que aumentam subitamente os níveis de glicose no organismo e, assim como ela subiu, ela cai de uma vez, levando o corpo muitas vezes a um cansaço ainda maior.

Médicos ouvidos pelo Metrópoles apontam que incluir fibras, carboidratos complexos e proteínas com o correto equilíbrio na dieta pode retardar a absorção de açúcar na corrente sanguínea e reduzir as oscilações de energia. Dessa forma, o corpo responde com liberação contínua de combustível e evita as quedas abruptas.

O que comer para afastar a fadiga?

No consumo de proteínas, obtidas principalmente na ingestão de alimentos de origem animal, a recomendação da nutricionista Ana Cristina Gutiérrez, da Herbalife, é de que a ingestão seja de aproximadamente 1,2 grama de proteína para cada kg do peso corporal por dia. Ou seja, uma pessoa de 70 kg deveria incluir 84 gramas de proteína no prato diariamente.

“Esses aminoácidos participam do metabolismo energético e de vias metabólicas importantes. Portanto, a deficiência de proteínas na dieta pode levar à redução de eficiência energética, causando a sensação de fraqueza ou fadiga que não melhora com repouso”, indica a especialista.

As recomendações dietéticas da Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda aconselham a manter uma ingestão de cerca de 30 gramas de fibras por dia, obtidas em frutas e vegetais, especialmente. Além disso, deve-se manter a ingestão de uma quantidade de carboidratos complexos que corresponda a cerca de 50% das calorias ingeridas ao longo do dia. Eles são obtidos em grãos integrais, leguminosas e frutas.

Exemplo de pratos equilibrados

Embora seja possível traçar recomendações gerais, uma dieta saudável e equilibrada deve levar em consideração as características de cada organismo, fato que leva os especialistas a recomendarem que cada pessoa busque um especialista para montar seu próprio plano alimentar.

“O ideal é montar refeições equilibradas, que combinem carboidratos e proteínas, e incluir fontes de vitaminas e minerais”, explica a nutricionista Gisele Pavin, da Nestlé.

Um exemplo de cardápio equilibrado para afastar o cansaço é ter um café da manhã com aveia, frutas e iogurte natural; almoçar um prato com salada, arroz integral e frango grelhado; e jantar uma sopa de legumes com proteína de soja.

<b>Dieta Dash –</b> A sigla significa, em português, Métodos para Combater a Hipertensão e foca não só em diminuir a quantidade de sódio ingerida, mas em alimentos ricos em proteínas, fibras, potássio, magnésio e cálcio. A dieta tem 20 anos e é reconhecida por várias publicações científicas pela eficiência em reduzir a pressão arterial e controlar o peso
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Dieta Dash – A sigla significa, em português, Métodos para Combater a Hipertensão e foca não só em diminuir a quantidade de sódio ingerida, mas em alimentos ricos em proteínas, fibras, potássio, magnésio e cálcio. A dieta tem 20 anos e é reconhecida por várias publicações científicas pela eficiência em reduzir a pressão arterial e controlar o peso

iStock

<b>Dieta Mediterrânea –</b> Baseada em alimentos frescos, escolhidos conforme a estação do ano, e naturais, é interessante por permitir consumo moderado de vinho, leite e queijo. O cardápio é tradicional na Itália, Grécia e Espanha, usa bastante peixe e azeite, e, desde 2010, é considerado patrimônio imaterial da humanidade. Além de ajudar a perder peso, diminui o risco de doenças cardiovasculares
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Dieta Mediterrânea – Baseada em alimentos frescos, escolhidos conforme a estação do ano, e naturais, é interessante por permitir consumo moderado de vinho, leite e queijo. O cardápio é tradicional na Itália, Grécia e Espanha, usa bastante peixe e azeite, e, desde 2010, é considerado patrimônio imaterial da humanidade. Além de ajudar a perder peso, diminui o risco de doenças cardiovasculares

<b>Dieta Flexitariana –</b> Sugere uma redução de até 70% do consumo de carne, substituindo a proteína animal por vegetais, frutas, sementes, castanhas e cereais. Com o regime, o organismo ficaria mais bem nutrido e funcionaria melhor. É recomendado começar trocando a carne vermelha por frango ou peixe e procurar um nutricionista para acompanhar a necessidade de suplementação de vitamina B12, encontrada em alimentos de origem animal
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Dieta Flexitariana – Sugere uma redução de até 70% do consumo de carne, substituindo a proteína animal por vegetais, frutas, sementes, castanhas e cereais. Com o regime, o organismo ficaria mais bem nutrido e funcionaria melhor. É recomendado começar trocando a carne vermelha por frango ou peixe e procurar um nutricionista para acompanhar a necessidade de suplementação de vitamina B12, encontrada em alimentos de origem animal

Dose Juice/Unsplash

<b>Dieta MIND –</b> Inspirada nas dietas Mediterrânea e Dash, a MIND é feita especificamente para otimizar a saúde do cérebro, cortando qualquer alimento que possa afetar o órgão e focando em nozes, vegetais folhosos e algumas frutas. Um estudo feito pelo Instituto Nacional de Envelhecimento dos Estados Unidos descobriu que os pacientes que seguiram a dieta diminuíram o risco de Alzheimer de 35% a 53%, de acordo com a disciplina para seguir as recomendações
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Dieta MIND – Inspirada nas dietas Mediterrânea e Dash, a MIND é feita especificamente para otimizar a saúde do cérebro, cortando qualquer alimento que possa afetar o órgão e focando em nozes, vegetais folhosos e algumas frutas. Um estudo feito pelo Instituto Nacional de Envelhecimento dos Estados Unidos descobriu que os pacientes que seguiram a dieta diminuíram o risco de Alzheimer de 35% a 53%, de acordo com a disciplina para seguir as recomendações

iStock

<b> Dieta TLC –</b> Criada pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, pretende cortar o colesterol para melhorar a alimentação dos pacientes. São permitidos vegetais, frutas, pães integrais, cereais, macarrão integral e carnes magras. Há variações de acordo com cada objetivo, como melhorar o colesterol e perder peso
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Dieta TLC – Criada pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, pretende cortar o colesterol para melhorar a alimentação dos pacientes. São permitidos vegetais, frutas, pães integrais, cereais, macarrão integral e carnes magras. Há variações de acordo com cada objetivo, como melhorar o colesterol e perder peso

<b> Dieta Nórdica –</b> Como o nome sugere, a dieta é baseada na culinária de países nórdicos e dá bastante enfoque ao consumo de peixes (salmão, arenque e cavala), legumes, grãos integrais, laticínios, nozes e vegetais, além de óleo de canola no lugar do azeite. Segundo a OMS, o regime reduz o risco de câncer, diabetes e doenças cardiovasculares
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Dieta Nórdica – Como o nome sugere, a dieta é baseada na culinária de países nórdicos e dá bastante enfoque ao consumo de peixes (salmão, arenque e cavala), legumes, grãos integrais, laticínios, nozes e vegetais, além de óleo de canola no lugar do azeite. Segundo a OMS, o regime reduz o risco de câncer, diabetes e doenças cardiovasculares

David B Townsend/Unsplash

<b>Dieta Volumétrica </b> – Criada pela nutricionista Barbara Rolls, a ideia é diminuir a quantidade de caloria das refeições, mas mantendo o volume de alimentos ingeridos. São usados alimentos integrais, frutas e verduras que proporcionam saciedade e as comidas são divididas pela densidade energética
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Dieta Volumétrica – Criada pela nutricionista Barbara Rolls, a ideia é diminuir a quantidade de caloria das refeições, mas mantendo o volume de alimentos ingeridos. São usados alimentos integrais, frutas e verduras que proporcionam saciedade e as comidas são divididas pela densidade energética

<b>Vigilantes do Peso </b> – O programa existe há mais de 50 anos e estabelece uma quantidade de pontos para cada tipo de alimento e uma meta máxima diária para cada pessoa, que pode criar o próprio cardápio dentro das orientações. Além disso, há o incentivo a atividades físicas e encontros entre os participantes para trocar experiências
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Vigilantes do Peso – O programa existe há mais de 50 anos e estabelece uma quantidade de pontos para cada tipo de alimento e uma meta máxima diária para cada pessoa, que pode criar o próprio cardápio dentro das orientações. Além disso, há o incentivo a atividades físicas e encontros entre os participantes para trocar experiências

Ola Mishchenko/Unsplash

<b>Dieta Mayo Clinic –</b> Publicada em 2017 pelos médicos da Mayo Clinic, um dos hospitais mais reconhecidos dos Estados Unidos, o programa é dividido em duas partes: perca e viva. Na primeira etapa, 15 hábitos são revistos para garantir que o paciente não desista e frutas e vegetais são liberados. Em seguida, aprende-se quantas calorias  devem ser ingeridas e onde encontrá-las. Nenhum grupo alimentar está eliminado e tudo funciona com equilíbrio
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Dieta Mayo Clinic – Publicada em 2017 pelos médicos da Mayo Clinic, um dos hospitais mais reconhecidos dos Estados Unidos, o programa é dividido em duas partes: perca e viva. Na primeira etapa, 15 hábitos são revistos para garantir que o paciente não desista e frutas e vegetais são liberados. Em seguida, aprende-se quantas calorias devem ser ingeridas e onde encontrá-las. Nenhum grupo alimentar está eliminado e tudo funciona com equilíbrio

Rui Silvestre/Unsplash

<b> Dieta Asiática –</b> O continente é enorme, mas há traços comuns na gastronomia de toda a região. Uma ONG de Boston definiu uma pirâmide alimentar baseada nos costumes orientais: vegetais, frutas, castanhas, sementes, legumes e cereais integrais, assim como soja, peixe e frutos do mar são muito usados, enquanto laticínios, ovos e outros óleos podem ser consumidos em menor frequência. A dieta pede também pelo menos seis copos de água ou chá por dia, e saquê, vinho e cerveja podem ser degustados com moderação
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Dieta Asiática – O continente é enorme, mas há traços comuns na gastronomia de toda a região. Uma ONG de Boston definiu uma pirâmide alimentar baseada nos costumes orientais: vegetais, frutas, castanhas, sementes, legumes e cereais integrais, assim como soja, peixe e frutos do mar são muito usados, enquanto laticínios, ovos e outros óleos podem ser consumidos em menor frequência. A dieta pede também pelo menos seis copos de água ou chá por dia, e saquê, vinho e cerveja podem ser degustados com moderação

Sharon Chen/Unsplash

Investigação médica do cansaço

A endocrinologista Deborah Beranger, do Rio de Janeiro, reforça que sinais prolongados de fadiga e exaustão que não melhorem com mudanças da dieta e um regime de sono mais saudável precisam de avaliação médica.

“Várias podem ser as causas. Temos que investigar anemia, diabetes, o hipotireoidismo — que é a diminuição da produção de hormônio de tireoide —, depressão e outros transtornos mentais como o burnout e até alterações cardíacas que comprometam o funcionamento do coração para mandar sangue para o corpo”, recomenda a médica.

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Fonte: www.metropoles.com

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Câncer de mama: estudo descobre por que sobreviventes vivem com fadiga https://newsrio.com.br/2025/08/13/cancer-de-mama-estudo-descobre-por-que-sobreviventes-vivem-com-fadiga/ Wed, 13 Aug 2025 18:18:57 +0000 https://newsrio.com.br/2025/08/13/cancer-de-mama-estudo-descobre-por-que-sobreviventes-vivem-com-fadiga/

Mulheres que tiveram câncer de mama costumam lidar com sequelas da doença e do tratamento por um longo prazo. Uma das consequências menos conhecidas do câncer é uma fadiga constante — a relação entre o cansaço e a doença ganharam novos contornos em um estudo recente.

Uma investigação feita por médicos da Universidade George Mason, nos Estados Unidos, analisou como sobreviventes de câncer de mama reagem a tarefas físicas e mentais. O estudo avaliou como a fadiga e inflamação, dois fatores comuns em mulheres que passaram pela doença, afetam a qualidade de vida.

Principais sintomas do câncer de mama

  • Aparecimento de nódulo, geralmente indolor, duro e irregular, nas mamas.
  • Edema na pele, que fica com aparência de casca de laranja.
  • Retração da pele.
  • Dor.
  • Inversão do mamilo.
  • Descamação ou ulceração do mamilo.
  • Secreção transparente, rosada ou avermelhada que sai do mamilo.
  • Linfonodos palpáveis na axila.

Foram acompanhadas 46 mulheres, divididas em três grupos. Um realizou um teste de caminhada ou corrida. Outro executou um exame de atenção no computador. O terceiro assistiu a um vídeo sobre a natureza, funcionando como controle. Amostras de sangue e relatos de fadiga foram coletados antes, durante e 30 minutos depois do teste.

O estudo, publicado na edição de junho da BMC Women’s Health, mediu a fadiga com o sistema FACIT-F, que estabelece níveis para o cansaço clínico e como ele afeta a qualidade de vida dos pacientes. Além disso, foram analisados marcadores como TGF-β e eotaxina, ligados à função imunológica, ao estresse e ao humor. O objetivo foi entender a ligação entre cansaço persistente e processos inflamatórios no organismo.

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Relação da fadiga com o câncer de mama

Mulheres que relataram fadiga elevada no início do teste apresentaram aumento de marcadores de inflamação corporal após as tarefas físicas ou mentais. A reação foi mais intensa nos níveis de TGF-β e eotaxina, mesmo em atividades curtas.

Até o grupo de controle, que assistiu ao vídeo, mostrou aumento de inflamação quando havia fadiga prévia. Isso sugere que a reatividade inflamatória pode ocorrer mesmo diante de estímulos considerados leves.

A maioria dos marcadores de inflamação e níveis de fadiga, no entanto, não mudou significativamente após esforço breve. Isso indica que tarefas curtas não afetam todos os sobreviventes de forma igual.

16 imagensSegundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), há vários tipos de câncer de mama. Alguns têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem lentamente. A maioria dos casos, quando tratados cedo, apresentam bom prognósticoNão há uma causa específica para a doença. Contudo, fatores ambientais, genéticos, hormonais e comportamentais podem aumentar o risco de desenvolvimento da enfermidade. Além disso, o risco aumenta com a idade, sendo comum em pessoas com mais de 50 anosApesar de haver chances reais de cura se diagnosticado precocemente, o câncer de mama é desafiador. Muitas vezes, leva a força, os cabelos, os seios, a autoestima e, em alguns casos, a vida. Segundo o Inca, a enfermidade é responsável pelo maior número de óbitos por câncer na população feminina brasileiraOs principais sinais da doença são o aparecimento de caroços ou nódulos endurecidos e geralmente indolores. Além desses, alteração na característica da pele ou do bico dos seios, saída espontânea de líquido de um dos mamilos, nódulos no pescoço ou na região das axilas e pele da mama vermelha ou parecida com casca de laranja são outros sintomasO famoso autoexame é extremamente importante na identificação precoce da doença. No entanto, para fazê-lo corretamente é importante realizar a avaliação em três momentos diferentes: em frente ao espelho, em pé e deitadaFechar modal.1 de 16

Câncer de mama é uma doença caracterizada pela multiplicação desordenada de células da mama causando tumor. Apesar de acometer, principalmente, mulheres, a enfermidade também pode ser diagnosticada em homens

Sakan Piriyapongsak / EyeEm/ Getty Images2 de 16

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), há vários tipos de câncer de mama. Alguns têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem lentamente. A maioria dos casos, quando tratados cedo, apresentam bom prognóstico

Science Photo Library – ROGER HARRIS/ Getty Images3 de 16

Não há uma causa específica para a doença. Contudo, fatores ambientais, genéticos, hormonais e comportamentais podem aumentar o risco de desenvolvimento da enfermidade. Além disso, o risco aumenta com a idade, sendo comum em pessoas com mais de 50 anos

Jupiterimages/ Getty Images4 de 16

Apesar de haver chances reais de cura se diagnosticado precocemente, o câncer de mama é desafiador. Muitas vezes, leva a força, os cabelos, os seios, a autoestima e, em alguns casos, a vida. Segundo o Inca, a enfermidade é responsável pelo maior número de óbitos por câncer na população feminina brasileira

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Os principais sinais da doença são o aparecimento de caroços ou nódulos endurecidos e geralmente indolores. Além desses, alteração na característica da pele ou do bico dos seios, saída espontânea de líquido de um dos mamilos, nódulos no pescoço ou na região das axilas e pele da mama vermelha ou parecida com casca de laranja são outros sintomas

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O famoso autoexame é extremamente importante na identificação precoce da doença. No entanto, para fazê-lo corretamente é importante realizar a avaliação em três momentos diferentes: em frente ao espelho, em pé e deitada

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Faça o autoexame. Em frente ao espelho, tire toda a roupa e observe os seios com os braços caídos. Em seguida, levante os braços e verifique as mamas. Por fim, coloque as mãos apoiadas na bacia, fazendo pressão para observar se existe alguma alteração na superfície dos seios

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A palpação de pé deve ser feita durante o banho com o corpo molhado e as mãos ensaboadas. Para isso, levante o braço esquerdo, colocando a mão atrás da cabeça. Em seguida, apalpe cuidadosamente a mama esquerda com a mão direita. Repita os passos no seio direito

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A palpação deve ser feita com os dedos da mão juntos e esticados, em movimentos circulares em toda a mama e de cima para baixo. Depois da palpação, deve-se também pressionar os mamilos suavemente para observar se existe a saída de qualquer líquido

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Por fim, deitada, coloque a mão esquerda na nuca. Em seguida, com a mão direita, apalpe o seio esquerdo verificando toda a região. Esses passos devem ser repetidos no seio direito para terminar a avaliação das duas mamas

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Mulheres após os 20 anos que tenham casos de câncer na família ou com mais de 40 anos sem casos de câncer na família devem realizar o autoexame da mama para prevenir e diagnosticar precocemente a doença

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O autoexame também pode ser feito por homens, que apesar da atipicidade, podem sofrer com esse tipo de câncer, apresentando sintomas semelhantes

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De acordo com especialistas, diante da suspeita da doença, é importante procurar um médico para dar início a exames oficiais, como a mamografia e análises laboratoriais, capazes de apontar a presença da enfermidade

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É importante saber que a presença de pequenos nódulos na mama não indica, necessariamente, que um câncer está se desenvolvendo. No entanto, se esse nódulo for aumentando ao longo do tempo ou se causar outros sintomas, pode indicar malignidade e, por isso, deve ser investigado por um médico

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O tratamento do câncer de mama dependerá da extensão da doença e das características do tumor. Contudo, pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica

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Os resultados, porém, são melhores quando a doença é diagnosticada no início. No caso de ter se espalhado para outros órgãos (metástases), o tratamento buscará prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida do paciente

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Impacto nos riscos de reicidiva

Entender este efeito colateral é importante até para prever riscos de possíveis retornos da doença. “Estudar a inflamação em sobreviventes de câncer de mama é importante porque pesquisas anteriores mostraram uma ligação entre a inflamação e a progressão ou recorrência do câncer”, explica Ali Weinstein, coordenador da pesquisa, em comunicado à imprensa.

A fadiga também pode influenciar fortemente a qualidade de vida diária dos sobreviventes e acumular efeitos inflamatórios ao longo do tempo. Por isso, os médicos que participaram do estudo recomendam estratégias de controle adaptadas ao nível de cansaço e à reatividade individual e que médicos façam o acompanhamento clínico desse sintoma nas consultas de retorno de suas pacientes.

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Fonte: www.metropoles.com

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“Tenho fadiga constante”, diz jovem que vive com 3 doenças autoimunes https://newsrio.com.br/2025/06/16/tenho-fadiga-constante-diz-jovem-que-vive-com-3-doencas-autoimunes/ https://newsrio.com.br/2025/06/16/tenho-fadiga-constante-diz-jovem-que-vive-com-3-doencas-autoimunes/#respond Mon, 16 Jun 2025 06:47:15 +0000 https://newsrio.com.br/2025/06/16/tenho-fadiga-constante-diz-jovem-que-vive-com-3-doencas-autoimunes/ “Tenho fadiga constante”, diz jovem que vive com 3 doenças autoimunes

A estudante de enfermagem Rayssa Machado, 21 anos, tem o diagnóstico de três doenças de características autoimunes. Desde a infância, ela convive com sintomas que aos poucos descobriu serem de psoríase, lúpus e hidradenite supurativa, condições que afetam a pele e os órgãos internos.

Moradora de São José dos Campos, no interior paulista, Rayssa tem a lembrança de viver com as doenças desde suas memórias mais antigas. O primeiro diagnóstico que recebeu foi o da psoríase, após apresentar escamas e coceiras no couro cabeludo.

“Não se falava disso na época. Sofri muito com piadas e preconceito na escola. As pessoas achavam que era falta de higiene ou piolho”, conta.

Em uma das últimas crises severas de psoríase, em 2023, Rayssa chegou a ficar careca. “Não é fácil. Nessa crise, eu perdi 80% dos fios, fiquei praticamente careca. O processo inflamatório da psoríase estava tão exacerbado que estava consumindo muito ferro do meu corpo e fiquei anêmica. As lesões cobriram meu rosto, abdômen e pescoço. Senti que estava à beira de um colapso físico e emocional”, conta.

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Casos graves da psoríase afetam tanto a autoestima como a saúde física de quem tem a condição. “Muitas vezes ela é diminuída como se fosse apenas uma simples doença de pele. Mas a verdade é que ela pode afetar muito mais do que o tecido cutâneo, indo além da superfície e atingindo as articulações, o coração, o trato gastointestinal e outros órgãos. O distúrbio é causado por um sistema imunológico excessivamente ativo, que pode atacar muitas áreas do corpo”, explica o dermatologista Daniel Cassiano, da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional São Paulo (SBD-SP).

4 imagensNa última crise de psoríase, em 2023, Rayssa quase perdeu todo seu cabeloEla avalia que perdeu 80% do cabeloRayssa chegou a ficar internada para tratar uma crise de lúpus que atingiu seus rins em 2024Fechar modal.1 de 4

As crises de hidradenite levaram à formação de inchaços dolorosos, especialmente nas axilas e na virilha

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Na última crise de psoríase, em 2023, Rayssa quase perdeu todo seu cabelo

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Ela avalia que perdeu 80% do cabelo

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Rayssa chegou a ficar internada para tratar uma crise de lúpus que atingiu seus rins em 2024

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Diagnóstico de hidradenite supurativa

Na adolescência, novas dores surgiram. Aos 13 anos, abcessos passaram a aparecer nas axilas e na virilha de Rayssa. A dor era intensa e as lesões recorrentes. Por anos, os sintomas foram tratados como furúnculos. O diagnóstico correto só veio anos depois: hidradenite supurativa.

A hidradenite é uma inflamação crônica do folículo piloso. Afeta principalmente mulheres jovens e provoca nódulos dolorosos, secreção e, muitas vezes, odor. Estima-se que 850 mil brasileiros vivam com a condição, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

“Passei por vários médicos. Achavam que uma forma agressiva da psoríase podia estar causando as feridas. Mas os medicamentos não ajudavam e a dor continuava. É doloroso, visível e afeta muito a autoestima”, diz Rayssa. Só três anos depois, em um pronto-socorro, um médico suspeitou da hidradenite.

Para a jovem, o diagnóstico de  hidradenite foi um divisor de águas. “Foi quando comecei a entender quem eu era. Fui obrigada a olhar para mim de forma diferente e comecei a falar sobre isso nas redes”, conta. Hoje ela é influenciadora na área da saúde.

Descoberta do lúpus

Apesar de conviver com duas doenças crônicas, Rayssa não estava preparada para receber um novo diagnóstico relacionado ao sistema imunológico. Ela diz que viu o mundo cair quando descobriu o lúpus.

“Apesar de ser algo complexo, de difícil manejo e atrapalhar muito a minha qualidade de vida, eu já tinha aprendido a lidar com as crises de psoríase e hidradenite. Cabelo cresce, pele melhora, autoestima a gente lida. Mas saber que tenho uma doença sistêmica que pode afetar os meus rins, o meu pulmão ou qualquer órgão saudável foi algo que me baqueou de uma maneira extraordinária”, diz ela.

O lúpus exige controle constante. Rayssa precisa manter a alimentação equilibrada, evitar o sol, tomar medicações imunossupressoras e fazer acompanhamento com múltiplos especialistas. “É o que mais pesa no meu dia a dia. A fadiga é constante, mesmo quando está em remissão”, afirma.

Em 2024, ela teve uma crise intensa de lúpus que levou à inflamação dos rins. “Fiquei sete dias internada tomando corticoide, porque não tem muito a ser feito, sabe? Assustou muito. Você está de boa na sua vida e, do nada, é internada. Só quem tem doenças crônicas sabe”, diz.

O tratamento do lúpus depende do tipo de manifestação da doença e deve ser individualizado. “O foco é tentar controlar a atividade da doença, prevenindo a perda de função dos órgãos e evitando danos irreversíveis ao paciente”, afirma o reumatologista Odirlei Andre Monticielo, da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR).

Três doenças autoimunes simultâneas

Segundo Monticielo, algumas doenças autoimunes podem aumentar, ainda que levemente, o risco de desenvolvimento de outras. No entanto, é difícil dizer que lúpus e psoríase, por exemplo, estão conectadas em uma cadeia clara de causa e consequência.

“O sistema imunológico é muito difícil de ser totalmente compreendido. O aparecimento de uma doença autoimune depende de uma herança genética e também pode ser desencadeada por fatores ambientais, como radiação ultravioleta, infecções virais, dentre outros. É difícil entender seus gatilhos e causas”, considera.

Desafios no acesso ao tratamento

O tratamento das três doenças envolve um sistema de cuidados contínuos. Rayssa faz acompanhamento com dermatologista, reumatologista, nutricionista, psicólogo e psiquiatra. Também depende do Sistema Único de Saúde (SUS) para ter acesso a medicamentos de alto custo.

Ela usa medicamentos orais e injetáveis. “São muitas consultas, exames, burocracias. É cansativo. Mas não dá para abrir mão. Negligenciar um sintoma pode gerar crise em outra doença. Tudo está conectado”, explica.

Informação como ferramenta de resistência

“A dor física é forte, mas o cansaço emocional é maior. É acordar todo dia sabendo que não posso relaxar. Qualquer descuido vira crise, internação ou retrocesso”, explica.

Apesar do cansaço e das limitações físicas, Rayssa segue estudando, criando conteúdo e tentando manter a rotina equilibrada. “Às vezes, tenho que matar os mesmos dez leões por dia. Mas sigo. Tenho consciência de que as doenças não me definem”, diz.

Ela reforça que o acesso à informação pode mudar o rumo da vida de quem convive com essas condições. “Muita gente sofre em silêncio por falta de diagnóstico. Eu quero que essas pessoas saibam que existe vida além da dor”.

No auge da pandemia, Rayssa criou um perfil no Instagram para falar das doenças e encontrar apoio. “Eu queria que alguém me dissesse que não estava sozinha. Hoje sou essa pessoa para muita gente”, diz. A comunidade digital virou uma rede de apoio.

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Fonte: www.metropoles.com

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