Fakes – News Rio https://newsrio.com.br Notícias do RIo Thu, 18 Dec 2025 13:50:47 +0000 pt-BR hourly 1 https://newsrio.com.br/wp-content/uploads/2026/03/272x90-150x90.png Fakes – News Rio https://newsrio.com.br 32 32 Anvisa proíbe suplementos e remédios fakes, incluindo Mounjaro natural https://newsrio.com.br/2025/12/18/anvisa-proibe-suplementos-e-remedios-fakes-incluindo-mounjaro-natural/ Thu, 18 Dec 2025 13:50:47 +0000 https://newsrio.com.br/2025/12/18/anvisa-proibe-suplementos-e-remedios-fakes-incluindo-mounjaro-natural/

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou na segunda-feira (15/12) uma série de decisões que limitou a venda de produtos falsificados e irregulares. Entre eles estão incluídos produtos que alegavam capacidades terapêuticas que não tinham, como o “Mounjaro natural” e um suplemento para tratar candidíase, o que é proibido.

A medida suspende a comercialização, distribuição, fabricação, divulgação e consumo das marcas em todo território nacional. Entre os produtos atingidos estão:

  • Todos os lotes do medicamento clandestino da marca Seiva Real;
  • Todos os lotes de produtos da empresa Pharmacêutica Indústria e Laboratório Nutracêuticos;
  • O produto clandestino Ex Magrinha; Ex Magro(A), de origem desconhecida;
  • Todos os produtos da empresa R.T.K Indústria De Cosméticos E Alimentos Naturais;
  • Todos os lotes do suplemento Candfemm, de origem desconhecida;
  • O lote 071a da supra ômega 3 tg 18 epa/12 dha + vitamina e – marca global suplementos, de empresa desconhecida.

O órgão também reforçou que consumidores devem interromper o uso dos produtos listados e que pontos de venda digitais e eletrônicos devem retirar a marca de seus estoques. A agência destacou que irregularidades sanitárias envolvem riscos à saúde pública, sobretudo quando itens prometem benefícios terapêuticos sem comprovação ou autorização.

Medicamentos clandestinos no radar da Anvisa

Entre as proibições, estão as restrições de todos os lotes de medicamento clandestino da marca Seiva Real, que comercializa o chamado “Mounjaro natural”. A fiscalização comprovou propaganda e anúncio de venda do produto, que além de ser um fitoterápicos sem registro, alegava poderes terapêuticos que não possui, semelhantes ao da famosa caneta emagrecedora.

O produto vinha sendo divulgado nas redes sociais como alternativa ao medicamento original utilizado no tratamento de diabetes e emagrecimento. De acordo com a Anvisa, não existe qualquer autorização sanitária para comercialização desse item, apesar das promessas terapêuticas veiculadas na publicidade.

A ação de fiscalização também atingiu o produto clandestino conhecido como “Ex Magrinha; Ex Magro(a)”. Fabricado por origem desconhecida, o item foi proibido em todas as etapas da cadeia. O produto era apresentado como suplemento alimentar, embora se enquadre como falso medicamento.

A agência ressaltou que itens com apelo ao emagrecimento costumam explorar expectativas do público e circular amplamente em ambientes digitais, mesmo que com a ausência de autorização seja impossível avaliar os riscos associados ao consumo.

Foto de injeção de Mounjaro sobre balança - Metrópoles
Mounjaro verdadeiro é vendido apenas pela fabricante Eli Lilly e para pessoas com receita médica

Suplementos com alegações proibidas

No caso da Pharmacêutica Indústria e Laboratório Nutracêuticos Ltda., a Anvisa apontou falta de regularização junto ao órgão competente. A fiscalização identificou presença de elementos não autorizados em alimentos e ausência de registro sanitário para suplemento alimentar de probiótico, como era vendido.

Ainda entre os produtos que tiveram restrição completa, a R.T.K Indústria de Cosméticos e Alimentos Naturais teve todos os produtos suspensos. A decisão ocorreu após resultado insatisfatório em inspeção relacionada às boas práticas de fabricação. A Anvisa informou que falhas nesse processo comprometem segurança e qualidade dos itens disponibilizados ao público, o que justifica retirada integral da linha até regularização.

Já o suplemento Supra Ômega 3 TG 18 EPA/12 DHA + Vitamina E, da marca Global Suplementos, teve proibição do lote 071A já que a Akron Pharma Ltda., responsável pela fabricação do produto original, não o reconhece. O item era comercializado por meio da plataforma Shopee. A Anvisa constatou diferenças no material de rotulagem, com qualidade e acabamento distintos do padrão reconhecido.

Outro alvo da fiscalização foi o suplemento alimentar Candfemm. O produto, de empresa sem identificação conhecida, não possui registro junto à Anvisa, apesar de alegar conter probióticos destinados à saúde vaginal e intestinal. A propaganda veiculava promessas não aprovadas, entre elas a expressão “eliminar a candidíase”. Esse tipo de alegação terapêutica não é permitida para suplementos alimentares.

Fonte: www.metropoles.com

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“Fakes e prejudiciais”: diz Idec sobre alimentos “ricos” em proteína https://newsrio.com.br/2025/08/06/fakes-e-prejudiciais-diz-idec-sobre-alimentos-ricos-em-proteina/ Wed, 06 Aug 2025 16:16:14 +0000 https://newsrio.com.br/2025/08/06/fakes-e-prejudiciais-diz-idec-sobre-alimentos-ricos-em-proteina/

O aumento do consumo de alimentos descritos em rótulo como “ricos em proteína” e “mais saudáveis” levantou preocupações do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). A ONG divulgou, nesta quarta-feira (6/8), um estudo que aponta distorções nas embalagens desses produtos e comprovou que eles trazem mais riscos à saúde do que benefícios.

O que os produtos contêm? Segundo o Idec, eles até podem ter proteína, mas não alcançam a quantidade descrita. Além disso, contêm também muito açúcar, conservantes, corantes e até agrotóxicos. A análise identificou 60 produtos que destacavam sua proporção de proteínas no mercado. Destes, 52 foram considerados ultraprocessados de acordo com a classificação nova.

O estudo do Idec apontou que alguns alimentos que anteriormente eram minimamente processados, como pastas de amendoim integral e goma pronta de tapioca, acabaram se tornando ultraprocessados apenas para que se incluam mais proteínas em suas embalagens. Estas reformulações acabaram tornando os produtos menos saudáveis.


O que são ultraprocessados?

  • A classificação divide os alimentos em quatro categorias. A primeira é dos alimentos in natura (frutas, vegetais, carnes e grãos cozidos).
  • Em seguida vêm os ingredientes culinários (farinha, açúcar, sal, óleo, temperos e fermentos). Depois, os alimentos processados que são produzidos, em geral, com a adição de ingredientes culinários a alimentos in natura. São doces que usam partes de fruta, queijos, pães, etc.
  • Por fim estão os alimentos ultraprocessados. São produtos industrializados com corantes e aditivos artificiais que se afastam do aspecto natural de um alimento e muitas vezes não usam ingredientes naturais em sua composição. Entre eles, refrigerantes, salgadinhos, gelatinas, etc. Eles são associados a diversos problemas de saúde.

Quantidade fake de proteínas

O levantamento identificou 65 propagandas sobre a presença de proteína entre os 52 produtos. Esses alimentos incluem barras, doces, sopas, macarrões e tapiocas. Todos sinalizavam a presença de proteína nas listas de ingredientes e em destaque nas embalagens.

Em 11 casos, o conteúdo informado sobre proteínas pode induzir ao erro. A maioria das mensagens focava na quantidade de proteína, sem contextualizar sua qualidade ou origem.

Um exemplo citado é o de uma granola que alega ter 30 gramas de proteína. Contudo, essa é a quantidade total da embalagem de 200 g. Cada porção de 40 gramas de granola contém apenas 5 gramas de proteína.

Para um produto ser fonte de proteína, ele precisa entregar ao menos 10% do valor diário (VD) necessário deste nutriente na porção. Para afirmar ter alto conteúdo, é preciso chegar ao mínimo de 20%. Muitos produtos afirmam em suas embalagens cumprirem estes critérios, mas ficam em valores de 5% a 8% do VD.

Outro ponto destacado é o risco de substituição de refeições saudáveis por lanches com foco em nutrientes isolados. Essa prática, chamada de “snackficação”, pode favorecer o consumo de alimentos com baixa qualidade nutricional.

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Alimentos ultraprocessados são considerados os “vilões” da saúde

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Esses alimentos prejudicam a saúde por conter ingredientes danosos como corantes, consefvantes e aromatizantes

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Doces e refrigerantes são alguns exemplos de alimentos ultraprocessados com muito açúcar

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Proteína nem sempre precisa de reforço

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura recomenda que a ingestão diária de proteína seja de 0,6 a 0,8 grama por quilo de peso. Na América do Sul, o consumo médio em 2022 foi de 96,4 gramas por pessoa, valor já acima desta recomendação.

Incluir alimentos ultraprocessados proteicos na dieta não traz os mesmos benefícios que fontes naturais, como ovos, leguminosas e carnes. A maioria desses alimentos conta com a adição de whey protein às fórmulas para ter o perfil mais proteicos, mas o componente em si é um ultraprocessado.

“A adição de proteína nessa categoria de produtos não representa benefícios reais devido à sua composição, trazendo, na verdade, potenciais malefícios. Os alimentos in natura ou minimamente processados, como os diferentes tipos de feijão, a lentilha, os ovos, o leite e seus derivados, são mais benéficos por oferecerem qualidade nutricional sem os prejuízos do ultraprocessamento”, alerta a nutricionista Mariana Ribeiro, do programa de Alimentação Saudável e Sustentável do Idec.

Alegações mascaram baixo valor nutricional

O instituto observa que a rotulagem exagerada de proteína em produtos ultraprocessados pode reforçar a falsa percepção de ser um bom produto. Ao destacar apenas o nutriente, os fabricantes escondem o alto teor de sódio, açúcares e aditivos artificiais, associados ao aumento de doenças crônicas não transmissíveis.

O Idec recomenda atenção na hora da compra. A pesquisa destaca que, entre os produtos analisados, muitos apresentaram alegações vagas ou difíceis de verificar. É sempre bom verificar a tabela nutricional para saber se a proteína destacada é a da porção que se aconselha consumir.

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Fonte: www.metropoles.com

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