mercados – News Rio https://newsrio.com.br Notícias do RIo Fri, 30 Jan 2026 11:33:56 +0000 pt-BR hourly 1 https://newsrio.com.br/wp-content/uploads/2026/03/272x90-150x90.png mercados – News Rio https://newsrio.com.br 32 32 Mercados globais recuam à espera de anúncio do novo presidente do Fed https://newsrio.com.br/2026/01/30/mercados-globais-recuam-a-espera-de-anuncio-do-novo-presidente-do-fed/ Fri, 30 Jan 2026 11:33:56 +0000 https://newsrio.com.br/2026/01/30/mercados-globais-recuam-a-espera-de-anuncio-do-novo-presidente-do-fed/


Telão com cotações acionárias em Xangai
Reuters
Os mercados financeiros do mundo inteiro caem nesta sexta-feira (30). O movimento foi influenciado tanto pela forte queda do preço do ouro quanto pela expectativa pelo anúncio do novo presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos.
Na noite de quinta-feira (29), o presidente Donald Trump afirmou que divulgará nesta manhã o nome do escolhido para comandar o Fed.
A maioria dos investidores aposta que o indicado será Kevin Warsh, que já integrou a direção da instituição no passado. A possibilidade de sua nomeação já provocou ajustes nos preços dos ativos em todo o mundo.
Na Ásia, as perdas foram mais intensas na China e em Hong Kong. Em Xangai, o índice caiu cerca de 1%, depois de ter recuado mais de 2% durante o pregão.
Apesar disso, a bolsa chinesa acumulou alta de 3,8% em janeiro, o melhor resultado mensal desde agosto. O CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, também caiu 1% no dia, mas subiu 1% no mês. Em Hong Kong, o Hang Seng recuou mais de 2%.
As ações de empresas ligadas ao ouro lideraram as perdas, após a queda do preço do metal e novas medidas das autoridades chinesas para conter a especulação, como o aumento das exigências de margem para negociação.
Mineradoras como Chifeng Gold, Shandong Gold e Zhongji Gold chegaram a cair o limite diário de 10%.
O nervosismo também se espalhou para outros mercados. Nos Estados Unidos, os contratos futuros indicam abertura em baixa das bolsas.
No mercado de moedas, o dólar sobe frente a outras divisas, porque investidores avaliam que os juros americanos podem cair menos do que se esperava. Quando os juros permanecem mais altos por mais tempo, o dólar tende a se fortalecer.
Os juros dos títulos do governo dos EUA também avançam, sinal de que os investidores estão mais cautelosos e exigem maior retorno para emprestar dinheiro. Já produtos como ouro, prata e petróleo registram queda de preços.
Warsh, que já integrou o Conselho de Governadores do Fed, é visto como um defensor de taxas de juros mais baixas, mas também como uma opção menos radical entre os nomes cogitados.
Ele defende um balanço patrimonial menor para o Fed, o que o tornaria mais cauteloso em relação a estímulos monetários agressivos.
A possível nomeação de Warsh ocorre em meio a um cenário de volatilidade nos mercados globais. O ouro caiu 3,7%, a prata despencou 6%, o petróleo Brent recuou 1,4% e o Bitcoin caiu 2,7%.
Investidores avaliam como uma mudança no comando do Fed poderia alterar a política monetária americana, especialmente em um momento de pressões políticas e incertezas econômicas.
Ainda de acordo com a Reuters, além de Warsh, outros nomes chegaram a ser considerados por Trump.
Rick Rieder, da BlackRock, foi visto até recentemente como favorito, enquanto o atual governador do Fed Christopher Waller e o conselheiro econômico da Casa Branca Kevin Hassett também figuraram na lista. No entanto, na quinta-feira, Warsh emergiu como o principal candidato.
O anúncio deve encerrar meses de incerteza sobre quem assumirá o comando do Fed no lugar de Jerome Powell, cujo mandato termina em maio. Trump tem criticado Powell publicamente e defende cortes mais rápidos nos juros.
A escolha do novo presidente do banco central é considerada decisiva para o rumo da economia americana e para o comportamento dos mercados globais ao longo de 2026.
Veja os vídeos que estão em alta no g1

Fonte: g1.globo.com

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Dólar abre com mercados à espera de indicadores no Brasil e relatório do Fed https://newsrio.com.br/2025/11/26/dolar-abre-com-mercados-a-espera-de-indicadores-no-brasil-e-relatorio-do-fed/ Wed, 26 Nov 2025 12:04:41 +0000 https://newsrio.com.br/2025/11/26/dolar-abre-com-mercados-a-espera-de-indicadores-no-brasil-e-relatorio-do-fed/


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar abre nesta quarta-feira (26) com os investidores atentos à divulgação de indicadores econômicos no Brasil, depois de um dia marcado por novos dados da economia dos Estados Unidos com o fim da paralisação do governo americano, o shutdown.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, inicia as negociações às 10h.
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A agenda econômica começa com o Índice de Confiança da Indústria (ICI), divulgado nesta quarta pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador apresentou queda em novembro diante da piora da avaliação da situação atual: caiu 0,7 ponto na comparação com o mês anterior e atingiu 89,1 pontos.
Às 9h, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de outubro, considerado a prévia da inflação do país. Às 10h, o IBGE também publica pesquisa sobre finanças e conta intermediária do governo referente a 2024.
O Banco Central do Brasil (BC) divulgou às 8h30 as estatísticas monetárias e de crédito de outubro. À tarde, às 14h30, publica também o fluxo cambial, que mede a entrada e saída de dólares (e outras moedas estrangeiras) no país. No mesmo horário, o Tesouro Nacional apresenta o Resultado Primário do Governo Central com as contas do Tesouro, da Previdência e do próprio BC.
Nesta manhã, o BC divulgou a ata do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef) e afirmou que a liquidação do Banco Master, decretada na semana passada, não representa risco sistêmico. O órgão, porém, reforçou que as instituições financeiras precisam aprimorar seus sistemas de risco.
Ainda no cenário local, o Senado vota hoje, às 14h, o acordo de comércio eletrônico do Mercosul, firmado em 2021 em Montevidéu. Mais cedo, às 9h30, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado analisa e deve votar o projeto que eleva a tributação de bancos e fintechs.
O presidente Lula sanciona nesta quarta-feira a isenção do Imposto de Renda (IR) para salários de até R$ 5 mil, válida a partir de 2026. A cerimônia ocorre às 10h30 no Planalto. O projeto, aprovado por unanimidade no Senado, também cria um desconto no IR para quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7.350.
No cenário internacional, os EUA divulgam às 10h30 (de Brasília) os novos pedidos de seguro-desemprego da semana até 22 de novembro. Às 16h, o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) publica o chamado Livro Bege, relatório que reúne a avaliação atual da economia e orienta as discussões do próximo encontro de política monetária, nos dias 9 e 10 de dezembro.
Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado.
Dólar

a
Acumulado da semana: -0,46%;
Acumulado do mês: -0,07%;
Acumulado do ano: -13%.
Ibovespa

Acumulado da semana: +0,74%;
Acumulado do mês: +4,26%;
Acumulado do ano: +29,62%.
Negociações Brasil-EUA
A retirada da tarifa de 40% dos EUA sobre alguns produtos brasileiros trouxe alívio principalmente para os exportadores de café e carne, mas deixou o setor manufatureiro à espera de avanços.
Durante evento promovido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), em São Paulo, Geraldo Alckmin afirmou que a prioridade agora é reduzir tarifas que ainda atingem produtos industriais brasileiros, como máquinas, motores, madeira e alimentos industrializados.
Alckmin destacou que o desafio central é ampliar a competitividade dos manufaturados brasileiros e avançar na retirada de mais itens do tarifaço além da lista de lista das exceções. o vice-presidente também afirmou que Brasil e EUA devem abrir novas frentes de negociação além da agenda tarifária.
Economia dos EUA após paralisação
As vendas no varejo dos EUA subiram 0,2% em setembro, abaixo do esperado, após meses de avanço impulsionado por compras antecipadas de carros elétricos. A divulgação do relatório, prevista originalmente para meados de outubro, foi adiada pela paralisação de 43 dias do governo americano.
O indicador mede o ritmo das compras dos consumidores e sinaliza a força da economia.
Já o índice de preços ao produtor (PPI) avançou 0,3%, puxado pela alta de 3,5% na energia, enquanto os serviços ficaram estáveis. Atacadistas americanos seguem absorvendo parte das tarifas impostas por Trump a outros países, mas alguns alimentos já encareceram, como carne, café e banana.
Segundo a Reuters, economistas acreditam que o repasse dessas tarifas deve pressionar a inflação nos próximos meses, já que o PPI mede os custos dos produtores e antecipa tendências de preços.
Ambos os indicadores são usados pelo banco central americano para avaliar se a economia está aquecida demais (com risco de inflação) ou desacelerando (com risco de recessão) e para calibrar a política de juros a fim de manter a inflação perto da meta sem prejudicar o crescimento.
Bolsas globais
Em Wall Street, os principais índices avançaram pelo terceiro dia seguido, impulsionados pelo aumento das expectativas de cortes nos juros dos EUA pelo Federal Reserve em dezembro.
O Dow Jones subiu 1,43%, aos 47.112,14 pontos. O S&P 500 avançou 0,91%, aos 6.765,88 pontos, e o Nasdaq teve alta de 0,67%, aos 23.025,59 pontos.
Os mercados da Ásia também fecharam em alta nesta terça depois de alguns dias de quedas. Por lá, o clima melhorou depois que os investidores viram sinais de menor tensão entre China e Estados Unidos.
O presidente dos EUA, Donald Trump disse ontem que a relação com a China está “muito forte” após conversar com o presidente Xi Jinping, o que ajudou no bom humor do mercado.
As empresas de tecnologia — especialmente as ligadas à inteligência artificial e ao 5G — foram as que mais puxaram a alta.
O índice de Xangai subiu 0,9%
O CSI300 avançou 1%
O Hang Seng, em Hong Kong, ganhou 0,7%
Em Tóquio, o índice Nikkei também subiu levemente, 0,07%
Dólar
Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo

Fonte: g1.globo.com

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Dólar abre o dia com mercados em compasso de espera antes da decisão do Fed sobre os juros nos EUA https://newsrio.com.br/2025/10/28/dolar-abre-o-dia-com-mercados-em-compasso-de-espera-antes-da-decisao-do-fed-sobre-os-juros-nos-eua/ Tue, 28 Oct 2025 12:23:16 +0000 https://newsrio.com.br/2025/10/28/dolar-abre-o-dia-com-mercados-em-compasso-de-espera-antes-da-decisao-do-fed-sobre-os-juros-nos-eua/


EUA e Japão fecham acordo sobre minerais críticos e terras raras
O dólar abre nesta terça-feira (28) em meio a uma série de negociações comerciais e encontros bilaterais entre os Estados Unidos e países da Ásia, que deixaram os investidores um pouco mais dispostos a correr riscos ontem. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
Apesar da esperança de uma trégua nas disputas comerciais entre os países, as bolsas internacionais desaceleraram após a sequência de altas recentes, enquanto o mercado aguarda a decisão sobre a política de juros do banco central dos Estados Unidos, marcada para quarta-feira (29).
O foco também está voltado para o encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, que deve acontecer na quinta-feira (30), na Coreia do Sul.
Trump chegou ontem ao Japão em mais uma etapa de sua viagem pela Ásia. O presidente americano e a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, assinaram nesta terça-feira um acordo para garantir o fornecimento de minerais críticos e terras raras por meio de mineração e processamento.
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulga às 10h o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) de outubro. Já o indicador de confiança da construção, medido pelo FGV IBRE, recuou 0,7 ponto no mês, interrompendo o avanço em setembro.
A semana também traz a expectativa de um novo corte de juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA. Analistas esperam uma nova redução de 25 pontos-base na taxa básica americana, com a decisão prevista para amanhã.
Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Dólar

a
Acumulado da semana: -0,42%;
Acumulado do mês: +0,89%;
Acumulado do ano: -13,11%.
Ibovespa

Acumulado da semana: +0,55%;
Acumulado do mês: +0,50%;
Acumulado do ano: +22,19%.
Encontro entre Lula e Trump
A reunião entre os presidentes Lula e Trump, no domingo (26), na Malásia, marcou um avanço nas negociações bilaterais entre Brasil e EUA, consolidando a aproximação entre os líderes, que já haviam se encontrado brevemente na Organização das Nações Unidas e por telefone em outubro.
No encontro, Lula destacou que o Brasil tem déficit comercial com os EUA, questionando a aplicação das tarifas de 50% impostas por Trump em agosto deste ano a produtos brasileiros, e pediu a suspensão temporária das taxas durante o período de negociação.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que a reunião marca o início de um cronograma de negociações, abrangendo os setores afetados, inclusive minerais críticos e terras raras.
Além do comércio, os presidentes trataram de temas políticos e internacionais: a situação de Jair Bolsonaro, a tensão com a Venezuela, e a importância de o Brasil manter relações equilibradas com diferentes países. Lula reforçou que o país não aceita uma nova Guerra Fria entre EUA e Rússia.
Trump elogiou Lula, demonstrando empatia com o tempo em que ele esteve preso, e ambos mostraram interesse em visitas recíprocas futuras — Trump ao Brasil e Lula aos EUA.
Os presidentes demonstraram otimismo com a possibilidade de um acordo comercial ser fechado nas próximas semanas, após a entrega de uma lista de reivindicações brasileiras
A reunião também estabeleceu que o Brasil pode atuar como interlocutor entre EUA e Venezuela, embora detalhes da mediação ainda não tenham sido definidos.
EUA-China
Além da expectativa de acordo entre os EUA e o Brasil, o mercado também acompanha de perto as negociações entre o presidente Trump e o presidente chinês Xi Jinping.
Ao embarcar para o Japão nesta segunda-feira, Trump disse que os EUA e a China estão prontos para alcançar um acordo comercial, já que ele deve se encontrar com o presidente chinês, Xi Jinping, no final desta semana na Coreia do Sul durante sua turnê pela Ásia.
“Tenho muito respeito pelo presidente Xi e acho que chegaremos a um acordo”, disse Trump aos repórteres no avião presidencial Força Aérea Um, vindo da Malásia. “A China está chegando e será muito interessante.”
Ainda neste domingo (26), autoridades econômicas dos dois países definiram os termos de um acordo que será analisado por Trump e Xi ainda esta semana.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que os dois países têm “uma estrutura muito bem-sucedida para os líderes discutirem na quinta-feira”.
Bessent disse que o acordo poderia adiar os controles de exportação da China e evitar novas tarifas de 100% sobre produtos chineses.
Também foram acertados os detalhes de um acordo para transferir a propriedade do aplicativo chinês de vídeos curtos TikTok para o controle dos EUA. A expectativa, segundo Bessent, é que Trump e Xi consigam concluir a transação na próxima semana.
Bolsas globais
As ações chinesas fecharam nesta segunda-feira em máximas de mais de 10 anos, impulsionadas pela expectativa de um acordo comercial entre EUA-China.
O índice de Xangai subiu 1,18%, o CSI300, que reúne as maiores companhias de Xangai e Shenzhen, avançou 1,19%, e o Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 1,05%.
Segundo Kenny Ng, estrategista da Everbright Securities, o mercado reagiu positivamente às negociações, mas ainda aguarda confirmação de que os termos finais do acordo não trarão surpresas.
Os principais índices de Wall Street atingiram novos recordes nesta segunda-feira. Além da empolgação em relação às negociações EUA-China, a semana será carregada de balanços de grandes empresas de tecnologia e um provável corte na taxa de juros pelo Federal Reserve.
O Dow Jones Industrial Average subiu 0,71%, aos 47.544,59 pontos. O S&P 500 teve ganhos de 1,22%, aos 47.544,59 pontos, e o Nasdaq Composite avançou 1,86%, aos 23.637,46 pontos.
Dólar atinge a segunda maior cotação da história: R$ 5,86
Reprodução/TV Globo
*Com informações da agência de notícias Reuters.

Fonte: g1.globo.com

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Dólar abre com mercados atentos à paralisação do governo nos EUA https://newsrio.com.br/2025/10/01/dolar-abre-com-mercados-atentos-a-paralisacao-do-governo-nos-eua/ Wed, 01 Oct 2025 12:15:48 +0000 https://newsrio.com.br/2025/10/01/dolar-abre-com-mercados-atentos-a-paralisacao-do-governo-nos-eua/


Sem acordo orçamentário, Casa Branca ordena shutdown federal
O dólar inicia a sessão desta quarta-feira (1º) com os investidores de olho na paralisação dos EUA. Já o Ibovespa , principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
O mercado começou o mês de outubro sob forte influência do cenário internacional. Nos Estados Unidos, a paralisação administrativa traz incertezas sobre a divulgação de indicadores importantes, enquanto no Brasil a agenda do dia combina dados econômicos e votação da isenção do IR no Congresso.
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Nos EUA, teve início à meia-noite desta quarta (1º) a paralisação administrativa, resultado do impasse entre democratas e republicanos no Congresso. O mercado acompanha de perto a duração do “shutdown”, já que um prolongamento pode adiar dados importantes antes da reunião do Fed no fim de outubro.
O Departamento do Trabalho americano informou que suspenderá quase todas as atividades, incluindo a divulgação do payroll de setembro, que estava prevista para esta sexta-feira. A ausência desse dado aumenta a incerteza nas projeções de juros americanos.
Mesmo com o shutdown, o calendário de hoje nos EUA segue carregado: emprego privado de setembro, PMI de indústria, gastos com construção, ISM da indústria, estoques de petróleo da AIE e discurso de Barkin, do Fomc.
No Brasil, destaque para o PMI da indústria de setembro e o fluxo cambial semanal, que ajudam a medir o humor dos investidores. Em Brasília, a Câmara vota hoje o projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Dólar

a
Acumulado da semana: -0,29%;
Acumulado do mês: -1,83%;
Acumulado do ano: -13,87%.
Ibovespa

Acumulado da semana: +0,54%;
Acumulado do mês: +3,40%;
Acumulado do ano: +21,58%.
Desemprego em agosto repete mínima histórica
A taxa de desemprego no Brasil ficou 5,6% no trimestre móvel encerrado em agosto, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), divulgada nesta terça-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado repetiu o percentual do trimestre encerrado em julho, quando a taxa de desocupação atingiu o menor nível da série histórica do instituto, iniciada em 2012.
No trimestre encerrado em maio, a taxa de desemprego estava em 6,2%. Um ano antes, no mesmo período, havia sido de 6,6%.
A desocupação atingiu 6,084 milhões de pessoas no trimestre — o menor já registrado na série histórica. O resultado representa uma queda de 9% (605 mil pessoas) em relação ao trimestre até maio contra o trimestre anterior e de 14,6% (menos 1 milhão) em relação ao mesmo trimestre de 2024.
A população ocupada no país chegou ao recorde de 102,4 milhões de pessoas no período. Dessa parcela, o número de empregados com carteira assinada no setor privado (exceto trabalhadores domésticos) também alcançou novo recorde da série do instituto, com 39,1 milhões.
Na comparação com o trimestre móvel encerrado em maio, o número ficou estável, mas cresceu 3,3%, ou seja, mais 1,2 milhão de pessoas assinaram a carteira no ano de 2025.
Batalha orçamentária nos EUA
Com o orçamento do governo dos Estados Unidos prestes a expirar à meia-noite desta terça-feira (30), republicanos e democratas no Congresso não dão sinais de chegar a um acordo sobre uma solução provisória que evite a paralisação.
O presidente Donald Trump marcou uma reunião com líderes do Congresso na Casa Branca nesta segunda-feira (29), em uma última tentativa de superar o impasse.
Os democratas, porém, indicaram que não pretendem aprovar o plano de curto prazo defendido pelos republicanos sem alterações.
Caso não haja consenso sobre uma nova lei orçamentária, a paralisação — que já ocorreu outras vezes no país — deve começar em 1º de outubro, e tudo aponta para esse cenário.
Se o Congresso não agir, milhares de funcionários do governo federal poderão ser dispensados, desde a Nasa até os parques nacionais, e uma ampla gama de serviços será interrompida. Os tribunais federais podem ter que fechar e os subsídios para pequenas empresas podem sofrer atrasos.
No entanto, essa disputa vai além do financiamento temporário. Trata-se da continuidade de um embate que começou quando Trump assumiu o cargo, em janeiro, e se recusou a liberar bilhões de dólares já aprovados pelo Congresso.
Os democratas querem usar a ameaça de paralisação para recuperar parte desses recursos e manter os subsídios de saúde que expiram no fim do ano.
Estão em jogo US$ 1,7 trilhão (cerca de R$ 9 trilhões) em gastos discricionários que mantêm as operações das agências e expiram no fim do ano fiscal, na próxima terça-feira, caso o Congresso não aprove a prorrogação.
Mercado de trabalho nos EUA
Em agosto, os EUA registraram um leve aumento nas vagas de emprego abertas, chegando a 7,2 milhões, mas as contratações caíram para pouco mais de 5,1 milhões. Isso mostra que o mercado de trabalho está perdendo força.
Com menos contratações e mais dificuldade para preencher vagas, o banco central americano (Federal Reserve) pode cortar novamente os juros para estimular a economia.
Além disso, uma possível paralisação do governo pode atrasar a divulgação de novos dados econômicos, como o relatório de empregos previsto para esta semana.
A expectativa é que o número de novos empregos criados em setembro seja de 50 mil, um pouco melhor que os 22 mil registrados em agosto. A taxa de desemprego deve continuar em 4,3%.
Bolsas globais
Em Wall Street, os mercados americanos fecharam em alta, apesar da preocupação com a possibilidade de paralisação do governo.
O Dow Jones avançou 0,18%, o S&P 500 teve ganhos de 0,39% e o Nasdaq subiu 0,31%.
As bolsas europeias operam sem direção definida, refletindo a tensão causada por decisões políticas nos EUA, como as tarifas comerciais e o impasse sobre o orçamento do governo.
Entre os principais índices, o STOXX 600 recuava 0,06%. O DAX, da Alemanha, subia 0,10%, enquanto o FTSE 100, do Reino Unido, avançava 0,01%. O CAC 40, da França, caía 0,35%, e o FTSE MIB, da Itália, tinha leve alta de 0,01%.
Na Ásia, as bolsas fecharam com resultados mistos. Na China e em Hong Kong, os índices subiram, impulsionados pela expectativa de medidas de apoio à economia antes dos feriados. Esse otimismo ajudou a manter a sequência positiva dos últimos meses.
No fechamento, Xangai subiu 0,52%, o CSI300 avançou 0,45% e Hong Kong teve alta de 0,87%. Em Tóquio, o índice Nikkei caiu 0,25%. Seul recuou 0,19%, enquanto Taiwan subiu 0,94%. Cingapura teve alta de 0,46% e Sydney fechou com queda de 0,16%.
Notas de dólar.
Luisa Gonzalez/ Reuters

Fonte: g1.globo.com

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Operação apreende três toneladas de café adulterado em mercados do RJ https://newsrio.com.br/2025/08/28/operacao-apreende-tres-toneladas-de-cafe-adulterado-em-mercados-do-rj/ Thu, 28 Aug 2025 16:48:39 +0000 https://newsrio.com.br/2025/08/28/operacao-apreende-tres-toneladas-de-cafe-adulterado-em-mercados-do-rj/


Operação apreende 3 toneladas de café adulterado no RJ
Uma operação feita nesta quinta-feira (27), coordenada pela Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor, apreendeu cerca de três toneladas de café adulterado em diferentes regiões do Rio de Janeiro.
As equipes de fiscalização vistoriaram 19 estabelecimentos comerciais na capital e em municípios como Campos dos Goytacazes, São Fidélis, Itaperuna, Carmo e Cantagalo. No total, 38 marcas de café foram inspecionadas. Os produtos apreendidos apresentavam sinais de adulteração e serão encaminhados para análise técnica da ABIC.
De acordo com o secretário de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, foram encontradas impurezas nos cafés recolhidos.

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” Verifique as características do alimento, tenha atenção ao preço; produtos muito abaixo da média praticada no mercado podem ser indicativos de fraude.”
A ação, chamada Operação Café Real, foi realizada em parceria com o Procon-RJ e municipais, o Ministério da Agricultura, a Polícia Militar, após denúncias da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC).
A Sedcon informou que novas fiscalizações devem acontecer nos próximos dias.

Denúncias podem ser feitas, de forma anônima, pelos canais oficiais do Procon-RJ.

Café falso apreendido pela Secretária de Estado da Defesa do Consumidor
Subsecretário de Estado de Defesa do Consumidor
Três toneladas de café falso foram apreendidas em ação, chamada Operação Café
Subsecretário de Estado de Defesa do Consumidor

Fonte: g1.globo.com

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Tarifaço: dá para mandar os alimentos que iriam para os EUA para outros mercados? https://newsrio.com.br/2025/08/01/tarifaco-da-para-mandar-os-alimentos-que-iriam-para-os-eua-para-outros-mercados/ Fri, 01 Aug 2025 03:00:00 +0000 https://newsrio.com.br/2025/08/01/tarifaco-da-para-mandar-os-alimentos-que-iriam-para-os-eua-para-outros-mercados/ Tilápia, café e manga
g1, Mike Kenneally/Unsplash e Pecuária do Brasil e Vereda Comunica.
É fácil redistribuir os produtos que o Brasil vende para os EUA para outros mercados, agora que essas exportações serão taxadas em 50%?
Não, segundo especialistas ouvidos pelo g1. Cada setor tem desafios e complexidades próprias, e a mudança de destino não é simples.
Nesse cenário, surgem as dúvidas: o que os setores estão fazendo para se prepararem? É possível redirecionar a produção para outros mercados? Como funciona o processo de exportação?
Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça
Especialistas e economistas ouvidos pelo g1 apontam as seguintes respostas:
O setor cafeeiro segue em compasso de espera, aguardando a inclusão do grão na lista de exceções ao tarifaço. A possibilidade de estocagem reduz a pressa: o café pode ser armazenado por meses, e a safra colhida no primeiro semestre de 2025 só deverá ser exportada em 2026. É possível redirecionar para outros mercados o produto, mas o processo é complexo, já que cada destino tem exigências próprias.
Exportadores de tilápia têm acelerado as exportações, seja por navio ou avião, para concluir o envio antes de 6 de agosto. A produção que não for enviada até essa data deve ser redirecionada ao mercado interno, porque não existem destinos alternativos com capacidade para absorver o volume exportado.
A manga, fruta mais exportada do Brasil, é negociada ainda no pé. A variedade Tommy Atkins, preferida pelos norte-americanos, começará a ser colhida em agosto. O setor exportador alerta para o risco de um possível colapso na comercialização.
Saiba mais:
TARIFAÇO: o que são taxas de importação? Quem paga? Veja perguntas e respostas
Tarifaço pode encarecer ou baratear o preço dos alimentos no Brasil?
Veja mais detalhes sobre os desafios da exportação desses produtos a seguir.
O setor de carne diz que paralisou a produção específica para os EUA. O país não é o seu maior cliente, posto ocupado pela China. Mesmo assim, nenhum outro mercado conseguiria substituir os EUA de imediato, por exemplo, em rentabilidade. As informações são da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) e foram divulgadas à GloboNews.
O g1 tentou contato com representantes do setor para saber mais sobre as exportações, mas não recebeu resposta.
Tarifaço pode encarecer ou baratear o preço dos alimentos no Brasil?
Suco de laranja escapa do tarifaço de 50%; EUA dependem da bebida brasileira
​Café
Como o setor está se preparando para o tarifaço?
O segmento cafeeiro está em compasso de espera e aguarda a inclusão do grão na lista de exceções ao tarifaço.
A possibilidade de estocagem ajuda a reduzir a pressa: o café pode ser armazenado por meses, e a safra colhida no primeiro semestre de 2025 só será exportada em 2026.
Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o produto mantém suas características por pelo menos oito meses após a colheita.
Mesmo que a tarifa seja mantida, ainda não há clareza sobre a duração da medida, o que aumenta a incerteza no mercado.
EUA dependem do café brasileiro, e substituição por outros países não seria simples
​​Como funciona a exportação do café brasileiro?
A colheita acontece uma vez por ano, no primeiro semestre. Após a retirada dos grãos, é necessário um período de preparo que pode levar semanas.
No caso do café arábica, o mais vendido ao mercado americano, esse preparo pode levar até dois meses, segundo o analista Fernando Maximiliano, da consultoria StoneX.
Depois de colhido, o grão passa por etapas como a remoção da casca e, em seguida, é vendido a empresas exportadoras.
O próximo passo é classificar o café, por densidade e separação de defeitos, para atender ao perfil de qualidade exigido por cada cliente ou país.
Só então o café é ensacado e enviado ao porto em contêineres.
​Dá para redirecionar o que iria para os EUA para outros mercados?
É possível, mas não é simples. Cada país tem exigências próprias de qualidade, tipo e normas fitossanitárias.
Por exemplo: grande parte do café arábica brasileiro é usada em blends, misturado a grãos mais suaves de países como Colômbia e outros da América Latina. O café nacional, conhecido pelo corpo e doçura, equilibra o sabor final do produto consumido nos EUA.
Redirecionar os embarques exige, ainda, ajustes comerciais e disponibilidade de oferta. Mesmo assim, mercados como China, Índia, Indonésia e Austrália — que já importam o grão brasileiro — são apontados pelo Cecafé como alternativas a serem exploradas.
Tilápia
​Como o setor está se preparando para o tarifaço?
Os EUA são destino de 70% dos pescados exportados do Brasil. Para a tilápia, principal espécie enviada ao exterior, essa porcentagem é ainda maior, mais de 90% do produto vai para os norte-americanos.
De todo esse volume, 92% vai em forma de filé fresco, de avião, em um percurso que dura cerca de 10 horas. O restante é levado congelado, em navios, em viagens que duram cerca de 20 dias.
Inicialmente, quando se esperava que a tarifa de 50% começasse a valer em 1º de agosto, os envios marítimos de tilápia brasileira com previsão de chegada após essa data tinham sido suspensos.
Na quarta-feira (30), após o tarifaço ser “adiado” para o dia 6 de agosto, e a determinação de que tudo que embarcasse até essa data não seria atingido pela tarifa, o cenário mudou.
“Tá todo mundo correndo para tentar viabilizar contêineres, navios, até o dia 6”, afirma Eduardo Lobo, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca).
Já o envio aéreo de filés frescos, que leva maior volume de tilápia, nunca foi suspenso e seguirá acontecendo até o dia 6 de agosto, de acordo com Francisco Medeiros, presidente da Associação Brasileira de Piscicultura, PeixeBR.
A indústria também tem estocado tilápias, sejam vivas, em viveiros, ou congeladas, em frigoríficos, onde podem durar até dois anos, segundo Lobo.
Tilápia vai ficar mais barata no Brasil por causa do tarifaço?
​Dá para redirecionar o que iria para os EUA para outros mercados?
A tilápia que estava programada para ser enviada aos EUA depois do dia 6 de agosto deve ser redirecionada ao mercado interno, segundo Francisco Medeiros, presidente da Associação Brasileira de Piscicultura, a PeixeBR.
Isso porque os estoques do produto estão no Brasil e não há mercados secundários, fora a União Europeia e produtores concorrentes, como a China, grandes o suficiente para absorver o volume que seria enviado aos EUA.
No caso da União Europeia, o envio de tilápia brasileira está suspenso desde 2017 por não corresponder às exigências desse mercado. Apesar disso, o presidente da Abipesca garante que a indústria brasileira está pronta para envio e o setor espera que isso aconteça o quanto antes.
Mas, a médio e longo prazo, a incorporação desse volume de tilápia no mercado interno deve prejudicar a indústria, destaca Lobo.
“O mercado brasileiro já é abastecido por uma quantidade grande do produto e o redirecionamento ao mercado interno ‘faria o preço ficar inexequível, quebrando a cadeia produtiva”, diz.
​Manga
As frutas estão entre os alimentos afetados pelo tarifaço, especialmente a manga, a uva e as processadas, como o açaí, informou a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).
A manga é a fruta mais exportada do Brasil e 14% desse volume vai para os EUA.
Manter a manga no Brasil geraria um colapso no mercado, diz o presidente da Abrafrutas, Guilherme Coelho.
A Tommy Atkins, variedade de manga que vai aos Estados Unidos, entretanto, deve começar a ser colhida apenas em agosto. Segundo a associação, as negociações acontecem com ela ainda no pé.
Em relação a todas as frutas brasileiras, os norte-americanos compram 7% do que é exportado pelo Brasil, segundo a Abrafrutas.
Não é brasileira, usa protetor solar e não é hipercalórica: curiosidades sobre a manga
O risco de mangas brasileiras ‘virarem lama’ com impacto de tarifas dos EUA
Quando as frutas são exportadas?
Apesar de a manga preferida dos americanos ser colhida a partir de agosto, outras variedades podem ser colhidas durante todo o ano.
O açaí, por sua vez, é colhido anualmente e, no Norte e no Nordeste, esse processo já começou.
As frutas, de forma geral, não precisam passar por nenhum tipo de processamento antes da exportação.
Mas a manga passa pelo tratamento hidrotérmico. Nele, a fruta é imersa em água quente de até 46,1⁰C, durante 75 minutos (em frutas com peso menor que 425g) ou 90 minutos (nas com peso maior que 425g), segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
De acordo com a organização, foi esse tratamento que permitiu a abertura do mercado da manga brasileira para diferentes países.
​Dá para redirecionar o que iria para os EUA para outros mercados?
Na parte técnica, nada impede que um navio seja redirecionado para outro destino, contanto que ainda não tenha saído do Brasil, aponta a Abrafrutas.
Por outro lado, é difícil encontras novos mercados que tenham a cultura de comer manga.
Caso os alimentos não encontrem compradores, o tempo de vida de frutas, como manga e abacaxi, é curto.
Segundo a Abrafrutas, o tempo elas podem ficar armazenadas depende de questões como a pós-colheita, o ponto de maturação em que foi colhida e a variedade.
O açaí, entretanto, pode ser armazenado por 12 meses até o vencimento do prazo de validade.
Açaí brasileiro pode virar alimento de luxo nos EUA com tarifaço de Trump
Raio X da exportação
arte g1

Fonte: g1.globo.com

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Tarifaço de Trump: setor cafeeiro do Brasil pode ser forçado a redirecionar produção a outros mercados; veja desafios https://newsrio.com.br/2025/07/31/tarifaco-de-trump-setor-cafeeiro-do-brasil-pode-ser-forcado-a-redirecionar-producao-a-outros-mercados-veja-desafios/ Thu, 31 Jul 2025 16:34:00 +0000 https://newsrio.com.br/2025/07/31/tarifaco-de-trump-setor-cafeeiro-do-brasil-pode-ser-forcado-a-redirecionar-producao-a-outros-mercados-veja-desafios/ Quem se deu bem e quem se deu mal entre as exceções do tarifaço de 50% de Trump
O setor cafeeiro brasileiro é tomado pela incerteza diante do anúncio da tarifa de 50% feita pelos Estados Unidos, principal destino das exportações do grão, sobre os embarques do café. A medida, que entraria em vigor nesta sexta-feira (1º), foi adiada para o próximo dia 6 de agosto.
Análise mais recente do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) do campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP), indica que o Brasil pode ser forçado a redirecionar parte da produção nacional a outros mercados.
“O que exige agilidade logística e estratégia comercial para mitigar os prejuízos à cadeia produtiva nacional”, aponta.
Café, carne bovina e frutas frescas ainda estão entre os itens mais expostos à medida de Trump.
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“Diante da representatividade do Brasil nas importações de café dos EUA, o Cepea avalia que a eventual entrada em vigor da tarifa tende a impactar não apenas a competitividade do café nacional, mas também os preços ao consumidor norte-americano e a formulação dos blends tradicionais, que utilizam os grãos brasileiros como base sensorial e de equilíbrio”, aponta o Cepea.
Nesta quarta (30), o presidente Donald Trump assinou um decreto que elevou em 40 pontos percentuais a alíquota sobre produtos brasileiros.
O documento também apresenta uma lista de 700 exceções que beneficiam segmentos estratégicos como o aeronáutico, o energético e parte do agronegócio.
Café robusta
Globo Rural/Tv Globo
Alguns setores brasileiros conseguiram escapar da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos, enquanto outros foram diretamente atingidos pela medida, como é caso da carne bovina, café e frutas.
Os pesquisadores do Cepea apontam ainda que preços domésticos do café têm acompanhado os movimentos das Bolsas de Nova York e Londres, com oscilações associadas à atuação especulativa de fundos.
“Isso que vêm ampliando suas posições compradas diante da possibilidade de aumento das cotações, caso a tarifa entre em vigor”, aponta o Centro de Estudos da Esalq-USP.
“Até o momento, não indícios claros de que os valores internos estejam recuando exclusivamente em função da medida tarifária”, aponta o Cepea.
Taxação do café brasileiro pelos EUA preocupa produtores
Reprodução EPTV
Embarques
Em 2024, o Brasil respondeu por aproximadamente 23% do total comprado pelos EUA, em valores monetários, de acordo com estatísticas da Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos (USITC, na sigla em inglês).
A Colômbia representou cerca de 17% do total das importações norte-americanas, enquanto o Vietnã contribuiu com aproximadamente 4%.
Arábica e robusta
Pesquisadores lembram, ainda, que, no segmento do café arábica, em que o Brasil também lidera os embarques aos EUA, a Colômbia, principal concorrente, permanece isenta da nova tarifação.
Quanto ao robusta, o Vietnã negocia a aplicação de uma alíquota reduzida de 20%, frente aos 46% inicialmente previstos.
Mercado do café analisa possível impacto do ‘tarifaço’ de Trump para a produção no Sul de Minas
Reprodução EPTV
Café: o impacto no setor cafeeiro é estrutural, alerta o Cepea.
“Como os EUA não produzem café, a elevação do custo de importação compromete diretamente a viabilidade econômica da cadeia interna, que envolve torrefadoras, cafeterias, indústrias de bebidas e redes de varejo”, analisa.
“A exclusão do café do pacote tarifário é não apenas desejável, mas estratégica, tanto para a sustentabilidade da cafeicultura brasileira quanto para a estabilidade da cadeia de abastecimento norte-americana”, destaca Renato Ribeiro, pesquisador de café do Cepea.
No curto prazo, apesar de a safra 2024/25 ter assegurado boa capitalização aos produtores, a comercialização da safra 2025/26 avança lentamente, apontam pesquisadores do Cepea.
Com a queda nas cotações e a instabilidade externa, os produtores têm vendido volumes mínimos para manter o fluxo de caixa, postergando negociações maiores à espera de definições sobre o cenário tarifário.
Segurança alimentar
Os pesquisadores do Cepea ressaltam que “uma articulação diplomática coordenada” para rever ou excluir as tarifas sobre produtos agroalimentares brasileiros é urgente diante dos impactos previstos.
“Tal medida é estratégica não apenas para o Brasil, mas também para os próprios Estados Unidos, cuja segurança alimentar e competitividade da agroindústria dependem de forma substancial do fornecimento brasileiro”, aponta.
Veja abaixo, alguns dos setores analisados pelo Centro de Estudos da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq) da Universidade de São Paulo:
Frutas frescas: Impacto nas exportações: O impacto imediato recai sobre a manga, cuja janela crítica de exportação aos EUA inicia-se em agosto.
Segundo indica o Cepea, já há relatos de postergação de embarques frente à indefinição tarifária.
Até o anúncio da medida, a expectativa era de crescimento das exportações de frutas frescas em 2025, sustentada pela valorização cambial e pela recomposição produtiva de diversas culturas. “Contudo, o cenário tornou-se incerto”, alerta o Cepea.
Safra de uva
Felipe Dalla Valle/Secom RS
A uva brasileira, cuja safra tem calendário relevante para os EUA a partir da segunda quinzena de setembro, também passa a integrar o grupo de culturas em alerta.
“A projeção otimista foi substituída por dúvidas. Além da retração esperada nas vendas aos EUA, há o risco de desequilíbrio entre oferta e demanda nos principais destinos, pressionando as cotações ao produtor”, analisa Lucas De Mora Bezerra, da equipe HF Brasil/Cepea.
Fluxos comerciais
A medida tende ainda a desorganizar os fluxos comerciais internacionais.
“Com a retração das exportações aos EUA, frutas que seriam destinadas ao mercado norte-americano podem ser redirecionadas à União Europeia ou absorvidas pelo mercado brasileiro, gerando um cenário de acúmulo de frutas nos canais tradicionais de comercialização e pressionando os preços ao produtor”, analisa o Cepea.
Persistem também incertezas quanto às importações brasileiras de frutas frescas, tanto em volume quanto em origem, frente à nova conjuntura global.
Carne bovina é um dos produtos que Brasil vende tanto aos EUA quanto à China
Getty Images via BBC
Carne bovina: Os Estados Unidos são o segundo maior comprador da carne bovina brasileira, respondendo por 12% das exportações, atrás apenas da China, que concentra 49% do total embarcado pelo Brasil.
“Dados da Secex mostram que, em junho, o volume adquirido pelos norte-americanos já foi o menor desde dezembro do ano passado, mas as exportações totais de carne bovina brasileira tiveram o segundo melhor resultado do ano, beirando as 270 mil toneladas”, observam os pesquisadores.
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Agroindústria, metal e logística: entenda como tarifaço pode impactar setores em SP
Infográfico – Lista de isenções ao tarifaço de Trump
Arte/g1
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Fonte: g1.globo.com

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PROCON-RJ apreende alimentos vencidos e constata falhas em mercados na Páscoa https://newsrio.com.br/2025/04/16/procon-rj-apreende-alimentos-vencidos-e-constata-falhas-em-mercados-na-pascoa/ https://newsrio.com.br/2025/04/16/procon-rj-apreende-alimentos-vencidos-e-constata-falhas-em-mercados-na-pascoa/#respond Wed, 16 Apr 2025 21:47:09 +0000 https://newsrio.com.br/2025/04/16/procon-rj-apreende-alimentos-vencidos-e-constata-falhas-em-mercados-na-pascoa/ PROCON-RJ apreende alimentos vencidos e constata falhas em mercados na Páscoa

Durante uma força-tarefa realizada entre os dias 14 e 16 de abril, o Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON) e do PROCON-RJ, autuou 40 estabelecimentos comerciais por infrações ao Código de Defesa do Consumidor (CDC). A ação teve como foco a venda de chocolates e pescados, produtos com alta demanda no período da Páscoa.

As fiscalizações ocorreram nas zonas Oeste e Norte do Rio, além de municípios da Região Metropolitana, como Niterói e São João de Meriti, resultando na apreensão de 31 quilos de alimentos impróprios para consumo, incluindo frutos do mar, arroz, batatas e molhos vencidos ou sem identificação de validade e manipulação.

As equipes constataram também falhas estruturais graves, como pisos danificados, ralos mal instalados, paredes com bolor e prateleiras comprometidas. Diversos locais operavam sem alvará de funcionamento, sem o livro de reclamações e apresentavam falta de precificação de produtos, prática considerada irregular.

Nos mercados da Barra da Tijuca, centro de Niterói e São João de Meriti, fiscais flagraram a exposição inadequada de pescados, colocados ao alcance direto dos consumidores — o que representa risco sanitário. “Quando o pescado é deixado ao alcance direto dos clientes, ele se torna vulnerável à contaminação por contato físico”, alertou o secretário de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca.

Em shoppings da Barra da Tijuca, Cachambi e Niterói, também foram registradas irregularidades relacionadas à ausência de preços visíveis em produtos de Páscoa, o que contraria as exigências do CDC.

A operação foi precedida pela divulgação de uma pesquisa de preços de chocolates, que revelou variação de até 503% entre marcas e estabelecimentos. O levantamento foi feito em diversas cidades, como Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Campos dos Goytacazes, Macaé, Nova Friburgo e Cabo Frio, e incluiu lojas físicas e plataformas online de marcas como Brasil Cacau, Cacau Show, Kopenhagen e Lindt. A pesquisa pode ser acessada no link: acesse aqui.

O documento também apresenta orientações para o consumo consciente, como evitar compras por impulso, comparar preços por quilo, conferir a validade dos produtos e redobrar a atenção com brindes infantis e sites não confiáveis.

Canais de denúncia:

Fala Consumidor (SEDCON)
WhatsApp: (21) 99336-4848
Telefone: 0800-2020143
E-mail: atendimento@sedcon.rj.gov.br

PROCON-RJ
www.procon.rj.gov.br

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Fonte: diariodorio.com

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Mais de uma tonelada de alimentos impróprios é descartada em mercados do RJ em uma semana https://newsrio.com.br/2025/04/01/mais-de-uma-tonelada-de-alimentos-improprios-e-descartada-em-mercados-do-rj-em-uma-semana/ https://newsrio.com.br/2025/04/01/mais-de-uma-tonelada-de-alimentos-improprios-e-descartada-em-mercados-do-rj-em-uma-semana/#respond Tue, 01 Apr 2025 12:47:12 +0000 https://newsrio.com.br/2025/04/01/mais-de-uma-tonelada-de-alimentos-improprios-e-descartada-em-mercados-do-rj-em-uma-semana/ Mais de uma tonelada de alimentos impróprios é descartada em mercados do RJ em uma semana


Entre os dias 24 e 31 de março, agentes da Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON) e do Procon-RJ descartaram 1.155 kg de alimentos impróprios para consumo durante fiscalizações em mercados do estado do Rio de Janeiro. Os produtos apresentavam problemas como validade vencida, presença de baratas e outros insetos, armazenamento inadequado e ausência de etiqueta com data de manipulação e validade.

Somente no dia 31/03, em um supermercado no bairro Barro Vermelho, em São Gonçalo, os fiscais apreenderam 485,4 kg de alimentos como costela, salsicha e coxa e sobrecoxa de frango. O responsável pelo local foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos. No mesmo local, foram identificadas outras irregularidades, como presença de vetores na área de manipulação, produtos em contato com o chão e pisos quebrados.

Na sexta-feira (28/03), em Nova Iguaçu, a fiscalização encontrou alimentos estragados e infestados de baratas, incluindo 21,6 kg de molho de tomate, além de doces vencidos ou mal armazenados. Em um dos mercados, foram identificados 10 botijões de gás GLP na área da padaria, contrariando o laudo do Corpo de Bombeiros (CBMERJ). O setor foi interditado por risco à segurança.

Outros itens impróprios incluíam:

  • 15 sachês de tempero Knorr vencidos
  • Carré, pernil, bofe e azeitona verde sem data de manipulação ou validade
  • Panceta em contato com papelão, costela mal armazenada e creme de leite vencido

No dia 26/03, uma denúncia levou fiscais a um mercadinho em Magalhães Bastos, na Zona Oeste do Rio, onde foram apreendidos 300 kg de produtos vencidos que estavam sendo vendidos com desconto. Os responsáveis também foram encaminhados à delegacia.

Nos dias 25 e 26/03, mais 290 kg de alimentos foram descartados em Nova Iguaçu, Jacarepaguá e Campo Grande, incluindo carnes, temperos e produtos de padaria com larvas, insetos ou sem etiquetas. Algumas áreas de preparo foram interditadas por falta de higiene, ferrugem e estrutura inadequada.

Entre os principais problemas estruturais encontrados estavam:

  • Paletes de madeira dentro de câmaras frias
  • Fiação exposta e ralo não sifonado
  • Lixeiras sem pedal e falta de telas de proteção nas janelas
  • Pisos quebrados e acúmulo de água

“Algumas dessas irregularidades colocam em risco a saúde pública. Nossas ações também coíbem abusos como venda de produtos vencidos ou com peso adulterado”, destacou o secretário de Estado de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca.

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Fonte: diariodorio.com

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