olhos – News Rio https://newsrio.com.br Notícias do RIo Wed, 31 Dec 2025 19:29:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://newsrio.com.br/wp-content/uploads/2026/03/272x90-150x90.png olhos – News Rio https://newsrio.com.br 32 32 Fim de ano aumenta risco de lesões nos olhos por rolhas de espumantes https://newsrio.com.br/2025/12/31/fim-de-ano-aumenta-risco-de-lesoes-nos-olhos-por-rolhas-de-espumantes/ Wed, 31 Dec 2025 19:29:03 +0000 https://newsrio.com.br/2025/12/31/fim-de-ano-aumenta-risco-de-lesoes-nos-olhos-por-rolhas-de-espumantes/

As festas de fim de ano costumam ser cheias de encontros, comemorações e muitos brindes. Em meio ao clima de alegria e agitação, algumas atitudes simples podem acabar sendo feitas sem atenção e causar acidentes, como abrir a garrafa de espumante à meia-noite.

A rolha pode ser lançada com força e atingir o rosto de quem está por perto, principalmente nos olhos. Nessa época do ano, os serviços de emergência registram aumento de traumas oculares causados durante as comemorações.

Por que as rolhas causam tantos acidentes nas festas

A rolha de espumante pode até parecer inofensiva, mas sai da garrafa com muita força. Isso acontece por causa da pressão interna da bebida, que empurra a rolha para fora assim que ela é liberada, muitas vezes de forma inesperada.

Ao atingir o rosto, esse lançamento pode causar de machucados leves até ferimentos mais graves nos olhos. Entre os problemas mais comuns estão sangramentos, cortes e danos na retina, a estrutura fundamental para a visão. A gravidade da lesão depende, principalmente, da área atingida.

O risco aumenta durante as festas de fim de ano, quando a atenção costuma ficar dividida. O consumo de bebida alcoólica, a empolgação do momento e a pouca iluminação dificultam perceber quem está ao redor no momento da abrir a garrafa.

“Crianças, idosos e pessoas que estão próximas ao local onde a garrafa é aberta fazem parte do grupo mais vulnerável”, afirma a oftalmologista Stefânia Diniz, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

Sintomas que não devem ser ignorados

Especialistas ouvidos pelo Metrópoles listaram alguns sinais que indicam a necessidade de atendimento médico imediato depois de um trauma ocular. Dentre eles, destacam-se:

  • Dor intensa.
  • Olho avermelhado.
  • Dificuldade para enxergar.
  • Sensibilidade à luz.
  • Perda repentina da visão.

A recomendação geral dos médicos é evitar coçar os olhos ou aplicar qualquer tipo de colírio sem orientação, já que medidas caseiras podem agravar o quadro e atrasar o tratamento adequado, reduzindo as chances de recuperação.

“Evitar coçar o olho nesses casos é essencial, porque a atitude pode machucar a córnea e até deformá-la. Caso exista sintomas que não vão embora, busque um pronto socorro de imediato”, orienta a oftalmologista Juliana Lasneaux, do Hospital de Olhos, em Brasília.

Por que os olhos são tão vulneráveis a esse tipo de acidente

Os olhos não têm uma proteção rígida capaz de absorver batidas fortes. Por isso, quando algo atinge essa região, o risco de ferimento é maior do que em outras partes do rosto.

Em situações inesperadas, como a abertura de uma garrafa durante uma festa, quase não há tempo para reagir. O movimento acontece rápido e o reflexo de fechar os olhos nem sempre consegue evitar a lesão.

Mesmo machucados que parecem leves podem atingir áreas importantes para a visão. Por esse motivo, qualquer trauma nos olhos precisa de atenção, principalmente em períodos de festas, quando esse tipo de acidente se torna mais comum.

Foto colorida de pessoa abrindo espumante - Fim de ano aumenta risco de lesões nos olhos por rolhas de espumantes - Metrópoles
Apontar a garrafa de espumante para longe do rosto ajuda a reduzir o risco de lesões nos olhos

Alguns cuidados ajudam a evitar lesões

Grande parte dos acidentes podem ser evitados com atitudes básicas na hora de abrir a garrafa. O primeiro cuidado é apontar o gargalo sempre para longe do próprio rosto e das pessoas ao redor. Outra dica importante é manter o polegar apoiado sobre a rolha enquanto o arame é retirado, o que ajuda a evitar que ela saia de forma repentina.

Girar a garrafa, e não a rolha, também dá mais controle durante a abertura. Usar um pano ou guardanapo sobre o topo da garrafa é mais uma forma simples de reduzir o risco. Além disso, as crianças não devem manusear espumantes, nem mesmo antes da abertura.

Segurança também faz parte da comemoração

Brindar faz parte das celebrações, mas não precisa virar motivo de preocupação. Com um pouco de atenção, a abertura da garrafa pode ser feita de forma segura. Esses cuidados ajudam a evitar acidentes e garantem que a festa termine bem, sem sustos ou ferimentos.

Fonte: www.metropoles.com

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Devemos usar colírio na seca? Saiba como manter a saúde dos olhos https://newsrio.com.br/2025/07/24/devemos-usar-colirio-na-seca-saiba-como-manter-a-saude-dos-olhos/ https://newsrio.com.br/2025/07/24/devemos-usar-colirio-na-seca-saiba-como-manter-a-saude-dos-olhos/#respond Thu, 24 Jul 2025 07:48:21 +0000 https://newsrio.com.br/2025/07/24/devemos-usar-colirio-na-seca-saiba-como-manter-a-saude-dos-olhos/ Devemos usar colírio na seca? Saiba como manter a saúde dos olhos

Durante o período de seca, aumenta o número de pessoas com queixas de ardência, coceira e sensação de estar com areia nos olhos. Não é para menos, além da falta de umidade na atmosfera, o uso intenso de ventilador e ar-condicionado, a poluição e a exposição excessiva a telas se juntam para formar o cenário perfeito para o ressecamento ocular.

A condição é conhecida como síndrome do olho seco. Ela ocorre quando a produção ou estabilidade da lágrima natural se compromete. Sem essa proteção, a superfície dos olhos fica mais exposta a irritações e infecções e, consequentemente, à sensação de ardência.

Mas calma lá! É preciso ter cuidado antes de tentar resolver o problema por conta própria aplicando os colírios que você tem em casa.

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O que é a síndrome do olho seco?

  • A síndrome do olho seco é mais comum em mulheres idosas e afeta a produção ou qualidade das lágrimas, comprometendo a lubrificação ocular.
  • Ar-condicionado, vento, fumaça e clima seco podem agravar a evaporação da lágrima e piorar os sintomas da síndrome do olho seco.
  • O uso prolongado de telas reduz a frequência do piscar, prejudicando a distribuição da lágrima e agravando o ressecamento ocular.
  • Sintomas como vermelhidão, ardor, coceira, fotofobia e a sensação de areia nos olhos indicam falhas na lubrificação natural.
  • O tratamento inclui o uso de colírios de lágrimas artificiais, mas é essencial investigar e tratar a causa subjacente do distúrbio.

Causas do olho seco

Na grande maioria dos casos, o que causa o olho seco é o processo evaporativo. Ele ocorre quando a lágrima evapora mais rápido do que o olho consegue repô-la, e ocorre por várias causas: tanto a secura do ambiente, como a redução do número de piscadas, especialmente em consequência do uso excessivo das telas.

Muitas vezes, porém, um sinal de que a lubrificação dos olhos está comprometida é justamente a sensação de lacrimejar constante. De acordo com o oftalmologista Frederico Loss, da Secretaria de Saúde do DF, o lacrimejamento excessivo pode enganar.

“Um sintoma frequente e que costuma confundir muitas pessoas é o lacrimejamento excessivo. Apesar de parecer um sinal de hidratação, na verdade, é uma resposta do organismo à secura ocular: são lágrimas reflexas que não cumprem a função protetora do filme lacrimal”, explica o médico.

Para quem usa lentes de contato, durante a seca os sintomas são mais incômodos. As lentes, especialmente as gelatinosas, absorvem mais água dos olhos e acentuam o ressecamento durante os dias mais secos.

Foto mostra mulher aplicando colírio nos olhos - MetrópolesAplicação de colírios, mesmo se forem de lágrimas artificiais, deve ser feita com recomendação médica

Devo aplicar colírio na seca?

O oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor do Instituto Penido Burnier, em Campinas (SP), conta que quatro em cada dez pacientes já chegam ao consultório usando colírios por conta própria. Para pessoas com sintomas de olho seco, o número é ainda maior.

Muitos consideram o produto inofensivo e utilizam sem prescrição. No entanto, segundo o médico, esse uso indiscriminado pode piorar os sintomas. Mesmo o uso de colírios lubrificantes sem conservantes deve ser feito sob orientação de um oftalmologista.

“Como diz o ditado, a diferença entre veneno e remédio é a dose. A lágrima artificial não é só uma aguinha, é necessário analisar a lágrima para indicar o tratamento mais correto” , alerta Queiroz Neto.

Além disso, ele alerta que há casos em que pacientes aplicam o produto mais de dez vezes por dia na expectativa de lubrificar os olhos, o que, na realidade, pode causar irritação na superfície ocular. Além disso, a aplicação constante do medicamento pode mascarar problemas mais sérios em desenvolvimento.

Nem todo colírio serve para todos

A lágrima é composta por camadas aquosa, lipídica e de mucina. Cada paciente pode ter deficiência em uma dessas estruturas, o que exige um tipo específico de colírio para reposição.

“Não adianta comprar qualquer colírio na farmácia”, explicou Jonathan Lake, oftalmologista de Brasília, em entrevista anterior ao Metrópoles. “O médico define o produto com base na análise da composição da lágrima de cada paciente.”

Para quem usa lentes de contato, os sintomas são mais incômodos. As lentes, especialmente as gelatinosas, absorvem mais água dos olhos e acentuam o ressecamento durante os dias mais secos.

Qual a melhor forma de cuidar da saúde ocular na seca

Os oftalmologistas ouvidos pelo Metrópoles indicam que a melhor forma para não enfrentar os problemas do olho seco é manter o corpo no geral hidratado. A recomendação é consumir cerca de 35 mililitros de água por quilo. Isso significa, para uma pessoa com 60 quilos, tomar dois litros por dia.

A alimentação também influencia. Comidas fontes de ácidos graxos, como semente de linhaça, peixes e amêndoas, além de alimentos ricos em vitaminas A e E, auxiliam a lubrificação ocular. Para quem trabalha diante do computador, fazer pausas frequentes e piscar voluntariamente também ajuda a manter a hidratação.

Se os sintomas já tiverem aparecido e não desaparecerem com o reforço na dose de copos d’água do dia, os oftalmologistas recomendam que se marque uma consulta antes de escolher um colírio na farmácia para aplicar.

Compressas frias com soro fisiológico e gaze podem ser alternativas quando há desconforto. Esses métodos aliviam os sintomas e reduzem o atrito causado pelo ressecamento.

Prevenir, portanto, é mais eficaz do que remediar. Cuidar dos olhos durante a seca exige atenção, orientação médica e hábitos simples que protegem a visão ao longo do ano.

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Fonte: www.metropoles.com

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Menina dos olhos no transporte: Paes abre licitação de R$ 213 milhões na compra de 100 novos ônibus para o BRT https://newsrio.com.br/2025/07/09/menina-dos-olhos-no-transporte-paes-abre-licitacao-de-r-213-milhoes-na-compra-de-100-novos-onibus-para-o-brt/ https://newsrio.com.br/2025/07/09/menina-dos-olhos-no-transporte-paes-abre-licitacao-de-r-213-milhoes-na-compra-de-100-novos-onibus-para-o-brt/#respond Wed, 09 Jul 2025 18:34:00 +0000 https://newsrio.com.br/2025/07/09/menina-dos-olhos-no-transporte-paes-abre-licitacao-de-r-213-milhoes-na-compra-de-100-novos-onibus-para-o-brt/ Menina dos olhos no transporte: Paes abre licitação de R$ 213 milhões na compra de 100 novos ônibus para o BRT

Não tem Jaé, VLT ou expansão do metrô até o Recreio. O queridinho do prefeito Eduardo Paes (PSD) na área dos transportes é o sistema BRT — que encontrou sucateado quando voltou ao comando do Palácio da Cidade.

A Secretaria municipal de Transportes publicou, no Diário Oficial do último dia 3, o aviso de licitação para a compra de mais cem ônibus. Os veículos, com capacidade mínima de 80 passageiros, vão equipar os corredores do BRT e o valor do contrato está estimado em até R$ 213.963.878,00.

Desde 2021, a Prefeitura do Rio, via Mobi-Rio, já comprou e incorporou 731 novos ônibus ao sistema, um aumento significativo em relação aos 120 veículos que estavam em circulação no início do quarto mandato de Paes.

BRT é o cartão de visitas no setor de transportes para 2026

De olho nas urnas em 2026, com o sistema regular de ônibus em frangalhos, e um longo caminho pela frente até que a implantação total do Jaé possa render frutos, o prefeito investe seus esforços (e muitos recursos) para ter a recuperação dos corredores do BRT como o seu cartão de visitas no setor.

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Fonte: temporealrj.com

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Em 1 mês de funcionamento, Instituto Estadual de Olhos realiza mais 23 mil exames https://newsrio.com.br/2025/05/08/em-1-mes-de-funcionamento-instituto-estadual-de-olhos-realiza-mais-23-mil-exames/ https://newsrio.com.br/2025/05/08/em-1-mes-de-funcionamento-instituto-estadual-de-olhos-realiza-mais-23-mil-exames/#respond Thu, 08 May 2025 03:47:11 +0000 https://newsrio.com.br/2025/05/08/em-1-mes-de-funcionamento-instituto-estadual-de-olhos-realiza-mais-23-mil-exames/ Em 1 mês de funcionamento, Instituto Estadual de Olhos realiza mais 23 mil exames

Inaugurado no dia 7 de abril, o Instituto Estadual de Olhos (IEO), localizado em Senador Vasconcelos, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, já superou todas as expectativas da Secretaria de Estado de Saúde, em apenas um mês de atuação.

A unidade, que funciona no Hospital Estadual Eduardo Rabello, já realizou mais de 23 mil exames, 3,9 mil consultas e deu início às primeiras cirurgias de catarata. O IEO tem capacidade para realizar mais de 400 cirurgias e mil consultas por mês; número já ultrapassado.

O Instituto Estadual de Olhos é o primeiro da rede estadual dedicado exclusivamente à oferta de serviços de oftalmologia, atendendo pacientes de 66 municípios.

Os atendimentos são realizados através de encaminhamento pelo Sistema Estadual de Regulação (SER). Entre os procedimentos oferecidos estão cirurgias de catarata e glaucoma, além de consultas em diversas especialidades como ceratocone, córnea, estrabismo adulto, plástica ocular e pterígio.

O IEO recebeu R$ 5,7 milhões em investimentos do Governo do Estado e conta com duas salas cirúrgicas, sete leitos de recuperação pós-operatória e seis consultórios.

Os pacientes do instituto contam com equipamentos altamente modernos, como a Tomografia de Coerência Óptica (OCT), que analisa em detalhes todas as camadas da retina sem o uso de radiação.

Com o investimento, o Governo do Estado tem como meta zerar a fila de cirurgias de catarata nos próximos meses, beneficiando principalmente os pacientes idosos.

O Hospital Estadual Eduardo Rabello, onde funciona a unidade oftalmológica, é referência no atendimento a pacientes idosos. O hospital passou por reformas que ampliaram sua a capacidade de 31 para 69 leitos, dos quais sete são de terapia intensiva.

As intervenções custaram R$ 13 milhões e incluíram a modernização da fachada, recepção, acesso de ambulâncias, laboratório e refeitório.

Entre as 14 especialidades oferecidas pelo Eduardo Rabello estão: cardiologia, ortopedia, ginecologia, fisiatria, homeopatia, psiquiatria, nutrição. O hospital realiza cerca de 349 mil atendimentos anualmente, entre consultas e exames.

O Hospital Estadual Eduardo Rabello fica na Estrada do Pré, S/N, em Senador Vasconcelos, na Zona Oeste da cidade.

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Fonte: diariodorio.com

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Febre oropouche pode provocar sintomas nos olhos. Saiba quais https://newsrio.com.br/2024/08/19/febre-oropouche-pode-provocar-sintomas-nos-olhos-saiba-quais/ https://newsrio.com.br/2024/08/19/febre-oropouche-pode-provocar-sintomas-nos-olhos-saiba-quais/#respond Mon, 19 Aug 2024 10:47:07 +0000 https://newsrio.com.br/2024/08/19/febre-oropouche-pode-provocar-sintomas-nos-olhos-saiba-quais/ Febre oropouche pode provocar sintomas nos olhos. Saiba quais

A febre oropouche, que provocou surtos em alguns estados brasileiros e foi registrada até em países europeus, tem sintomas muito parecidos com os da dengue, chikungunya e zika. Um deles, bastante característico, é a dor nos olhos.

“É comum que pacientes com febre oropouche relatem dor intensa atrás dos olhos, também conhecida como dor retro-orbital”, afirma o infectologista Henrique Lacerda, do Hospital Brasília, da rede Dasa.

De acordo com o médico, a dor retro-orbital é provocada pela inflamação e aumento da pressão nos vasos sanguíneos e tecidos ao redor dos olhos, um efeito comum em infecções virais.

Além da dor no olho, o paciente pode apresentar outros sintomas relacionados à visão, como fotofobia (sensibilidade à luz) e conjuntivite.

A febre oropouche é transmitida pela picada do Culicoides paraenses, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora.

Sintomas da febre oropouche

Os sintomas da doença geralmente começam de quatro a oito dias após a picada. Depois do aparecimento, os sintomas duram entre quatro a sete dias.

Nesse período, os pacientes apresentam sintomas súbitos como febre alta, dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. Em alguns casos, logo depois dessa primeira fase, aparecem os sintomas visuais, náuseas e vômitos.

“Os sintomas mais característicos são febre alta e dores articulares, que podem induzir a diagnósticos errados de dengue e chikungunya. No entanto, a oropouche não costuma causar erupções cutâneas, aquelas manchinhas na pele avermelhadas, isso pode ajudar a diferenciá-la das outras”, explica Lacerda.

A maioria dos pacientes se recupera completamente sem complicações graves. Mas em alguns casos, os sintomas podem persistir por mais tempo ou até mesmo retornar após uma ou duas semanas do início dos sintomas.

Em casos raros, alguns pacientes podem evoluir para complicações graves, como a meningite, segundo descreve a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Em artigo publicado na revista The Lancet sobre o surto de febre oropouche no Brasil, pesquisadores destacam que as complicações podem levar à morte se o paciente não receber a atenção necessária.

“As complicações são mais propensas a se manifestar em casos com envolvimento do sistema nervoso central, que requerem intervenção médica imediata e cuidados completos”, consideram os autores do artigo.

Maruim mosquito oropouche, causador da febre oropouche
A doença é transmitida principalmente pela picada do maruim

Diagnóstico

Por apresentar sintomas semelhantes aos de outras infecções, o diagnóstico da doença deve ser feito através de exames laboratoriais. As opções são a detecção do vírus por RT-PCR – exame semelhante ao da Covid-19 – ou por sorologia, para a a identificação de anticorpos específicos no sangue.

“A semelhança com outras arboviroses pode complicar o diagnóstico clínico sem testes laboratoriais específicos”, considera o infectologista Leonardo Weissmann, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e professor da Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP), em entrevista anterior ao Metrópoles.

Tratamento

Não existe um tratamento específico para a febre oropouche, apenas os tradicionais para alívio dos sintomas.

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Fonte: www.metropoles.com

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