
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou nesta quarta-feira, 11, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu pessoalmente que a seleção do Irã será bem-vinda na Copa do Mundo de 2026, a ser disputada em junho e julho na América do Norte — com sede compartilhada entre EUA, México e Canadá. “Durante nossa conversa, o presidente Trump reiterou que a seleção iraniana é bem-vinda, sem dúvida, para disputar o torneio nos Estados Unidos”, escreveu Infantino em sua conta no Instagram.
A declaração veio em resposta às dúvidas sobre a participação iraniana no torneio, surgidas após os ataques americanos e israelenses de 28 de fevereiro contra o Irã, que desencadearam uma guerra no Oriente Médio. Logo no início da ofensiva, o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, levantou a hipótese de boicote à competição, embora tenha atribuído a decisão final às “autoridades esportivas” do país. Analistas também cogitaram que Washington poderia barrar a entrada dos iranianos por razões de segurança — os três jogos do Irã na fase de grupos estão programados para Los Angeles e Seattle.
Infantino aproveitou o momento para reforçar sua visão sobre o papel do futebol no cenário geopolítico: “Todos nós precisamos, mais do que nunca, de um evento como a Copa do Mundo da Fifa para unir as pessoas, e agradeço sinceramente ao presidente dos Estados Unidos por seu apoio, porque demonstra mais uma vez que o futebol une o mundo.”
O dirigente mantém relação próxima com Trump — foi o único representante esportivo presente à posse do presidente e, no ano passado, entregou-lhe um “Prêmio Fifa da Paz”, cujos critérios nunca foram divulgados.
Caso o Irã confirme a desistência, será a primeira ausência de uma seleção classificada desde que França e Índia abandonaram a Copa de 1950, realizada no Brasil.
(Com AFP)
Fonte: veja.abril.com.br




