sexta-feira, abril 17, 2026
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Mesmo sem fumar, homem descobre câncer de pulmão em estágio avançado

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O câncer de pulmão costuma estar associado ao tabagismo, já que a maioria dos casos ocorre entre fumantes ou ex-fumantes. No entanto, a doença também pode atingir pessoas que nunca tiveram contato com o cigarro.

Foi o que aconteceu com o canadense Dave Nitsche, de 57 anos, que levava uma rotina intensa de exercícios e não tinha histórico familiar da doença. Mesmo assim, ele recebeu um diagnóstico de câncer de pulmão em estágio avançado e um prognóstico de apenas um ano de vida. Hoje, sete anos depois, ele mantém uma rotina com muita atividade física

Primeiros sinais surgiram na visão

Natural de Winnipeg, no Canadá, Dave sempre gostou de se manter em movimento. Ele participava de maratonas, competições de triatlo e também praticava ciclismo regularmente.

Tudo parecia normal até março de 2019, quando começou a perceber algo estranho na visão. “Eu olhava para postes de telefone e eles pareciam ondulados”, relata em entrevista à People.

Ele procurou um oftalmologista e, inicialmente, a suspeita foi de descolamento de retina. No entanto, exames mais detalhados mostraram que havia líquido acumulado atrás do olho.

A situação evoluiu de forma rápida. Os médicos concluíram que o olho não poderia ser salvo e optaram pela remoção do órgão.

“Tive meu olho removido dois dias antes do meu aniversário de 50 anos. Foi um presente de aniversário maravilhoso”, brinca.

Depois da cirurgia, os médicos iniciaram uma investigação para entender a origem do problema. Dave passou por diversos exames, incluindo tomografia e cintilografia. Foi então que surgiram manchas em seus pulmões. Durante a investigação, um pneumologista chegou a retirar cerca de 1,5 litro de líquido acumulado no pulmão.

Diagnóstico do câncer de pulmão

Cerca de três semanas após a retirada do olho e dois meses depois do início dos problemas de visão, Dave se reuniu com um oncologista. Na consulta, recebeu a notícia que mudaria sua vida. “O médico disse que eu tinha câncer de pulmão em estágio quatro”, conta.

A revelação foi um choque, pois até aquele momento, ele não sentia sintomas graves. “Eu estava me sentindo ótimo”, lembra.

Dave nunca fumou e também não tinha casos de câncer de pulmão na família. Eventualmente sentia dor nas costas após corridas, mas acreditava que fosse apenas resultado do esforço físico.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer é um dos principais problemas de saúde pública no mundo e é uma das quatro principais causas de morte antes dos 70 anos em diversos países. Por ser um problema cada vez mais comum, o quanto antes for identificado, maiores serão as chances de recuperação
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Por isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doença
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Mudanças persistentes na textura da pele, sem motivo aparente, também pode ser um alerta, especialmente se forem inchaços e caroços no seio, pescoço, virilha, testículos, axila e estômago
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A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão
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Outro sinal característico da existência de um câncer é a modificação do aspecto de pintas. Mudanças no tamanho, cor e formato também devem ser investigadas, especialmente se descamarem, sangrarem ou apresentarem líquido retido
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Dores sem motivo aparente e que durem mais de quatro semanas, de forma frequente ou intermitente, podem ser um sinal da existência de câncer. Isso porque alguns tumores podem pressionar ossos, nervos e outros órgãos, causando incômodos
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Azia forte, recorrente, que apresente dor e que, aparentemente, não passa, pode indicar vários tipos de doenças, como câncer de garganta ou estômago. Além disso, a dificuldade e a dor ao engolir também devem ser investigadas, pois podem ser sinal da doença no esôfago
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Azia forte, recorrente, que apresente dor e que, aparentemente, não passa, pode indicar vários tipos de doenças, como câncer de garganta ou estômago. Além disso, a dificuldade e a dor ao engolir também devem ser investigadas, pois podem ser sinal da doença no esôfago

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Os médicos foram diretos ao falar sobre o prognóstico. Segundo eles, ele teria cerca de um ano de vida, talvez dois. Mesmo diante da previsão inicial, Dave começou imediatamente um tratamento com terapia direcionada, voltada para desacelerar o crescimento do câncer.

O primeiro ano passou. Depois veio o segundo. “Foi uma pequena celebração. A gente passa a valorizar mais as pequenas coisas”, diz.

Com o tempo, quando o tratamento inicial começou a perder eficácia, os médicos optaram por outra medicação. Atualmente ele recebe infusões a cada três semanas.

Segundo Dave, os exames mais recentes mostram sinais de melhora. “Os tumores estão diminuindo ou se transformando em algo parecido com tecido cicatricial”, afirma.

A resposta positiva ao tratamento permitiu que ele mantivesse uma rotina ativa. Agora aposentado, ele dedica parte do tempo a atividades físicas e também ao apoio a outros pacientes com câncer, liderando, inclusive, um grupo local de apoio masculino voltado para pessoas que convivem com a doença.

Mesmo após o diagnóstico, Dave continua se desafiando. Em junho, pretende percorrer cerca de mil quilômetros pela trilha Trans Canada Trail em um evento chamado Epic1000. A expectativa é completar o trajeto em cerca de duas semanas.

“Não é uma corrida. Você pode ir no seu próprio ritmo. Tem dias em que você pedala 160 quilômetros e outros em que faz menos”, explica.

Para ele, manter o corpo em movimento é uma forma de enfrentar a doença. “Existe um grande equívoco de que quem tem câncer precisa ficar na cama. Você pode fazer muito mais do que imagina”, finaliza.

Fonte: www.metropoles.com