
No fim do Mês do Orgulho LGBTQIA+, a rede estadual de saúde da Paraíba realizou o primeiro parto de um bebê gerado por um homem trans. A pequena Iara nasceu da união de Daniel Valentim e Gisele Castro, uma mulher trans.
Em entrevista ao G1, Daniel contou que o casal escolheu a unidade de saúde por receio de sofrer preconceito durante o atendimento. Após pesquisar diferentes hospitais, eles optaram pelo Hospital da Mulher, em João Pessoa, que realiza cirurgias de mastectomia em homens trans com assistência do Espaço LGBT Clementino Fraga. Segundo ele, a oferta desse serviço transmitiu confiança de que a equipe estava preparada para acolher pessoas trans com respeito e segurança.
O casal mora em Esperança, no Agreste paraibano, a cerca de 25 quilômetros de Campina Grande, onde Daniel fez o pré-natal, e a aproximadamente 140 quilômetros da capital. A gestação foi classificada como de alto risco ainda no primeiro mês, após o diagnóstico de trombose, condição que pode ocorrer durante a gravidez.
Gisele explicou que, para um casal formado por pessoas trans tentar engravidar, é necessário interromper a terapia hormonal. Com isso, características sexuais associadas ao sexo biológico podem voltar a se manifestar, o que pode provocar desconforto e sofrimento devido à incongruência entre essas características físicas e a identidade de gênero.
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