Quando começou a notar mudanças no corpo, o filmaker britânico Serdar Ferit, acreditou estar diante de um problema comum e tratável. Aos 45 anos, ele associou sintomas intestinais persistentes a hemorroidas, condição frequente e geralmente benigna.
Meses depois, porém, recebeu a notícia de que estava com câncer de intestino em estágio 4, fase avançada da doença. Morador do Reino Unido, Serdar contou que o filho, Jaxon, chorou ao saber do diagnóstico.
Desde então, a rotina da família mudou completamente. Nos últimos três anos e meio, ele passou a conviver com internações, exames frequentes e tratamentos agressivos.
Segundo relato publicado em campanha de arrecadação criada pelo próprio paciente, desde novembro de 2022 ele já enfrentou mais de 30 ciclos de quimioterapia potente, 28 sessões de radioterapia, diversos procedimentos sob anestesia geral e inúmeras colonoscopias e exames de imagem.
Serdar afirmou ter recebido acompanhamento no Royal Marsden Hospital, referência no tratamento do câncer. Apesar disso, relatou que as terapias atualmente disponíveis para o quadro dele no sistema britânico dificilmente ofereceriam cura ou aumento significativo da sobrevida.
Diante do cenário, o britânico passou a pesquisar novas possibilidades terapêuticas. Nos últimos meses, conversou com médicos e pacientes e buscou entender quais caminhos poderiam valer a pena.
Após a investigação, Serdar encontrou uma clínica no México que propôs um plano de tratamento com quatro modalidades personalizadas de imunoterapia, incluindo vacinas terapêuticas contra o câncer.
O que é imunoterapia
A imunoterapia é uma estratégia que estimula o próprio sistema imunológico a reconhecer e combater células tumorais. Em alguns tipos de câncer, ela já apresenta resultados relevantes, especialmente quando combinada com outros tratamentos.
No caso de Serdar, ele explica que não conseguiu entrar em estudos clínicos disponíveis no Reino Unido porque o perfil biológico do tumor não atendia aos critérios exigidos nas pesquisas. Mesmo sem garantias, decidiu tentar uma nova chance fora do país.
Para iniciar o tratamento em maio de 2026, Serdar lançou uma campanha virtual. O valor será usado para transporte de amostras do tumor, produção de terapias personalizadas por dois anos, consultas, exames, viagens ao México, hospedagem e custos médicos.
A história de Serdar mostra que confundir sinais persistentes com problemas benignos pode atrasar um diagnóstico grave. Por isso, profissionais de saúde reforçam que é importante procurar avaliação médica diante de mudanças contínuas no funcionamento do intestino.
Fonte: www.metropoles.com
















